.

.

sábado, 30 de junho de 2012

IRMÃOS CORAGEM

O vereador e presidente do PSDB sobralense, Marco Prado , o Chocolate em convenção realizada no clube da CDL , homologou sua candidatura a prefeito de Sobral. Também foi oficializado como candidato a vice, seu irmão, o ex-deputado estadual, Ricardo Prado, do DEM.

Pela segunda vez – 2004 – Ricardo Prado é candidato a vice na chapa de seu irmão Marco Prado. O irmão caçula, ex-vereador e presidente do PR sobralense, Zé Inácio disputará uma vaga no legislativo municipal.

A dobradinha entre os irmãos Prado é uma demonstração de coragem e persistência, algo difícil de ser encontrado na política. São poucos os que têm coragem de enfrentar o poder das máquinas municipal e estadual. Os Prado de Sobral têm.

Bookmark and Share

MISCELÂNEA ELEITORAL

Nas eleições deste ano, o eleitor terá um leque de candidatos para escolher: dos políticos de carreira à celebridades. De apresentadores de tv à jogadores de futebol que já penduraram as chuteiras ou não. De mulher fruta à ex-BBBs.

As opções se estendem até cantora consagrada de MPB. A lista é extensa, de ator à comentarista esportivo, paraquedista e humorista. Sem falar nos candidatos bizarros que invadirão o horário eleitoral a partir de agosto.

Dinei, com o slogan “corintiano, vota em corintiano” já provou o sabor das urnas nas últimas três eleições e concorrerá a uma vaga à Câmara Municipal de São Paulo. Mulher Pera, também quer provar o sabor das urnas.

Marcelo Yuca, ex-baterista do grupo O Rappa que ficou cadeirante após ser vítima de um assalto no Rio de Janeiro é candidato a vice-prefeito na chapa do deputado Marcelo Freixo, na capital fluminense.

Os ex- BBB Daniel e Serginho também disputaram uma vaga de vereador. Daniel pelo PRB baiano e Serginho pelo recém -nascido PSD, partido criado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

Ângela Maria (cantora), Chico Lang (comentarista esportivo), Gui Pádua (paraquedista), João Kléber (humorista), Luisa Mell (apresentadora) são nomes que arriscarão uma vaga na Câmara Municipal de São Paulo.

O ator e apresentador Paulo César Pereio é outro nome da cena artística que pretende concorrer à uma vaga no legislativo paulistano. Em 2008, Pereio se envolveu numa polêmica, em entrevista à Veja disse que é a favor da implosão da estátua do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.

Segundo ele, “a estátua é uma interferência indevida na paisagem. O morro onde ela está é lindo. O Cristo só atrapalha o visual do lugar”. Ele acrescentou que estaria planejando uma campanha para obter adeptos à sua proposta. E em São Paulo, qual será sua proposta?

Bookmark and Share

sexta-feira, 29 de junho de 2012

QUAL É O JINGLE?

Não importa se a campanha foi há 50 anos, há dez anos ou Da última eleição, quando o jingle eleitoral é bem feito e cai no gosto popular, ele não sai da memória. Teste seus conhecimentos em 20 jingles eleitorais. Clique aqui.

Bookmark and Share

AVALIAÇÃO POSITIVA

O governo da presidente Dilma Rousseff é considerado "ótimo" ou "bom" por 59% dos brasileiros, indica pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta sexta-feira, 29. De acordo com o instituto, este é o maior percentual desde o início do governo.

O resultado supera o obtido na última sondagem, divulgada em abril, quando os critérios foram mencionados por 56% dos entrevistados. Segundo o instituti, o índice atual é reflexo das medidas econômicas adotadas pelo governo. Para 32%, o governo é "regular", contra 34% na sondagem anterior, e 8% o classificam como "péssimo" ou "ruim", índice igual ao apresentado em abril.

Já a aprovação pessoal da presidente permaneceu em 77%. Entre as famílias com maior renda, o índice chega a 84%. Em abril, o resultado geral já era recorde para a avaliação pessoal de Dilma entre as cinco sondagens realizadas desde que chegou à Presidência da República. O índice foi superior ao alcançado pelos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva para idêntico período no cargo. Em abril, a confiança dos brasileiros na presidente também oscilou: saltou de 68% para 72%.

As áreas do governo melhor avaliadas foram combate à fome e à pobreza e meio ambiente. As piores avaliações ficaram com saúde e impostos. A desaprovação das políticas para educação aumento de 47% para 54%. Já a aprovação da política de juros do governo subiu de 33% para 49%. Nesta sondagem, as notícias mais lembradas pela população foram sobre corrupção e medidas econômicas do governo.

Bookmark and Share

ABAIXO-ASSINADO

A classe artística do Estado do Ceará está indignada com o descaso do Governo do Estado com a Cultura, sob a administração do governador Cid Gomes, do PSB.

Por meio de um abaixo-assinado, os artistas exigem do governo cearense mais atenção à cultura, com o desenvolvimento de políticas públicas. Clique aqui e assine o abaixo-assinado.

Bookmark and Share

terça-feira, 26 de junho de 2012

OS MULTADOS

A Justiça Eleitoral condenou nesta terça-feira, 26, o pré-candidato do PT, Fernando Haddad, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o SBT e o apresentador Carlos Massa, o Ratinho, por propaganda eleitoral antecipada do ex-ministro da Educação no Programa do Ratinho do dia 31 de maio. Eles foram condenados a pagar R$ 5 mil cada. A ação foi impetrada pelo PSDB e PPS. Cabe recurso ao Tribunal Regional Eleitoral.

Durante o programa, Lula elogiou Haddad, que foi chamado para participar da entrevista no palco, ao lado do ex-presidente e de Ratinho. “Acho que São Paulo precisa de um prefeito que tenha o mesmo entusiasmo que Haddad mostrou quando era ministro da Educação”, afirmou o petista.

