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sábado, 31 de março de 2012

PENSANDO NO PMDB

Charge do Sinfrônio, via Diário do Nordeste. Em visita a Índia, a presidente Dilma não esquece o peso do PMDB em seu governo, principalmente porque o partido quer sempre ficar por cima. Há qualquer momento pode se rebelar - mais uma vez – e entornar o caldo das votações no Congresso.

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NA CALADA DA NOITE...


Há 48 anos o Brasil, na calada da noite era surpreendido com o golpe militar. Com ele veio à censura, a perseguição a todos àqueles que não aceitavam a tomada à força do poder, do governo João Goulart. A partir daí, o Brasil passou a viver os anos de chumbo.
Duas décadas de atrocidades contra políticos, estudantes, artistas, escritores e civis que discordavam do regime ditatorial implantado no país sob o comando dos militares e colocaram no poder, o general Castelo Branco. O primeiro linha-dura da ditadura.
Hoje é um dia para refletirmos sobre as agruras que nossos irmãos brasileiros passaram naquelas duas décadas sombrias. Alguns passaram a viver exilados, outros saíram para comprar cigarro ou um café e nunca mais voltaram. Metaforicamente, eles sumiram num rabo de foguete como diz o verso da canção O Bêbado e o Equilibrista, de João Bosco e Aldir Blanc.
Não podemos esquecer esse momento escuro da história do país e as novas gerações não podem deixar de saber que um dia tivemos nossa liberdade de expressão cerceada. Qualquer forma de censura deve ser combatida, para que não haver nem sombra desse triste capítulo do passado recente do país.
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PEDRO SIMON NAS PÁGINAS AMARELAS

Em entrevista ao repórter Paulo Celso Pereira, nas Páginas Amarelas da revista Veja desta semana, o senador Pedro Simon, do PMDB gaúcho fala sobre seu partido, fisiologismo, governo Dilma, mensalão, Demóstenes Torres, poder e diz que o Brasil seria diferente se os bons homens não tivessem mortos, como: “Ulysses Guimarães, Tancredo Neves, Teotônio Vilela, Miguel Arraes, Mário Covas”. Confira abaixo a entrevista na íntegra.

O senador diz que a qualidade do Parlamento na média é muito ruim, os líderes políticos só pensam em cargos e que a presidente Dilma não vai conseguir acabar com o fisiologismo

O senador Pedro Simon é um iluminado. Fundador do MDB, participou da oposição à ditadura militar, cerrou fileiras pelas Diretas Já e foi um dos protagonistas da ofensiva que resultou no impeachment do então presidente Fernando Collor. Com meio século de vida pública, esse gaúcho de Caxias do Sul teria motivos de sobra para festejar a atividade política. Mas ele não vê razões para celebrar. Simon é hoje um retrato acabado do desanimo com a classe política e com o fisiologismo que governa a relação entre o Poder Executivo e o Congresso. O desalento só é deixado de lado quando o senador fala da mobilização popular como a sua derradeira esperança para mudar as atuais regras do jogo.

O senhor foi um dos maiores críticos do PT no governo. Que avaliação faz da administração da presidente Dilma?

Estou gostando muito, principalmente quando a presidente diz que não vai aceitar o toma lá dá cá. Esse é o grande fato novo na política. Ela já afastou ministro e tem mostrado que quer um entendimento, mas não aceita imposição. O caso mais típico foi o do PR. Sete senadores do partido deixaram a base porque queriam e não conseguiram continuar mandando no Ministério dos Transportes. Nos governos anteriores, quando isso acontecia, o presidente capitulava. A Dilma quis mostrar que existe um novo método de governar. Isso levou a um choque com os comandos partidários e do Congresso, porque o troca-troca viciou: vota-se aqui, ganham-se as emendas, vota-se ali, nomeia-se o fulano.

O senhor acredita que a presidente vai acabar mesmo com o toma lá dá cá?

