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segunda-feira, 30 de junho de 2014

TELHADA EM QUADRINHOS

Do UOL
O vereador Paulo Adriano Lopes Lucinda Telhada (PSDB-SP), o coronel Telhada, gastou R$ 49 mil da verba de seu gabinete em pagamentos para a K9 Indústria Gráfica, empresa que lançou neste mês uma revista em quadrinhos com histórias do ex-comandante da Rota (Ronda Ostensiva Tobias Aguiar). Os dados são da seção "Transparência" do site da Câmara dos Vereadores de São Paulo.
De acordo com o parlamentar, a publicação, que custou cerca de R$ 20 mil e é comercializada em bancas de jornal por R$ 5, foi financiada inteiramente com a ajuda de patrocinadores. "Não foi utilizado nem dinheiro público nem meu", afirmou à reportagem do UOL.
No período de agosto de 2013 – quando começaram os pagamento à K9 - até abril deste ano, o coronel foi um dos cinco parlamentares que mais gastaram dinheiro público com diagramação, arte e impressão gráfica: foram R$ 58.381. A média de gastos dos 55 vereadores da casa no período foi de R$ 29 mil.
Antes de trabalhar com a K9, Telhada gastava em média R$ 307 por mês com impressão e diagramação. Após a empresa começar a prestar serviços para seu gabinete, o valor subiu para R$ 6.503 mensais.
Telhada disse não ver nenhuma contradição ou problema ético em contratar com verba de seu gabinete uma empresa que realiza serviços privados para ele. "Pesquisamos várias gráficas, e a mais em conta foi a K9", afirmou.
Já para Gil Castello Branco, secretário geral da ONG Contas Abertas, "do ponto de vista ético [a prática] pode ser recriminada". "Não existe razão para fazer a contratação de uma empresa com a qual você faz negócios", afirma. "Quanto mais o político evitar essas situações, melhor. Muitas dúvidas sobre uma relação promíscua com empresas seriam evitadas caso outra companhia tivesse sido contratada."
Para Claudio Weber Abramo, diretor-executivo da Transparência Brasil, "a prática [contratar com dinheiro público uma empresa com qual você tem negócios] não é ilegal". "Como eles podem usar dinheiro para divulgar o mandato e a regulação é pequena, esse tipo de coisa acontece. Mas não é a melhor maneira de gastar dinheiro público."
A reportagem tentou, sem sucesso, falar com um representante da gráfica desde o dia 27.
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A PRIMEIRA-DAMA MAIS POLÊMICA DO BRASIL

O comportamento dela na internet não é muito diferente do que se vê por aí. A moça de 30 anos abastece constantemente seus perfis nas redes sociais – com frequência, mais de uma vez no dia. Ultimamente, seu tema principal é o trabalho. De vez em quando, comenta as notícias, fala de política, desabafa sobre o machismo, divulga mensagens religiosas. Compartilha o novo corte de cabelo, a roupa do dia, a arrumação da mesa para uma refeição especial, o beijo na boca do marido, a fofura do filho de três anos.
Nada fora do padrão do que se publica nas mídias sociais nesta era de exibição da intimidade. São muitas, muitas fotos. E público não lhe falta: mais de 7,7 mil seguidores no Instagram e mais de 13 mil no Twitter. A exposição não é problema para ela, jornalista e apresentadora de um programa de variedades na televisão paraibana. Nunca foi. Na adolescência, trabalhou como modelo e fez comerciais. Em 2005, conquistou o título de Miss Senhor do Bonfim, município do interior da Bahia onde nasceu.
Alguns posts chamam mais a atenção do que outros. O mais comentado é de setembro de 2012. Depois de ganhar camisolas e conjuntos de calcinha e sutiã de presente de uma marca, ela publicou no Instagram imagens das peças sobre a cama com a seguinte frase na legenda: “Presente para mim, mas quem mais curte é o maridão”. Poderia ter passado despercebido, não fosse o “maridão” o governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB).
“Ela é polêmica, jovem e sensual. Não se espera esse tipo de performance de uma primeira-dama, ela tenta romper paradigmas”, diz a mestre em Políticas Públicas e Sociedade Moíza Siberia Silva de Medeiros, que estuda o papel social das primeiras-damas. Para ela, Pâmela incomoda porque é uma figura pública de quem se espera comportamento mais contido, num papel de coadjuvante, acompanhante do marido. “Expondo-se na internet, ela pode até angariar jovens, mas moralistas veem incompatibilidade nisso. Parece que mulher de político não pode ser bela e jovem.”
O “maridão”, o farmacêutico Ricardo Coutinho, tem 53 anos, nasceu em João Pessoa, começou sua trajetória no movimento sindical e elegeu-se vereador pela primeira vez em 1992, pelo PT. Não deixou mais a vida pública. Foi reeleito vereador, elegeu-se deputado estadual por dois mandatos e, já filiado ao PSB, comandou a capital paraibana duas vezes. No começo da primeira gestão como prefeito, se separou da primeira mulher, Aglaé Fernandes, com quem tem um filho.
“Ele não tem carisma, charme e simpatia. Precisava de uma primeira-dama dessas. Ela é belíssima”, diz um experiente jornalista paraibano. Ainda prefeito, em 2009, Coutinho conheceu a jornalista Pâmela Bório durante uma entrevista. Em outubro do ano seguinte, o ex-prefeito comemorava a eleição para governador e o nascimento do filho do casal, Henri Lorenzo. O casamento foi no mês seguinte à posse, numa cerimônia reservada na capela da Granja Santana.
Para a doutora em História Ivana Guilherme Simili, professora da Universidade Estadual de Maringá, Pâmela representa um paradoxo entre o tradicional e o moderno. “Ela incorpora a cultura do ‘primeiro-damismo’, cuidando da área social, promovendo eventos e acompanhando o marido, e ao mesmo tempo é produto de uma geração conectada, que se expõe e que tem como lema dessa modernidade dar publicidade ao que faz”, resume a professora, autora de livro sobre a trajetória de Darcy Vargas.
Por Anna Halley, especial para a Revista Congresso em Foco
* Colaborou Adriana Bezerra, de João Pessoa
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quinta-feira, 26 de junho de 2014