Bookmark and Share

ELA ACERTA...

O blog Sou Chocolate e Não Desisto realizou nas últimas duas semanas uma enquete para saber de seus leitores sobre o distanciamento da senadora Marta Suplicy (PT) na campanha de seu correligionário à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad.

A pergunta era: Marta Suplicy acerta ao se distanciar da campanha de Haddad? Sim ou Não. Para 89,19% dos leitores, a senadora acerta em não participar da campanha de Fernando Haddad. E segundo 10,81%, ela erra ao se distanciar do palanque de Haddad.

Bookmark and Share

domingo, 24 de junho de 2012

EM RITMO JUNINO

Charge do Sinfrônio, do jornal Diário do Nordeste

Bookmark and Share

sábado, 23 de junho de 2012

REALPOLITIK

Por Marta Suplicy publicado na Folha de S. Paulo

O modelo "realpolitik" se esgotou e parece que nem todos estão percebendo. Não dá mais para viver essa praga que se entranhou no sistema político brasileiro. Erva daninha que corrói valores, exclui a participação, nega a democracia, desestimula o mérito e ignora a ética.

Nascida na Alemanha, a expressão "realpolitik", segundo Luis Fernando Verissimo, é um termo invocado quando um acordo ou arranjo político agride o bom-senso ou a moral.

Os cidadãos eleitores, que ainda se dão ao trabalho de acompanhar a política, não suportam mais essa prática. Podem até entender a necessidade das composições, alianças e acordos que se tornaram imprescindíveis no Brasil muito em função do nosso sistema eleitoral, do número de partidos e do quanto tornou-se precioso o tempo de TV.

Os que criticam essa modalidade e as formas de fazer política, vistas como "normais" há décadas, têm hoje consciência de que elas são um terrível mal que compromete a ação de governar. Mas quando, pela sua simbologia, ferem os limites do bom-senso e têm a marca do estapafúrdio, tornam-se incompreensíveis para a população e são por ela rechaçadas. Encontram-se além dos limites da própria "realpolitik".

Os sentimentos de indignação, insatisfação e, por fim, impotência estão fazendo com que uma parcela grande das pessoas se desinteresse pela política. A maioria dos jovens quer distância. E o povo, mais escolado, começa a achar "tudo igual", o que acaba provocando o mesmo desinteresse.

A luta pela democracia no Brasil conseguiu eletrizar forças e corações que não suportavam viver num país sob ditadura. Cada um reagiu à sua maneira. Mas muitos morreram e sofreram pela liberdade. Esse resgate da democracia é tão importante que não poderia ter sido contaminado por práticas seculares que nos acorrentam à uma malfadada forma de fazer política. Esta mesma que aliena o povo que se vê -e se sente- excluído e desrespeitado.

Mas nem tudo está perdido. Tem gente formulando, e outros remoendo, novas práticas e métodos, buscando diferentes formas e canais de interação social e política. Um novo modelo que contemple e dialogue com os vários segmentos e forças heterogêneas da sociedade. Uma construção distante dos métodos agonizantes e ultrapassados que ainda hoje vigoram. Uma transição necessária, e imprescindível, que já passou da hora de acontecer.

Não está claro como, e em quanto tempo, se dará o nosso processo de libertação da chamada "realpolitik". Mas, que esse sistema político e eleitoral que vivemos chegou à exaustão, tenho clareza.

Bookmark and Share

sexta-feira, 22 de junho de 2012

PARABÉNS, MARCO PRADO

A Câmara Municipal de Sobral (CE) amanheceu achocolatada!!! É aniversário do vereador Marco Prado, o Chocolate.

O jovem político da família Prado está desenvolvendo um excelente trabalho e tem recebido respaldo de todos os que acompanham suas atividades no legislativo sobralense.

A perseverança tem sido a marca desse político em defesa da população de Sobral. Sem medir esforços tem demonstrado em suas ações que ainda é possível fazer politica com ética e competência.

Todas as segundas e terças-feira, a partir das 17h00, acompanhe Marco Prado nas sessões ordinárias da Câmara Municipal de Sobral através da TV CÂMARA.

Chocolate, muita saúde, paz e felicidade. Parabéns, Marco Prado!

Bookmark and Share

quinta-feira, 21 de junho de 2012

8 ANOS SEM BRIZOLA

Nascido em 22 de janeiro de 1922, em Carazinho, município pertencente de Passo Fundo, Brizola entrou na política lançado por Getúlio Vargas. Uma das façanhas de Brizola foi governar dois estados diferentes: Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, eleito pelo povo.

Leonel Brizola teve uma extensa carreira política: foi prefeito de Porto Alegre, deputado estadual e governador do Rio Grande do Sul, deputado federal pelo Rio Grande do Sul e pelo extinto estado da Guanabara, e duas vezes governador do Rio de Janeiro.

Ingressou na política partidária no antigo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), por recomendação pessoal de Getúlio Vargas – seu padrinho de casamento – sua primeira candidatura a cargo eletivo foi para deputado estadual e foi eleito.

Sua influência política no Brasil durou aproximadamente cinquenta anos, inclusive enquanto exilado pelo Golpe de 1964, contra o qual foi um dos líderes da resistência. Por duas vezes foi candidato a presidente da República do Brasil pelo PDT, partido que fundou em 1980, não conseguindo se eleger.

Brizola era casado com Neusa Goulart, irmã do ex-presidente João Goulart, com ela teve três filhos: Neusa, José Vicente e Otávio. Em 21 de junho de 2004, Brizola morreu aos 82 anos de idade, vítima de problemas cardíacos.