Não acredito. Pode até melhorar um pouco, mas acabar não. O que não pode mais, e a presidente está sinalizando nessa direção, é os caras colocarem interesses pessoais acima dos interesses da pátria e da sociedade. É difícil mudar essa prática de uma só vez. Fazer isso exige mais jogo de cintura. A Dilma não pode ser durona, bater na mesa. Vejo-a dizendo que se entende muito com o presidente do Congresso, o senador Sarney. A primeira pessoa a quem ela deveria fazer um apelo é o Sarney. Ele indicou dois ministros do Maranhão. Onde está a racionalidade de ele e o PMDB, o meu partido, terem dois ministros do Maranhão?

Por que Sarney abriria mão de poder?

O Rui Barbosa é o nosso grande patrono no Senado, mas como político foi um homem de derrotas. Perdeu duas vezes a eleição para presidente da República e não tinha influencia no governo. Quem mandava e elegia presidente era o (José Gomes) Pinheiro Machado (gaúcho e um dos mais influentes políticos da Primeira república, foi assassinado em 1915), de quem hoje ninguém fala. O Sarney está mais para Pinheiro Machado do que para rui Barbosa. Vai acabar esquecido pela história.

O senhor elogia o governo e critica o ministério. Não é contraditório?

O ministério é fraco, um dos piores que já vi. Antes, colocavam-se no ministério os melhores nomes do Parlamento. Hoje, o ministério consegue ser pior do que a média do Parlamento, que beira a mediocridade. No esforço de eleger Dilma Rousseff presidente, valeu tudo. O Lula fez acordo aqui e ali, e houve uma despreocupação com relação à seleção dos nomes. Houve também irresponsabilidade dos partidos na indicação dos ministros. O PMDB indicou um rapaz que tinha pago conta de motel com dinheiro público. Aliás, o PMDB não. Volta e meia se publica que a bancada do Senado exige algo para o ministério. Mentira. Nunca nos reunimos para escolher um cargo. Essa decisão foi tomada pelo presidente do Senado e pelo líder da bancada falando em nome de todo mundo.

Como o PMDB se transformou na marca do fisiologismo?

Deus me perdoe, mas é porque os bons homens se foram: Ulysses Guimarães, Tancredo Neves, Teotônio Vilela, Miguel Arraes, Mário Covas. Se esses tivessem ficado e outros tivessem morrido, o Brasil seria diferente. Se analisarmos no contexto do Congresso, ocorreu mais ou menos a mesma coisa. Aquele pessoal que iniciou o PT está todo fora. Faz falta aquele PT que se comportava de maneira competente como oposição. O partido hoje é de uma gente que não sei de onde veio. Aliás, oposição hoje também não existe mais, o que é muito ruim para o país.

O senhor não está pessimista demais com o momento político?

Os poderes estão todos nivelados por baixo. O Judiciário, que sempre esteve em um nível bem superior, foi rebaixado nos últimos tempos a um patamar igual ao nosso, do Parlamento. É avaliado bem abaixo da presidente Dilma e igual ao Legislativo.

Nada o anima?

Há alguns sinais que me animam. Estou há cinquenta anos na vida pública e – tirando as lutas pelas Diretas Já e pela Anistia – não vi momento tão interessante como o que estamos vivendo agora. O povo conseguiu sensibilizar e pressionar pela aprovação da Lei da Ficha Limpa. Votamos porque o povão pressionou, entrou nas redes sociais e estava na rua. O Supremo votou porque a gurizada estava lá na porta. Esse é um fato novo que muda tudo.

Por quê?

Um bando de gente não vai poder ser candidato. O PMDB, por exemplo, está recomendando aos diretórios evitar indicar nomes com problemas com a Justiça. É o primeiro passo para terminar com a maior maldição do Brasil, que é a impunidade. Porque a maldita diferença entre nós e o mundo civilizado é que, quando o cara é condenado, aqui ele recorre à segunda, terceira, quarta, quinta, sexta instâncias, até o Supremo. Nesse espaço de tempo, o crime prescreve e ninguém é condenado. Na Europa e nos Estados Unidos, se for condenado, vai para a cadeia. Pode recorrer, mas está na cadeia.

O que falta para que os avanços sociais que estamos experimentando cheguem à política?

Para derrubar a ditadura, avançamos quando a sociedade avançou. O mesmo aconteceu no impeachment. Ele só deu certo porque o Collor pediu ao povo para ir para a rua de verde e amarelo, e o povo foi de preto, de luto. As grandes mudanças só ocorreram quando o povo participou. Não se espere nada do Congresso, do Legislativo e do Executivo se o povo não estiver à frente.