AÇÃO PENAL

A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) abriu nesta quarta-feira (25) uma ação penal por calúnia e difamação contra o deputado Anthony Garotinho (PR-RJ). O processo foi proposto por um empresário que sentiu sua honra atacada após o parlamentar publicar uma nota em seu blog.
Em 2010, Garotinho escreveu em seu blog que a empresa GMF de Giuliano Bianchi teria sido contratada de forma irregular pela Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgoto s). Devido à postagem, Hiroshi Matsuayama, outro sócio da GMF, também havia ingressado no STF com queixa contra o parlamentar e um processo foi aberto no ano passado.
A pena para os crimes de calúnia e difamação variam de três meses a dois anos de prisão e multa.
Durante o julgamento em que o STF decidiu abrir a ação penal, o advogado de Garotinho, Nélio Machado, disse que o parlamentar é jornalista e que não atacou pessoalmente os empresários, tendo apenas repercutido informações que circulavam entre funcionário da Cedae, por isso, não existiria respaldo para a abertura de uma ação.
Conteúdo da Folha de S.Paulo
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NOJO E PAVOR

Ex-correligionário do pré-candidato à Presidência Eduardo Campos (PSB), o ex-ministro Ciro Gomes, hoje no Pros, afirmou nesta terça-feira (24) ter 'nojo' e 'pavor' do discurso "simpatiquinho, mas mentiroso" de Marina Silva, candidata a vice na chapa de Campos.
Após o PSB romper com o governo Dilma Rousseff e decidir ter nome próprio ao Palácio do Planalto, Ciro e seu irmão Cid Gomes deixaram o partido e se filiaram ao Pros.
"Tenho pavor de ver a superficialidade irresponsável com que a Marina trata todos os assuntos do Brasil", discursou Ciro durante a convenção do Pros que oficializará o apoio à reeleição de Dilma.
"Diante de uma admiração de importante pedaço da sociedade brasileira, os artistas, os intelectuais, a Marina desconsidera que o agronegócio brasileiro paga a conta do nosso país. Tenho nojo desse tipo de discurso, que é 'simpatiquinho', mas é mentira", completou.
Ligada à área ambiental, Marina é vista por setores do agronegócio como adversária de seus interesses. A convenção do Pros está sendo realizada no auditório Petrônio Portela, no Senado.
Da Folha de S.Paulo - Poder
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domingo, 22 de junho de 2014