Para as novas gerações e para quem gosta do tema política, o blog Sou Chocolate e Não Desisto dar uma dica para conhecer mais sobre a história desse homem que desafiou a Rede Globo na década de 80 e venceu o governo do estado do Rio de Janeiro, vale a pena ler El Caudillo – um perfil biográfico do jornalista FC Leite Filho.

Bookmark and Share

quarta-feira, 20 de junho de 2012

NUNCA ANTES NA HISTÓRIA...

Em nome de um palanque robusto para Fernando Haddad, pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, o ex-presidente Lula engoliu todas as farpas, ataques e frases pejorativas ditas pelo seu arquirrival nas campanhas paulistas, Paulo Maluf, que em outrora, representava para o PT de São Paulo, a fina flor do retrocesso, filhote da ditadura.
A imagem acima entra para a história da política brasileira e reforçada na frase do ex-governador mineiro, Magalhães Pinto: "a política é como nuvem: você olha está de um jeito, segundos depois, você olha e está de outro jeito".
Bookmark and Share

domingo, 17 de junho de 2012

IMPRESSÃO DE BAGUNÇA

Por Dora Kramer colunista do O Estado de S. Paulo

O senador Demóstenes Torres, ex-procurador-geral de Goiás, e seu competente advogado sabem muito bem o que significa separação de Poderes.

Não é crível que tenham pensado nem por um instante na possibilidade de o Supremo Tribunal Federal pedir ao Senado que suspendesse o processo contra Demóstenes no Conselho de Ética.

Portanto, teriam se servido à toa do tempo da Corte, na decisão da recusa do habeas corpus representada pela ministra Cármen Lúcia.

Um ato gratuito, já que a tentativa de criar um fato estava fadada a ser efêmera, certo?

Não necessariamente. Na opinião do senador Pedro Taques, integrante da CPI do Cachoeira, não há gratuidade em nada do que se tem visto nos últimos dias. Seja na CPI, em decisões judiciais ou nas manobras das defesas dos réus.

Da ameaça de serem anuladas as gravações feitas pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo à resistência de parlamentares em convocar Fernando Cavendish (Delta) e Luiz Antônio Pagot (ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) à CPI, tudo conspira contra o bom andamento das investigações.

"Há uma clara intenção de misturar as estações para tentar atropelar os trabalhos da comissão de inquérito e de dar uma desculpa para os senadores que querem absolver Demóstenes Torres", diz Taques.

Nisso, o desembargador Tourinho Neto do Tribunal Regional Federal (1.ª Região) tem dado contribuições inestimáveis com atos que, na visão do senador também procurador de Justiça e professor de direito constitucional, "são irresponsáveis e equivocados".

Dois deles: o voto em favor da decretação de ilicitude das escutas telefônicas da PF e a decisão de soltar Carlos Cachoeira, que só continuou preso em função de um segundo mandado decorrente da Operação Saint Michel, relativa às atividades da organização criminosa no Distrito Federal.

De acordo com Taques, Cachoeira deve continuar preso não para atender a qualquer espécie de clamor popular, mas para cumprir a lei.

Primeiro, porque as penas previstas para os crimes dos quais é acusado somam mais de oito anos e quando é assim justifica-se a prisão.

Segundo, porque o acusado teria evidentes condições de interferir no curso das investigações. "Já está demonstrado que ele corrompe as pessoas, foi condenado pela Justiça no Rio de Janeiro no caso Waldomiro Diniz."

Quanto à ilegalidade das provas, se for confirmada servirá, na opinião do senador, "como desculpa para aqueles que não querem condenar Demóstenes", mas não tem consequência objetiva sobre o processo no Conselho de Ética nem sobre a CPI.

O relatório a ser votado amanhã no conselho não foi baseado nas escutas telefônicas nem nos inquéritos da PF. O relator Humberto Costa se ateve à atuação de Demóstenes Torres como parlamentar para demonstrar que agia como braço político de Cachoeira e que mentiu ao dizer aos colegas que desconhecia as atividades ilegais do acusado.

Além disso, lembra Pedro Taques, o processo é político, bem como a decisão de criar uma CPI é prerrogativa exclusiva do Congresso e independe de decisões judiciais.

"São esferas diferentes. Mesmo excluídas as escutas, isso não influi no trabalho da CPI que tem por base depoimentos e documentos e cujo fato determinado é apurar o envolvimento de Cachoeira com parlamentares e empresários para se infiltrar no aparelho de Estado."

Mas o problema não é a realidade, mas as vontades. E estas se organizam segundo os objetivos de cada um. Quem quer ir fundo na investigação, mergulha na análise de documentos a fim de produzir antídotos às investidas protelatórias.

Quem não quer, atua para confundir apostando no império da impressão de bagunça, um eficaz prestador de serviço à impunidade quando, como diz o senador Taques, "o perigo começa a rondar a Casa Grande".

Sanduíche de gente. De um lado, Lula. De outro, Luiza Erundina e no meio Fernando Haddad como figurante no papel de recheio.

Bookmark and Share

OVACIONADA

Por Bruno Deiro, da Agência Estado

RIO - Uma das personalidades mais aguardadas pelos participantes da Cúpula dos Povos, Marina Silva foi ovacionada pelos ativistas ambientais no fim da tarde deste sábado, em sua primeira aparição no evento paralelo da Rio+20. Com duras críticas à conferência mundial, a ex-Ministra do Meio Ambiente afirmou que as conquistas da Eco-92 estão sendo apagadas pelo fracasso nas negociações para um novo documento mundial de metas ambientais.

"Este evento está colocando uma pá de cal na memória da Eco-92", afirmou Marina Silva. "O momento que a gente está vivendo aqui é de grande responsabilidade. Temos de dizer à presidente Dilma que estamos aqui porque não somos de oposição e nem de situação, somos de posição. A favor o desenvolvimento sustentável e de um legislação ambiental que vem sendo ameaçada por uma meia dúzia de parlamentares."