Mas o Congresso não deveria exercer esse papel catalisador?

Eu trouxe um mar de gente para a vida pública: jornalistas, intelectuais, membros de tribunal. Mas na última eleição não trouxe ninguém. Estavam todos com nojo. As pessoas estão se afastando da política. É aquilo que o doutor Ulysses dizia quando reclamavam da qualidade do Congresso: “Esperem para ver o próximo”. Estamos caminhando nesse sentido. Com essa história do nosso amigo senador (Demóstenes Torres), estou recebendo um bolo de cartas e telefonemas dizendo que agora so falta eu. É o pessimismo das pessoas. Eu botava as duas mãos no fogo pelo Demóstenes. Ele era um exemplo de competência parlamentar.

O senhor faz algum prognóstico sobre o destino político dele?

Com todo o respeito, se as coisas que estão aí se confirmarem, ele deve ir para casa. Se tudo isso for verdade, o senador é um excelente ator. Mas tenho obrigação de esperar as explicações dele antes de qualquer julgamento. O fundamental é o Congresso sair ileso, o Senado Mostrar transparência. O Demóstenes está pedindo para analisarem, julgarem e fizerem o que tem de ser feito. Se as acusações forem provadas, não há outro caminho que não a renúncia ou a cassação.

Por que o senhor diz que há um nivelamento por baixo das instituições?

As instituições foram vulgarizadas nos últimos anos, principalmente no governo do PT. Todos os meses vocês fazem reportagens demonstrando casos de corrupção e não acontece nada. O cara não é condenado e também não é absolvido. No Judiciário, surgem denúncias sobre juiz que vende sentença, outro que recebeu não sei o quê, e não acontece nada. Como vamos aceitar isso? Aparece uma notícia como aquela do Fantástico, completa, indiscutível. Se não tomar cuidado, o diretor do hospital vai acabar demitido, e o jornalista vai para a cadeia, porque no Brasil termina assim.

O poder corrompe?

Parece que a tentação é grande. Eu vi o início do PT. Os caras andavam de pé descalço, caminhavam pelas ruas fazendo campanha em troca de nada, era um troço sensacional. Nos oito anos do Fernando Henrique, o PT foi um baita de um partido na oposição, até exagerado. Aí foi para o governo e ofereceu ao carinha de chinelo, que trabalhava feito doido em troca de comida, um cargo de 9 000 reais. Então apodreceu. O poder corrompe, sim. O poder total corrompe totalmente. O PT desmontou, desapareceu. Se o Lula tivesse posto o Waldomiro Diniz na rua quando ele apareceu na televisão recebendo dinheiro do Carlinhos Cachoeira e tratando de porcentuais, não teria havido o mensalão. Eu entrei com pedido de CPI, mas o Lula e o Sarney lutaram para não deixar cria-la. Fomos ao Supremo e depois de um ano ganhamos, mas era tarde.

Quem mudou mais, o PT ou o PMDB?

Eu diria que os dois ficaram muito parecidos – para pior. O PMDB deixou passar vários trens da história. O pior que aconteceu com o PMDB foi a maldade que o Tancredo fez conosco. Nosso acordo não previa a morte do Tancredo. Ele morre e deixa o Sarney. Ali o nosso destino mudou. Tancredo presidente, todos os governadores, com exceção do de Sergipe, eram do PMDB, tínhamos a maioria na Câmara e no Senado. Era uma grande oportunidade. Com o negócio do Sarney, mudou tudo. Já me convidaram até a sair do partido. Mandaram uma carta com muita elegância dizendo que se eu saísse seria numa boa, ninguém ia me pedir o cargo. Eu disse que não ia sair, porque eles estavam de intrusos e eu fundei o partido.

Qual será a importância do mensalão para o Brasil?

Vital. O relator foi muito sério, muito competente. Faço um apelo a ele para ser o mais breve possível, porque temos de votar neste ano. Vai ser a coisa mais triste do mundo prescrever e não for votado. Esse julgamento será o maior momento da história do Supremo. Isso não quer dizer que tenha de condenar ou absolver, mas é preciso fazer um julgamento de gabarito, de peso, de seriedade. O importante é julgar. Eu tenho convicção de que se vai julgar com a consciência e não tenho dúvida de que pelo Brasil inteiro as pessoas vão estar olhando.