GRANDES JOGOS NOS ESPERAM

Artigo de Fernando Gabeira
Fiquei triste em 50 e pensei em torcer contra o Brasil em 70. Inutilmente.
Tenho várias Copas na bagagem. Esta é realizada no Brasil sem que os brasileiros fossem consultados. Mesmo assim nos envolve. Resistir é tão difícil como distribuir panfletos políticos nas vésperas do Natal – essa lição aprendi em dezembro de 68, protestando contra o AI-5.
Sigo a Copa como torcedor apaixonado, mas com uma ponta de razão anoto meus limites. Força, Brasil! Porém não posso comprar tudo o que o Neymar anuncia porque estaria quebrado em pouco tempo. Tampouco posso comer os frangos e lasanhas que o Felipão nos oferece na TV porque engordaria uns dois quilos nesta Copa.
Também sou brasileiro, mas não consigo achar, como os locutores de TV, ter sido uma indelicadeza escalar um árbitro japonês para apitar Brasil x Croácia. Afinal, ele expulsara Felipe Melo em 2010 na partida contra a Holanda, e o fez com absoluta correção. Por que despertaria más lembranças, por que deveria ser evitado? Yuichi Nishimura marcou um pênalti duvidoso a favor do Brasil. Agora consideram uma delicadeza escalá-lo para apitar nossos jogos.
Moreno como vocês, não posso embarcar nessa. Muito menos nos insultos a Dilma.
Sou oposição desde cedo, meio de 2003. Mas acho que as circunstâncias eram especiais. Uma abertura de Copa do Mundo revela um pouco o País. Não precisava uma festa tão mixuruca. Nem, por mais ásperos que sejam os estádios, dizer aquilo a uma senhora, em voz alta, diante de bilhões de espectadores.
Capitão do time que trouxe a Copa ao Brasil, Lula assistiu ao jogo diante de uma televisão, possivelmente na tranquilidade do lar, ou num refúgio petista.
Não se xinga uma senhora, mas também é preciso alguma eficácia para executar a tarefa de enfrentar um estádio num momento em que o País está enfurecido com a política. Dilma foi xingada em três estádios no início da Copa. No ano passado houve apenas o que chamamos de uma vaia básica. Ninguém notou gradação, a passagem de uma etapa para outra, que, aliás, já estava aparecendo em alguns shows musicais.
Tenho insistido na tese da separação radical entre políticos e a sociedade. O Brasil é um carro sem as molas da mediação parlamentar, sem o lubrificante do diálogo democrático: marcha aos solavancos. Mostramos isso ao mundo, ao vivo e em cores.
Em Brasília os políticos querem que o povo se estrepe, com um verbo começado com f. Nos estádios parcela do povo quer que os políticos tomem naquele lugar. É simples assim, apesar da vulgaridade do enunciado.
Pelos descaminhos da nossa História recente passamos a nos detestar. E pelos labirintos da nossa cultura erotizamos nossa antipatia recíproca. Supondo que os repórteres tenham o hábito de traduzir as coisas (era assim no passado), grande parte do mundo ficará sabendo a que ponto chegamos. E lamentará, como muitos brasileiros lamentam, que para tanto futebol tão pouco avanço político.
Quando um governante abraça a ideia da Copa do Mundo em seu país, pensa na sua própria glória. É irônico ser hostilizado na abertura do evento. Lula soube tirar o corpo da reta, deixando Dilma ouvindo frases que não se podem dizer diante das crianças. O ideal seria fingir que não houve nada, seguir com a festa. Nas minhas análises, a explosão de parte do público é o resultado de um longo processo de desgaste. Outros políticos que ali se apresentassem teriam destino semelhante ao de Dilma.
Lula e o PT não interpretam assim. Continuam se achando populares e bem-amados. Tanto que pretendem radicalizar, a julgar pelas notícias, caso vençam as eleições de novo. Eles acham, como Lula declarou, que os palavrões contra Dilma foram estimulados pela imprensa. Num momento de sua fala menciona o PT na oposição e diz que nunca fez o que fizeram com Dilma. Ora, a imprensa jamais defendeu xingar alguém, apenas despertou a curiosidade para a roubalheira entre o governo e aliados. E os gritos no estádio não podem ser atribuídos a algo organizado pela oposição.
Lula usou o episódio para fortalecer sua vontade de controlar a mídia e isolar a oposição. É uma reação clássica: supor que as coisas não andam bem por falta de mais repressão e controle.
A partir dessa lógica, é possível prever dias piores. O PT escolheu os culpados pela reação a Dilma e, como sempre, vai partir para cima. Não se pode dizer que seja uma saída brilhante. Mas foi Isaac Deutscher, na sua trilogia sobre Trotsky, que lembrou bem: as pessoas parecem burras, mas não são; apenas não têm mais margem de manobra.
Criar conselhos populares numa época informatizada, em que todos podem participar, faria Lenin mexer-se no túmulo, apesar de sua rigidez de corpo e alma. Em pleno século 21, estabelecer o controle da mídia e cair de pau na oposição vai ser muito difícil: pede quadros dispostos a matar ou morrer. Conheço apenas alguns no PT, assim mesmo sobreviventes dos anos 60. Será que a maioria deles, perdida em seus empreguinhos, seus gadgets, suas escapadas à Disneylândia, vai encarar essa tarefa, quase impossível hoje em dia?
No futebol temos visto a derrota de alguns favoritos, algumas zebras e até a humilhação de grandes times, como o da Espanha. Na política, o ano eleitoral está só começando. Com tantas Copas na bagagem e a lembrança das revoluções do século 20, é preciso sempre cantar para os detentores do poder o verso de Jimmy Cliff: “Ooh, the harder they come, the harder they fall, one and all”. Quanto mais forte vierem, mais forte eles cairão, todos e cada um. O que a muitos pareceu um episódio marginal, o clima da abertura da Copa, com as pessoas cantando apaixonadamente o Hino Nacional e insultando a presidente, é um grande sintoma de mal-estar na vida cotidiana brasileira.
Vinicius falava da grande ilusão do carnaval: a gente trabalha o ano inteiro por um momento de sonho e tudo acaba na quarta-feira. Como no carnaval, tudo acaba com o apito encerrando a Copa. Aí virão os duros meses da ressaca e, lamento prever, o jogo feio e sujo do poder a qualquer custo. Quem seremos no final disso tudo, como revigorar a terra arrasada da nossa convivência política?
Grandes jogos nos esperam.
Artigo publicado no Estado de São Paulo em 20/06/2014
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sábado, 21 de junho de 2014