A ex-ministra criticou ainda a atuação do governo brasileiro como País sede da Rio+20. "Havia a esperança de que a presidente recolocasse nos trilhos a nossa posição de liderança, que fosse capaz de se impor pelas ações e não pelo marketing. Mas como esperar algo, se nós, como anfitriões, não estamos fazendo nem mesmo o dever de casa?", questionou.

Empolgadas, as cerca de 2 mil pessoas presentes na Plenária 5 da Cúpula dos Povos defenderam uma nova candidatura de Marina para a presidência. "Brasil, para frente, Marina presidente", gritaram. Em 2010, a ex-senadora concorreu pelo Partido Verde (PV) e ficou em terceiro lugar na corrida presidencial, com quase 20 milhões de votos.

Bookmark and Share

sexta-feira, 15 de junho de 2012

BRASILEIROS LISTADOS

Enquanto o Brasil vive mais um momento em que o assunto principal é mais um escândalo de desvio de dinheiro público, o Banco Mundial lança um um banco de dados com uma lista de 150 casos de corrupção em todo o mundo.

Tem brasileiros na lista, entre eles o ex-prefeito de São Paulo e atual deputado federal Paulo Maluf (PP) e os banqueiros Edemar Cid Ferreira e Daniel Dantas. Saiba mais.

Bookmark and Share

MANTENHA DISTÂCIA

Uma das principais líderes do PT paulista, a senadora Marta Suplicy deve manter distanciamento da campanha do correligionário e pupilo do ex-presidente Lula, o pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad.

Os motivos são vários, menos mágoa. A senadora tem agido com coerência e disciplina. Marta tem seguido a maturidade política que poucos políticos conseguem, mesmo vivendo anos na política. Seu eleitorado quer que ela mantenha distância da campanha petista na capital paulista.

Marta tem respeitado seu capital político que jamais aceitaria vê-la no palanque do escolhido Haddad, lugar que é seu por honra e mérito. Arriscar o novo, nessa altura do campeonato é um risco grande que o PT paulista vai pagar caro porque seguiu os caprichos do todo-poderoso Lula.

Bookmark and Share

quinta-feira, 14 de junho de 2012

PALADINOS DA MORALIDADE

Do blog Pragmatismo Político

Paladinos da moralidade, parlamentares evangélicos são campeões em pendências judiciais. A maioria dos paladinos da moralidade alheia responde a processos na Justiça Eleitoral e no foro privilegiado do STF (Supremo Tribunal Federal).

Os deputados federais evangélicos são de diferentes partidos, mas em questões que envolvem comportamento e moralidade — como o casamento de gays — agem como se fossem de uma única agremiação que se norteia pelos textos bíblicos.

São da base de apoio do governo, desde que o governo siga a agenda cristã-conservadora deles. Discutir a liberação do aborto, por exemplo, não pode. Tampouco distribuir nas escolas públicas kit contra a homofobia.

A maioria desses paladinos da moralidade alheia responde a processos na Justiça Eleitoral e no foro privilegiado do STF (Supremo Tribunal Federal).

Praticamente todos os deputados integrantes da Bancada Evangélica têm pendência na Justiça. Os processos apuram acusações como peculato (furto ou apropriação de bens ou valores públicos), improbidade administrativa, corrupção eleitoral, abuso de poder econômico, sonegação fiscal e formação de quadrilha.

A Assembleia de Deus tem a maior representação na bancada. Sabino Castelo Branco (PTB/AM), por exemplo, responde por peculato, crime tributário, captação ilícita de recursos, etc. A ficha judicial de Zé Vieira (PR/MA) é também extensa.

Na Igreja Presbiteriana, Anthony Garotinho (PR/RJ) e Edinho Araújo (PMDB/SP) se destacam pela quantidade de processos.

Em seguida vêm Igreja Universal, com 7 deputados, Quadrangular (3), Igreja da Graça (3), Igreja Mundial (2), Metodista (2), Maranata (1), Igreja Nova Vida (1), Cristã Evangélica (1), Igreja Brasil para Cristo (1), Igreja Cristã do Brasil (1), Sara Nossa Terra (1) e Comunidade Shamá (1).

Segue a lista dos deputados que compõem a bancada evangélica e que estão prestando contas à Justiça. O levantamento foi feito pela organização não governamental Transparência Brasil.

Bookmark and Share

quarta-feira, 13 de junho de 2012

CARONEIROS DO TIRIRICA

Um levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo mostra o desempenho parlamentar dos deputados caroneiros, aqueles que chegaram à Brasília graças a votação estupenda – mais de 1,3 mil votos – do palhaço Tiririca nas eleições de 2010.

A votação de Tiririca fortaleceu o quociente eleitoral de sua coligação e arrastou mais três deputados. são eles: Otoniel Lima, do PRB, Vanderlei Siraque, do PT e o delegado Protógenes Queiroz , do PC do B.

Bookmark and Share

terça-feira, 12 de junho de 2012

TOQUE DE RECOLHER

Por Dora Kramer colunista do O Estado de S. Paulo

Há convocações e convocações. Na história recente do Brasil a oposição ao regime militar levou às ruas milhares para pedir da "anistia ampla, geral e irrestrita" e reuniu milhões para exigir eleições "Diretas-Já".

Anos depois um presidente acuado por denúncias de corrupção foi à TV conclamar o povo a sair "vestido de verde-amarelo" em sua defesa e o que viu nos dias seguintes foi surgir uma mobilização de gente vestida de preto a pedir a interrupção de seu mandato.

Qual a diferença entre as duas situações? Em essência, a natureza da causa.