Este é seu último mandato?

Em tese, sim. Não pretendo concorrer de novo. Na próxima eleição estarei com quase 85 anos e prefiro sair vivo a morto.

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sexta-feira, 30 de março de 2012

COM JEITO VAI

Por Dora Kramer colunista do O Estado de S. Paulo

Diga-se o que for sobre a senadora Marta Suplicy. Ressalte-se a impertinência, a inadequação verbal e o toque acentuado de presunção, mas reconheça-se nela uma qualidade em escassez no mercado: a insubordinação mental.

Fala alto o que seus companheiros de PT dizem em voz baixa, mas não repetem em público por medo de contrariar o comandante em chefe.

Quando Lula queria fazer de Ciro Gomes candidato a governador de São Paulo, Marta foi a única a verbalizar a insatisfação da maioria, dizendo que ele não tinha "nada a ver" com o Estado.

Quando o ex-presidente deu os primeiros sinais de que faria de Fernando Haddad candidato a prefeito, Marta postulava o lugar e duvidou: "Só se for para perder".

Depois avisou que José Serra acabaria sendo candidato pelo PSDB e mais adiante se rebelou contra a aliança com o prefeito Gilberto Kassab, considerando a hipótese "um pesadelo".

Há dois dias disse via Twitter que a estratégia do PT na eleição municipal está errada e aconselhou Haddad a "gastar sola de sapato" se quiser deslanchar.

Marta Suplicy tem falado pouco, evitado entrevistas e, sobretudo, se esquivado da pressão para mergulhar na campanha como uma espécie de embaixadora de Haddad junto ao eleitorado, principalmente o feminino e residente na periferia da cidade.

Nesse vácuo vicejam dúvidas sobre a disposição dela de reforçar o time petista nessa eleição e também surgem versões de que Lula poderia recuar e fazê-la candidata do PT à Prefeitura.

O que é fato ou ficção, ninguém melhor que a própria para esclarecer.

"Isso (recuo de Lula) não vai acontecer nem eu tenho pretensão de voltar à disputa. É página virada, já aceitei que não sou candidata, mas não preciso participar de uma campanha equivocada nem acreditar que existem soluções mágicas porque elas não existem", diz a senadora.

A magia a que se refere é o poder que se atribui a ela, ou a Lula, de fazer decolar a candidatura de Haddad. "Quem precisa se conectar com o público é o candidato, não dá para transferir isso", argumenta.

Participar ela vai. Mas só no momento certo, a partir do início oficial da campanha ou, daqui até lá, em situações que considere realmente importantes. Por exemplo: no próximo dia 13 na inauguração de um Centro Educacional Unificado (CEU) em São Bernardo. "No momento inclusive tenho muito trabalho como vice-presidente do Senado."

A senadora acha que não adianta e pode até ser contraproducente sair pela cidade com o candidato a tiracolo como gostaria o partido. "Não acrescenta nada e pode até haver reação negativa daqueles que preferiam a minha candidatura."

Marta assegura que estará no horário de TV e dará declarações de apoio quando "couber". Agora, condiciona seu engajamento a mudanças profundas na estratégia.

As essenciais: "Ampliar as alianças e reforçar a presença de Haddad junto ao eleitorado e à militância. Ele é que precisa empolgar".

Em suma, a senadora faz seu jogo: administra com independência seu patrimônio eleitoral e leva o PT cortar um dobrado de aflição em decorrência da submissão cega a Lula.

Quando lhe interessa, Marta se submete às circunstâncias, mas mantém a alma intacta.

Sem saída. Com a reputação irremediavelmente ferida devido à proximidade com um notório cliente da Justiça dito empresário de jogos, o senador Demóstenes Torres não tem outro jeito a não ser encerrar por aqui sua curta carreira de político.

Até em nome dos muito bons serviços prestados ao mandato - em diversos campos, com destaque ao papel dele em prol da aprovação da Lei da Ficha Limpa -, o senador tem um dever de coerência: aplicar a si o mesmo rigor ético que adotou para tudo e para todos.