10 ANOS SEM BRIZOLA

Leonel Brizola, nasceu em 22 de janeiro de 1922, em Carazinho, município pertencente de Passo Fundo. Brizola entrou na política lançado por Getúlio Vargas. Uma das façanhas de Brizola foi governar dois estados diferentes: Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, eleito pelo povo.
Leonel Brizola teve uma extensa carreira política: foi prefeito de Porto Alegre, deputado estadual e governador do Rio Grande do Sul, deputado federal pelo Rio Grande do Sul e pelo extinto estado da Guanabara, e duas vezes governador do Rio de Janeiro.
Ingressou na política partidária no antigo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), por recomendação pessoal de Getúlio Vargas – seu padrinho de casamento – sua primeira candidatura a cargo eletivo foi para deputado estadual e foi eleito.
Sua influência política no Brasil durou aproximadamente cinquenta anos, inclusive enquanto exilado pelo Golpe de 1964, contra o qual foi um dos líderes da resistência. Por duas vezes foi candidato a presidente da República do Brasil pelo PDT, partido que fundou em 1980, não conseguindo se eleger.
Brizola era casado com Neusa Goulart, irmã do ex-presidente João Goulart, com ela teve três filhos: Neusa, José Vicente e Otávio. Em 21 de junho de 2004, Brizola morreu aos 82 anos de idade, vítima de problemas cardíacos.
Para as novas gerações e para quem gosta do tema política, o blog Sou Chocolate e Não Desisto dá uma dica para conhecer mais sobre a história desse homem que desafiou a Rede Globo na década de 80 e venceu o governo do estado do Rio de Janeiro, vale a pena ler El Caudillo – um perfil biográfico do jornalista FC Leite Filho.
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quarta-feira, 18 de junho de 2014