Inevitável pensar nesses dois acontecimentos quando se vê o principal réu do processo do mensalão, o ex-ministro e deputado cassado José Dirceu, a conclamar estudantes e movimentos sociais a se mobilizar contra não se sabe exatamente o quê.

Dirceu não é específico. Pelo tom, pretende que as pessoas se mobilizem para pressionar o Supremo Tribunal Federal a inocentá-lo: "Todos sabem que esse julgamento é político, essa é uma batalha a ser travada nas ruas senão a gente vai ouvir uma só voz, pedindo a condenação sem provas. É a voz do monopólio da mídia".

Pelo texto do discurso dirigido à União da Juventude Socialista reunida em seu 16.º congresso, José Dirceu gostaria que seus defensores ficassem "vigilantes" para não permitir "um julgamento fora dos autos". Para garantir que a "Justiça cumpra o seu papel" e impedir que o processo se transforme "no julgamento de nossa geração".

Qual geração? A dele, a dos jovens estudantes ou dos dirigentes dos movimentos sociais? Primeira dúvida.

Segunda: o que significa ficar "vigilante"? Vigiar os juízes, montar vigílias nas praças? Terceira dúvida: de que maneira estudantes e movimentos sociais garantem um "julgamento nos autos", dando lições de direito constitucional e penal aos magistrados?

Quarta e última dúvida: em que momento Dirceu ouviu "a voz do monopólio da mídia" defendendo a condenação?

Como não apontou casos específicos, cabe a pergunta genérica, pois no geral o que se tem visto e ouvido é a defesa do julgamento ao tempo próprio. Seis anos depois de oferecida a denúncia.

José Dirceu pode dizer o que quiser e, dentro das balizas legais, fazer o que bem entender em sua defesa. Só não pode pretender fazê-lo sem contraditório.

Pode até mesmo acreditar que as massas tomem as ruas em prol de sua absolvição, embora pareça inútil, pois as massas andam amorfas.

Tomem-se dois exemplos recentes, ambos estrelados pelo presidente do PT, Rui Falcão. Primeiro ele pediu que apoiadores do partido clamassem pela instalação de uma CPI com vista a "desmascarar os autores da farsa do mensalão". Nada, silêncio sepulcral.

Depois, no episódio do encontro entre Lula e o ministro Gilmar Mendes no escritório do advogado Nelson Jobim, convocou mobilização popular em defesa do ex-presidente. Calados estavam os populares, calados ficaram.

Sem querer jogar água fria no entusiasmo de ninguém, resta uma evidência a ser levada em conta: se já anda difícil reunir as pessoas em prol de boas causas, muito mais difícil é lograr êxito em convocá-las a defender o indefensável.

Em se tratando da estudantada, então, os tempos apresentam-se mais bicudos agora que o Ministério Público investiga a União Nacional dos Estudantes e a União Municipal dos Estudantes Secundaristas por malfeitos semelhantes aos cometidos pelos tão criticados políticos: uso indevido de verbas públicas.

O jornal O Globo revelou que o procurador Marinus Marsico identificou notas frias nas contas das entidades que receberam dinheiro do governo e com parte dele compraram cerveja, vinho, cachaça, búzios, velas e telefones celulares.

No dia seguinte, o mesmo jornal informou que nem um só tijolo da nova sede pela qual a UNE recebeu R$ 30 milhões (de um total de R$ 44 milhões) há um ano e meio, foi posto em pé.

De onde ficam prejudicadas as cordas vocais da moçada que José Dirceu convoca a dar lições de legalidade aos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal.

Bookmark and Share

domingo, 10 de junho de 2012

FUGIRAM DA RAIA

Políticos em ano eleitoral partem para o vale-tudo logo cedo, a caça ao voto tem início nos mais inusitados lugares. Qualquer evento que reúna imprensa e mais de cinquenta pessoas é um grande chamariz para aqueles que pretendem disputar um cargo político.

Com receio de perder votos do eleitorado evangélico, católico e conservador vários pré-candidatos a prefeito de São Paulo fugiram do maior evento LGBT do mundo, a 16ª Parada do Orgulho Gay de São Paulo.

A maioria dos dez pré-candidatos à Prefeitura de São Paulo não compareceu a Parada Gay e cada um deu suas desculpas. O pupilo do ex-presidente Lula, Fernando Haddad (PT) – quem em outros tempos, leia-se Ministério da Educação que seria distribuído nas escolas e suspenso por grande pressão de grupos evangélicos e católicos - viajou com a família.

Os outros pré-candidatos também seguiram a cartilha das desculpas esfarrapadas: Gabriel Chalita (PMDB) ligado à igreja católica – tem um programa na emissora católica Canção Nova – disse que já tinha encontro com lideranças comunitárias na zona leste da capital paulista.

Cansado, o sindicalista Paulo Pereira da Silva (PDT), o Paulinho da Força, através de sua assessoria informou que tirou o fim de semana para descansar. O ex-pagodeiro e vereador, Netinho de Paula (PC doB) disse que não estaria na data em São Paulo, mas que é uma “grande festa”. Netinho disse o que o mundo já sabe.

Representante da família Kitano, no caso Yoki-Matsunaga, o advogado e pré-candidato Luiz Flávio D'Urso (PTB) também não compareceu. O tucano José Serra também viajou, foi à Nova Iorque e sua assessoria informou que ele voltará nesta segunda-feira (11).

apenas três pré-candidatos tiveram a coragem de enfrentar os eleitores religiosos fundamentalistas: Soninha Francine, do PPS, o deputado federal Celso Russomano, do PRB e o vereador Carlos Gianazzi, do PSOL.

Políticos historicamente ligados à causa LGBT compareceram ao evento: a senadora e ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, do PT – esteve nas dezesseis edições do evento – e o deputado federal Jean Wyllys, do PSOL fluminense. Leia mais.