Lamentável que um parlamentar de qualidade tenha a trajetória interrompida enquanto outros envolvidos em episódios tão ou mais graves, e muito menos qualificados continuem por aí, mas o gesto da retirada serviria até para marcar a diferença.

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quinta-feira, 29 de março de 2012

FAMÍLIA GAZETEIRA

O site Congresso em Foco que faz cobertura jornalística do Senado e da Câmara faz todo ano um levantamento sobre a assiduidade dos parlamentares. Em 2011, a família do senador licenciado e ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA), ocupa o primeiro lugar: a esposa, a deputada Nice Lobão (PSD-MA), e o filho, o senador Edson Lobão Filho (PMDB-MA) são os campeões de faltas.

Dos 107 dias de sessões deliberativas da Câmara, Nice Lobão compareceu apenas 19. Apresentou 87 justificativas e 88 ausências foram apresentadas pela deputada no ano passado. A assessoria da deputada disse ao Congresso em Foco que Nice tem problemas de saúde. Nice Lobão está no quinto mandato.

O senador Lobão Filho não esteve presente em 59 das 126 sessões a que deveria ter comparecido no ano passado. Foram oito faltas ainda não justificadas, 26 licenças médicas e 25 por interesse particular, único tipo que não implica ônus para os cofres públicos.

O senador Lobão Filho também usou os mesmos argumentos de sua mãe e disse que tem problemas de saúde. Segundo o senador “faltas são ‘nada’ para quem quase perdeu a vida”. Em maio do ano passado, o senador sofreu um acidente automobilístico.

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quarta-feira, 28 de março de 2012

CABO DE GUERRA

A decisão do ex-governador e ex-prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB) de entrar na disputa à Prefeitura de São Paulo deixou os correligionários de Fernando Haddad (PT) com mais disposição para tornar o pré-candidato petista conhecido dos paulistanos e o ‘mercado’ das coligações esquentou nos últimos dias.

Haddad é o candidato do ex-presidente Lula, que preferiu ele com 3% das intenções de voto a senadora e ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy que aparecia nas pesquisas com 30% das intenções de voto. A intenção de Lula é fazer do ex-ministro da Educação, de um desconhecido à Prefeito de São Paulo. Efeito Dilma Rousseff.

Muita água correu por debaixo da ponte desde o anúncio de Haddad como pré-candidato do PT à Prefeitura da capital paulista. Por problema de saúde, o padrinho político de Haddad ficou ausente das articulações políticas e a apresentação de Haddad no meio político não aconteceu. Sem Lula para pedir apoio para o seu afilhado político, a pré-candidatura de Haddad ainda não deslanchou, está estagnada nos 3%.

Com a entrada do tucano, as coligações esquentaram e começaram a se definir: quem a poia quem. O petista Fernando Haddad continua isolado, ainda está sem coligação. Nesse cabo de guerra travado entre petistas e tucanos, o veterano Serra deve angariar o apoio do DEM, PSD e o PP de Paulo Maluf. O PV que sempre esteve na base aliada do DEM e do PSDB, tende seguir os passos do candidato tucano.

No outro lado está Haddad que corre o risco de disputar o cargo sem se coligar com grandes partidos, que lhe garantia mais tempo na tv e no rádio. Companheiros de outrora, o PSB ainda não decidiu com quem vai. O camarada PC do B deve cair fora do barco, ensaia a candidatura do ex-pagodeiro e vereador, Netinho de Paula.

O PMDB é outro partido que ensaia candidatura própria, pretende lançar o deputado federal, Gabriel Chalita, afilhado político do vice-presidente da República, Michel Temer. Os peemedebistas fazem parte da base aliada do PT no governo federal, mas, já acenaram em São Paulo que não pretendem retirar a pré-candidatura de Chalita, que conta com a simpatia dos católicos e se articula muito bem com os evangélicos.