Bookmark and Share

UMA PARADA ALEGRE

A 16ª edição da Parada do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros) de São Paulo que será realizada hoje (10), a partir das 12 horas na Avenida Paulista, com o tema Homofobia tem Cura: Educação e Criminalização, deverá levar mais de 4 milhões de participantes, segundo os organizadores do evento.

Em ano eleitoral, não será difícil encontrar algum politico em cima de um trio elétrico, os carros viram palanques para políticos oportunistas e demagogos. A disputa por cada metro quadrado parece até camarote de cervejaria na Marquês de Sapucaí, buscando aparecer na mídia arco-íris.

Mas há políticos no evento que estão engajados com a causa LGBT há muitos anos, por exemplo, a senadora Marta Suplicy (PT-SP), que participou de todas as edições da Parada do Orgulho Gay de São Paulo.

Marta é autora do projeto de lei de união civil entre pessoas do mesmo sexo que está engavetado na Câmara há mais de 18 anos. Em maio do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a união homoafetiva.

A Parada do Orgulho Gay de São Paulo já faz parte do calendário turístico de São Paulo e segundo o Guinness Book – o livro dos recordes – é a maior manifestação mundial do gênero. Em São Paulo, segundo informações, o evento só perde para a Fórmula 1, em faturamento.

Segundo pesquisa realizada nesta semana na capital paulista, cada freqüentador da Parada gasta por dia cerca de R$ 1.850 com hospedagem, alimentação e preparativos para o dia da Parada. O clima de festa arco-íris começa uma semana antes do dia do evento.

A Parada tem se tornado um evento político, onde os defensores do movimento LGBT colocam em discussões as políticas públicas para a comunidade LGBT.

Entre as lutas da comunidade gay, está a aprovação do Projeto de Lei Complementar 122 /06 que pune a homofobia no Brasil. O PLC 122 /06 deve entrar em votação no Senado ainda este ano.

Bookmark and Share

quarta-feira, 6 de junho de 2012

ROUPAS ÍNTIMAS E O PODER

Sexo e poder, essa relação perigosa e explosiva recentemente mais um capítulo foi escrito. Uma cena inusitada aconteceu no plenário da Câmara dos Deputados, encontraram uma calcinha. Ninguém apareceu como responsável e a peça foi incinerada em seguida. O pitoresco acontecimento já entra para a galeria da história política. Leia mais.

Bookmark and Share

MARTA

Por Eliane Cantanhêde colunista da Folha de S. Paulo

Linda, rica, inteligente, cheia de sobrenomes próprios e adquiridos, Marta Suplicy emprestou por 30 anos esse pacote paulistano quatrocentão para ajudar a edificar o PT e a ascensão de Lula.

Mas, se Marta sempre gostou de Lula e foi fiel a ele, não se pode dizer que a recíproca seja totalmente verdadeira. Lula nunca morreu de amores por esta mulher tão poderosa, cheia de si, que empurrou para o Turismo no seu governo.

Essa diferença explodiu na eleição para a Prefeitura de São Paulo. Com 29% a 30% em setembro, Marta liderava todas as pesquisas, em todos os segmentos, mas Lula estava inebriado com a vitória de sua criatura Dilma e decidiu que era hora do "novo" também na principal capital do país.

Marta tinha um trabalho bem avaliado na periferia quando prefeita e acabara de se eleger para o Senado. Haddad nunca tinha sido candidato a nada, andava enrolado com os erros do Enem e era capaz, como foi, de confundir Itaim Bibi com Itaim Paulista. Estava com 2% (hoje, tem 3%).

Lula não quis saber de conversa. Tirou a "companheira Marta" da frente, impôs Haddad goela abaixo da direção do PT, cooptou todo o grupo "martista". O rei sou eu.

Ok. Lula tem instinto e Haddad é, de fato, um bom produto eleitoral, mas dá para Marta ficar feliz com o processo, com o jeito, com a imposição? Ponha-se no lugar dela. Não dá.

Criado o problema, os líderes petistas voltaram-se contra Marta. Avaliam que, se ela vier com Haddad, ajuda muito; se não, não atrapalha tanto quanto pensa. Até porque, com ou sem Marta, o PT tem o seu capital eleitoral consolidado e Lula cobre, de sobra, a força dela na periferia.

Conclusão: o PT vai usar e abusar da gestão Marta como vitrine, mas sem Marta. E ainda tripudia: ela não tem para onde correr. Primeiro, porque é inimiga quase pessoal de Serra e Kassab e, segundo, porque todo mundo que saiu do PT se deu mal.

Lula isolou Marta Suplicy.

Bookmark and Share

terça-feira, 5 de junho de 2012

FORA DA CURVA

Por Dora Kramer colunista do O Estado de S. Paulo

Há duas maneiras de se analisar a resistência da senadora Marta Suplicy em mergulhar fundo na campanha de Fernando Haddad para a Prefeitura de São Paulo.

Uma trata da motivação da senadora para manter distância do processo e tem alcance local.

Outra transcende a eleição municipal e diz respeito ao modo petista de atuar, com base no pressuposto de que exista uma visão santificada imutável em relação a Lula que por isso gozaria de infalibilidade papal.

A desobediência civil da senadora Marta Suplicy obviamente não pode ser atribuída a "mágoa" decorrente do veto do ex-presidente Lula à candidatura dela a prefeita de São Paulo.

Quando dizem isso, os petistas simplificam a questão, põem as coisas no plano pessoal/emocional, desqualificam as razões políticas de Marta e fingem desconhecer a natureza do temperamento dela.

A senadora não é de obedecer por obedecer, notadamente se estão em jogo sua carreira, seus interesses e seu patrimônio político.

O fato de não ter sido candidata está profissionalmente digerido. Ela não tem veleidades a acreditar que Lula possa recuar até a data da convenção. Seria uma crença excessivamente distanciada da realidade.

Ocorre que Marta Suplicy não concorda com a condução da campanha e, se é assim tão festejada como peça fundamental, gostaria de ser ouvida. Como não é porque suas opiniões fogem ao roteiro escrito por Lula, faz gestos fortes.

E com eles atrai mais a atenção do partido do que se estivesse para cima e para baixo rodando a periferia de São Paulo com Haddad a tiracolo.

E quais os erros que ela aponta? Primeiro, considera que Lula não levou a sério a hipótese de José Serra ser o candidato do PSDB e resolver fazer uma experiência.

Segundo, acha que de novo ele errou ao incentivar a aproximação com o prefeito Gilberto Kassab que, depois de provocar reação na base petista, ainda deixou Haddad no ora veja ao se aliar a Serra. Como, de resto, avisara que faria.

Em terceiro lugar, a senadora vê equívocos na política de alianças. Na opinião dela deveriam ter sido feitos investimentos mais pesados, por exemplo, na coalizão com o PMDB.

Concluindo, Marta não raciocina com a eficácia da transferência pura e simples de votos. Pensa que não há solução mágica, pois a identificação com o eleitorado depende do candidato.

Ou ele constrói essa identidade por meio de discurso e modo de ser, ou o eleitorado da periferia para quem, usando palavras de Haddad, "Marta é deusa", pode até ter uma reação contrária devido à sua preferida ter sido preterida.

Pelo conjunto da obra, ela prefere manter distância do processo até o início da propaganda eleitoral na televisão. Dessa, Marta já avisou que vai participar. Até lá, quanto mais o PT forçar a mão para ela obedecer, mais distante ficará dessa meta.

Nesse quadro, declarações como as do presidente regional do partido, Edinho Silva, não ajudam.

Disse ele ontem em entrevista ao Estado, vocalizando o estado de espírito petista: "A ausência (no ato de lançamento da candidatura de Fernando Haddad) materializa algo muito grave. Ela renuncia à sua liderança política no momento em que o PT mais precisa dela. Um erro gravíssimo".

Erro por quê? Se o gesto busca exatamente preservar e fortalecer a liderança, o dirigente só pode estar considerando como erro de enorme gravidade a recusa de fazer a vontade de Lula.

E aqui entramos na segunda maneira de se enxergar o episódio: à luz da servidão cega às artes e às manhas do presumivelmente infalível faro político do chefe.

Marta age diferente, posiciona-se como um ponto fora da curva ao preservar independência e nesse aspecto talvez preste um grande serviço ao PT.

No lugar de simplesmente condená-la em reação impensada e automática - movida mais a medo que a racionalidade -, quem sabe não faria muito bem ao PT aproveitar a oportunidade para rever o modo de operar em ritmo de sujeição total a uma só pessoa, cujas decisões ultimamente têm rendido dissabores a mancheias ao partido.

Bookmark and Share

segunda-feira, 4 de junho de 2012

EFEITO COLATERAL

Por Dora Kramer colunista do Estado de S. Paulo

Mesmo entre os inicialmente mais entusiasmados no PT com o plano do ex-presidente Luiz Inácio da Silva, já começa a subir às gargantas o gosto amargo do arrependimento e a tomar conta dos espíritos a certeza de que amigo foi quem avisou.

O PMDB alertou, os senadores petistas Delcídio Amaral e Jorge Viana ponderaram: uma comissão parlamentar de inquérito não é arma que se manipule impunemente nem instrumento de maioria, muito menos de governo bem avaliado sem grandes problemas políticos no horizonte, apesar do acúmulo de contenciosos a serem resolvidos na base de sustentação.

Em vez de dar ouvidos aos prudentes, Lula deu corda e o PT embarcou numa aventura que por ora tem rendido mais possibilidades de malefícios que a produção de benefícios ao partido.

Na CPMI criada com objetivo primeiro implícito e depois tornado explícito de "desmascarar" os autores "da farsa do mensalão", o inesperado vem proporcionando reiteradas surpresas ao partido.

Nada tem saído de acordo com o roteiro original.

A previsão era desqualificar o trabalho investigativo da imprensa (revista Veja em particular), embaraçar o Supremo Tribunal Federal à proximidade do julgamento do processo qualificado como farsesco, levar ao patíbulo o procurador-geral da República, que em suas alegações finais acrescentou veemência à denúncia feita pelo antecessor.

Pretendia-se também potencializar a repercussão do envolvimento do senador Demóstenes Torres com a máfia Cachoeira e promover um revide ao governador Marconi Perillo (GO) por ter tornado público o aviso dado ao então presidente Lula sobre a existência de um esquema de cooptação de parlamentares em troca de dinheiro.

A ideia era manter as investigações sobre os negócios da construtora Delta restritas a governos da Região Centro-Oeste de forma que a CPMI assumisse um caráter "periférico".

A "garantia" de sucesso seria a fidelidade dos aliados, cujos interesses avaliavam-se convergentes, e no limite, se tudo o mais desse errado, um acordo com a oposição a fim de que a soma dos fatores resultasse em zero.

E o que PT conseguiu até agora? Da meta, só a convocação do governador de Goiás, mas ao preço de ver um governador do partido (Agnelo Queiroz, do DF) também chamado à CPMI para dar explicações.

O procurador saiu do foco por força do impedimento legal de conjugar o papel de testemunha à função de investigador. A imprensa deixou de ser alvo quando os delegados responsáveis pelos inquéritos que originaram a comissão atestaram a natureza estritamente profissional das conversas entre a Veja e Carlos Augusto Ramos, o Cachoeira.