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terça-feira, 27 de março de 2012

QUEREMOS PAPA

A charge é do Sinfrônio, via Diário do Nordeste, mostra a visita do Papa Bento 16 à Ilha dos irmãos comunistas ditadores Fidel e Raúl Castro.
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segunda-feira, 26 de março de 2012

ENCONTRO ACHOCOLATADO

Recentemente o presidente do PSDB de Sobral (CE) e vice-presidente da Câmara Municipal, Marco Prado, o Chocolate, reuniu em um almoço amigos, correligionários e lideranças políticas, o principal objetivo do encontro: planejar e traçar ações do partido nas eleições municipais deste ano. Marco Prado é um dos pré-candidatos a prefeito de Sobral.

Participaram do evento: o prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa; a deputada estadual Fernanda Pessoa; o ex-deputado estadual Ricardo Prado; o presidente do PR de Sobral, o ex-vereador José Inácio e membros dos partidos PSDB, DEM, PR, PTC e PTN. Na ocasião, o PSDB e o PR apresentaram junto com os outros partidos, uma lista de pré-candidatos a vereador.

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sábado, 24 de março de 2012

NO GRITO...

O senador Jarbas Vasconcelos do PMDB pernambucano, em entrevista ao programa Poder e Política do portal UOL e Folha, apresentado pelo jornalista Fernando Rodrigues, disse que a presidente Dilma quer ganhar no grito e com cara feia. Segundo Jarbas, a presidente Dilma não quer dialogar com o Senado e com a Câmara.

O senador disse não duvidar das “boas intenções” da presidente, mas que ela “convive com o mal feito”. Jarbas disse que Dilma acertou na troca de Romero Jucá por Eduardo Braga. Clique aqui e confira na íntegra a entrevista.

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sexta-feira, 23 de março de 2012

Justo CHICO ANYSIO Veríssimo

O Brasil está de LUTO, morre o maior humorista do país, o cearense Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho ou simplesmente Chico Anysio. Internado no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro desde o fim do ano passado, Chico Anysio, 80 anos, faleceu nesta sexta-feira, 23, em decorrência de falência múltipla de órgãos.

Entre as centenas de personagens criadas pelo mestre do humor brasileiro, o blog Sou Chocolate e Não Desisto destaca o personagem Justo Veríssimo, um deputado federal corrupto de Santo Cristo que não gosta de pobres e seu bordão ficou conhecido em todo o Brasil: "Quero que pobre se exploda! Eu tenho horror a pobre, horror!”.
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quinta-feira, 22 de março de 2012

RESULTADO DA ENQUETE...

O Sou Chocolate e Não Desisto durante duas semana realizou uma enquete para saber a opinião de seus leitores sobre o projeto de lei do deputado federal, José Mentor (PT-SP) que proíbe as emissoras de tv aberta e a cabo a exibição de lutas do MMA. Com 68,18% dos votos, os internautas se posicionaram a favor. Votaram contra o projeto apenas 31,82% dos leitores.

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terça-feira, 20 de março de 2012

DIA DO BLOGUEIRO

A blogosfera está em festa, 20 de março é Dia do Blogueiro. Um levantamento divulgado no fim de 2010 pelo caderno Link do O Estado de S. Paulo, mostra que já existem mais de 146 milhões de blogs no mundo. Em 2012, a estimativa é que passe dos 150 milhões.

Em língua portuguesa, a blogosfera ainda está engatiando, apenas 2% deles estão nessa linguagem — o japonês é a língua mais falada (37%), e o inglês, o segundo (36%).

Com 48%, os EUA aparecem no topo da lista. Apenas 10% estão na Ásia. Outro fato interessante: 67% dos blogueiros são homens. Há blogs com temas para todos os gostos que se possa imaginar.

Parabéns a todos os blogueiros !!!

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domingo, 18 de março de 2012

PARABÉNS, MARTA SUPLICY

É pic, é pic é pic... !!! Hoje é aniversário da senadora Marta Suplicy. Nascida Marta Teresa Smith de Vasconcelos, em São Paulo, 18 de março de 1945.

Formada em psicologia, Marta apresentou vários programa na tv brasileira, se destacou em seu primeiro programa, o TV Mulher da Rede Globo na década de 80.

Ex-deputada federal - 1995 /1999 - foi prefeita de São Paulo - 2001 / 2005 - e ministra do Turismo - 2007 /2008. Em 2010 foi eleita senadora, a primeira mulher a representar São Paulo no Senado.

Perseverante e determinada, Marta Suplicy representa a força da mulher na política brasileira e sua contribuição tem sido de valor imensurável para uma sociedade mais justa e igualitária.

Saúde, paz, sucesso e felicidade. Parabéns, Marta!

Confira: site, wikipédia e o livro Minha Vida de Prefeita - o que São Paulo me ensinou

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quinta-feira, 15 de março de 2012

NOCAUTE NO MMA

O projeto de lei 5534/2009 do deputado José Mentor (PT-SP) é um nocaute para os aficionados nas lutas de MMA transmitida na TV aberta e a cabo. O projeto visa proibir qualquer luta não olímpica “considerada violenta”, a exceção ficou para a capoeira por ela ser uma manifestação cultural. O PL estabelece multa de R$ 150 mil a todas as emissoras que exibirem as lutas.

O projeto é de 2009, quando a Rede TV transmitia, mas com a entrada da Rede Globo no octógono, a luta ganhou importância e gerou toda essa polêmica. O clima no ring esquentou com as declarações do autor do projeto que classificou a luta como “rinha humana”. As estrelas do MMA, os campeões brasileiros Anderson Silva e Júnior Cigano saíram em defesa da luta.

Para o projeto de José Mentor se tornar lei é preciso ser aprovado na Câmara, no Senado e, depois, receber a sanção da presidente da República. O projeto tem causado polêmica e divide opiniões.

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quarta-feira, 14 de março de 2012

RESULTADO DA ENQUETE...

Em duas semanas, o blog Sou Chocolate e Não Desisto realizou uma enquete para saber a opinião de seus leitores sobre o projeto de lei do deputado federal, Paulo Magalhães (PSD-BA) que torna a vaqueja uma prática esportiva. Com 17,24% dos votos, leitores se posicionaram a favor, mas a maioria, 82,76% foram contra o projeto que regulamenta a vaqueja.

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quinta-feira, 8 de março de 2012

A MULHER NA POLÍTICA BRASILEIRA

A força que a mulher tem na política brasileira é grande, capaz de fazer grandes transformações e tem feito. Até o fim da década de 90, o voto feminino era minoria (49,9%), a partir do ano 2000, se consolidou, hoje é maioria (55,4%) do eleitorado do país. Tem sido o responsável pelo resultado das últimas eleições e o crescimento há cada pleito demonstra que o voto feminino é peça fundamental no jogo político e continuará dando às cartas nas próximas eleições.

O engajamento da mulher na vida política no Brasil e em outros países demonstra a capacidade delas no comando de um cargo público. Apesar da Lei de Cotas que determina que os partidos disponibilizem 30% das vagas para candidatas em eleições proporcionais, a participação da mulher na política ainda é tímida. Faltam incentivos para que a mulher esteja mais inserida no cenário político.

O Brasil tem 5.565 municípios, na última eleição em 2008, apenas 6.498 vereadoras foram eleitas e 503 prefeitas eleitas ou reeleitas. Nas Assembleias Legislativas são 106 deputadas. Dos 27 Estados da Federação, apenas dois são governados por mulheres: Maranhão e o Rio Grande do Norte. No Congresso, a bancada feminina se fortalece e é o diferencial. O Senado tem 81 senadores, 12 são mulheres. Na Câmara, dos 513 deputados, 45 são mulheres.

Desde a conquista do voto feminino em 1932 – o que veio tarde – a mulher tem conquistado novos setores na vida política e tem contribuído muito para um Ceará e um Brasil melhor. A prova disso são as cidades e capitais que são ou que foram administradas por mulheres competentes, engajadas com a causa pública: sejam como secretárias, vereadoras, prefeitas, deputadas, senadoras, governadoras ou ministras.

É necessário que a mulher tenha mais espaço na política, assim, será possível termos uma sociedade mais justa e igualitária. A mulher é determinada, não se deixa abater com obstáculos que o dia a dia impõe. São mulheres assim, guerreiras, perseverantes, esperanças e com capacidade para lutar por uma sociedade onde todos tenham oportunidades iguais que o blog Sou Chocolate e Não Desisto homenageia todas as mulheres nesse Dia Internacional da Mulher.

Leia mais: Dia Internacional da Mulher, As Pioneiras e 80 anos do voto feminino.

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