O intuito de constranger o Judiciário, se de um lado feriu a imagem do Supremo, de outro levou os magistrados a se manifestarem em defesa da máxima celeridade possível ao julgamento do mensalão.

As parcerias não se mostraram firmes como o pretendido - ao contrário, movimentaram-se ao ritmo de cada um por si conforme as circunstâncias - e acabou sendo requerida a quebra dos sigilos da Delta em âmbito nacional.

Resultado: está aberto o espaço para a entrada do governo federal na dança, uma vez que a Delta é a principal empreiteira das obras do PAC, e em tese criadas as condições para que o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, maior contratante regional da empresa, venha a ser chamado caso a documentação revele favorecimentos indevidos à construtora comandada pelo amigo Fernando Cavendish até a eclosão do escândalo.

Na relação de perdas por enquanto sem ganhos, podem-se incluir ainda dois desgastes: a explicitação da aliança com Fernando Collor e o flagrante da mensagem enviada pelo deputado Cândido Vaccarezza ao governador Cabral, sugerindo a oferta (na realidade, sem lastro) de salvaguardas.

Um passivo considerável a ser administrado pelo PT na tentativa de recomposição da maioria, cujo saldo para o partido por enquanto é negativo. Não obstante, por isso mesmo, possa vir a ser extremamente positivo para aquilo que no papel se propôs a fazer a CPMI.

Bookmark and Share

domingo, 3 de junho de 2012

TRAVESSIA

Por Marta Suplicy

Escreveu Fernando Pessoa: "Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos".

Travessias são sempre difíceis e revestidas de peculiaridades. Por isso há os ritos de passagem. Seja para celebrar com um bom choro a saída do útero materno para a vida, para tolerar os primeiros dias de um luto com cerimônias religiosas e presença da família e amigos, as festas de saída da adolescência para a vida adulta, a celebração do casamento, o trote na universidade...

Essas são as travessias mais visíveis e que tomam formas diferentes dependendo das culturas. Sempre existiram no decorrer dos séculos.

Mas existem outras. As que estão acontecendo nos costumes, nas regras de comportamento, nas leis que se aprimoram para acompanhar as mudanças das novas exigências, nas aspirações dos povos, nos sistemas de governo que conhecemos e no direito pleno de cidadania. Agora, com a rapidez desencadeada pela modernidade da comunicação digital globalizada.

Influencia para o bem ou para o mal, com todas as notícias ou reflexões que mal temos tempo de digerir. Mas a mente vai se acostumando com as pérolas e o lixo, e o trator da vida segue seu caminho.

São interessantes as contradições que brotam desses processos. Não se chega à outra margem do rio sem respingos. Há risco de afogamento. O difícil é fazer o percurso, mas, se vislumbrada a chegada, não há força que segure a mudança e o crescimento.

Temos visto isso na exigência de transparência nos governos, na busca da ética nos políticos, no respeito, na tolerância, na sustentabilidade para o nosso planeta, no direito de os seres humanos se unirem de acordo com seus desejos, nas famílias se constituírem por amor. E com todas as contradições de interesses e crenças caminhando em luta feroz. Entretanto o avanço para um processo civilizatório com mais justiça e dignidade para todos é inexorável. Assim caminha a humanidade.

Os movimentos de massa, que chegam na outra margem, começam com pessoas que percebem o novo, algumas que se inquietam, outras que não se conformam, com os milhares que sonham e que são visionários e com os poucos que captam o futuro e lançam fagulhas que, de tão fortes, incendeiam milhares de mentes e suscitam ações. Pessoas que fizeram suas travessias. Outras que pegam carona.

As certezas e os sonhos a serem descartados são o mais difícil na travessia. A isto se refere Fernando Pessoa em poucas linhas. Largar as roupas que nos levam aos mesmos lugares.

Bookmark and Share

sábado, 2 de junho de 2012

CHAPA PURO SANGUE

O presidente do PSDB de Sobral (CE), o vice-presidente da Câmara Municipal, Marco Prado realizará a convenção do partido no próximo dia 10 de junho.

No evento, Marco lançará sua candidatura a prefeito de Sobral e o vice será o ex-deputado estadual, Tomás Figueiredo Filho, também do PSDB.

Forma a coligação tucana os partidos PR, presidido pelo ex-vereador José Inácio e o DEM, presidido pelo ex-deputado estadual, Ricardo Prado.

Bookmark and Share

sexta-feira, 1 de junho de 2012

PROPAGANDA ANTECIPADA

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou ontem (31) do Programa do Ratinho, no SBT, seria uma participação, onde o ex-presidente conversaria sobre sua saúde e outros temas, entre eles, a última polêmica envolvendo ele e o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), sobre o julgamento do mensalão que está marcado pra o início de agosto deste ano.

Mas a ida de Lula ao Programa do Ratinho tinha outra finalidade, tornar conhecido pela maioria da população paulistana, seu pupilo e pré-candidato a prefeito de São Paulo, o ex-ministro da Educação, Fernando Haddad. Lula aproveitou a grande audiência que o programa tem nacionalmente e um alcance gigantesco na camada mais pobre da capital paulista.

Lula trocou algumas palavras com o apresentador, mas logo em seguida, chamou para o palco, Haddad que estava no auditório e como já estava tudo combinado com seu padrinho político, o pré-candidato passou a fazer parte da entrevista e o ex-presidente Lula se derramou em elogios à sua mais nova aposta – aquisição – política.

Aos olhos de Lula, Haddad se tornou a estrela com mais predicados no PT paulista. Claro que as lambanças à frente do Ministério da Educação fizeram parte do menu amnesia, aquele mesmo que Lula, então presidente da República foi servido no caso mensalão. E o Programa do Ratinho se tornou por algumas horas, o horário eleitoral gratuito do pré-candidato petista, Fernando Haddad.

Bookmark and Share