O ÓDIO AO PT E O ÓDIO DO PT

Por Elio Gaspari, Folha de S.Paulo
Lula tem toda razão. Existe uma campanha de ódio contra o PT. Esqueceu-se de dizer que existe também uma campanha de ódio do PT. Uma expôs-se no insulto à doutora Dilma na abertura da Copa. Argumente-se que o grito foi típico da descortesia dos estádios.
O deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, influente aliado do candidato Aécio Neves, endossou-o durante um evento do tucanato: "O povo mandou ela para o lugar que tinha que mandar". Essa é a campanha de ódio contra o PT. Ela pode ser identificada na generalização das acusações contra seus quadros e, sobretudo, na desqualificação de seus eleitores. Nesse ódio, pessoas chocadas pela proteção que Lula e o partido deram a corruptos misturam-se a demófobos que não gostam de ver "gente diferenciada" nos aeroportos ou matriculada nas universidades públicas graças ao sistema de cotas.
O ódio do PT é outro, velho. Lula diz que nunca se valeu de palavrões para desqualificar presidentes da República. Falso. Numa conversa com jornalistas, chamou o então presidente Itamar Franco de "filho da puta". O ódio petista expôs-se em situações como a hostilização ao ministro Joaquim Barbosa num bar de Brasília e na proliferação de acusações contra o candidato Aécio Neves na internet. Se a rede for usada como posto de observação, os dois ódios equivalem-se, e pouco há a fazer.
Lula antevê uma campanha eleitoral "violenta", pois a elite "está conseguindo despertar o ódio de classes". Manipulação astuciosa, recicla o ódio do PT, transformando-o no ódio ao PT. Pode-se admitir que a elite não gosta do PT, mas bem outra coisa é rotular como elite todo aquele que do PT não gosta. Paulo Roberto Costa, o ex-diretor da Petrobras que entesourou US$ 23 milhões em bancos suíços, certamente pertence à elite e no seu depoimento à CPI viu-se que gosta do PT e o PT gosta dele.
Essa estratégia já foi explicada pelo marqueteiro João Santana: trata-se de trabalhar com dois Lulas: ora há o "fortão", ora o "fraquinho". (Talvez as palavras originais tenham sido outras, mais próximas do dialeto dos estádios).
Quando Lula foi criticado porque tomou um vinho Romanée-Conti de US$ 2.200 durante a campanha de 2002, era a elite que negava ao "fraquinho" o acesso a um vinho do andar de cima, pago por Duda Mendonça. Anos depois, quando viajou pelo mundo em jatinhos de empreiteiras, era o "fortão" redesenhando a diplomacia brasileira.
É uma mistificação, mas contra ela só existe um remédio: vigiar a racionalidade da campanha, fugindo da empulhação.
Quem quiser odiar, que odeie, mas não fica bem a uma presidente da República dizer que investiu em educação recursos que, na realidade, destinaram-se a cobrir o custeio da máquina. Também fica feio a um candidato da oposição que até outro dia estava no ministério dizer que "não fico mais em um governo comandado por um bocado de raposa que já roubou o que tinha que roubar". Não viu enquanto lá estava?

Talvez a racionalidade seja um objetivo impossível. Afinal de contas, até hoje há americanos convencidos de que o companheiro Barack Obama é um socialista que nasceu no Quênia. Nesse caso, candidatos não devem ir a estádios.
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terça-feira, 17 de junho de 2014

DIREITOS IGUAIS

Do Terra
O governo italiano prepara um projeto de lei previsto para ser apresentado em setembro para permitir que uniões civis entre homossexuais tenham os mesmos direitos dos casamentos, com exceção da possibilidade de adoção.
O jornal L'Unità publicou parte do texto de projeto no qual o Executivo de Matteo Renzi estaria trabalhando. Conforme o texto, os casais homossexuais não poderiam adotar filhos, apesar de passarem a ter os mesmos direitos e deveres que os demais casais, com prévia inscrição em um cartório civil específico.
"Por exemplo, estará previsto o direito a receber pensão em caso de falecimento de um membro do casal, o direito de sucessão ou os referidos ao âmbito assistencial ou penitenciário", especificou o jornal.
No final de 2013, durante a campanha das eleições primárias para liderar sua formação, o Partido Democrata, Renzi se mostrou a favor da aprovação das uniões civis na Itália, entre outras propostas.
Neste ano, na Itália dois casais homossexuais conseguiram inclusão no cartório civil. Giuseppe Chigiotti e Stefano Bucci, casados em Nova York em 2012, conseguiram o registro como casal em abril na prefeitura de Grosseto (norte), graças a uma decisão inédita do tribunal da cidade.
No mês seguinte, Fausto Schermi e Elwin Van Dijk, que se casaram na Holanda em 2008, também obtiveram o registro de casamento no consistório da cidade de Fano (leste).
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segunda-feira, 16 de junho de 2014

NINGUÉM ME CONTOU, EU VI

O jornalista Sebastião Nery, um dos mais conceituados do país, lançou recentemente o livro Ninguém me contou, eu vi — de Getúlio a Dilma (Geração Editorial) sua mais nova obra literária, na zona sul da capital fluminense, o autor recebeu amigos, leitores e familiares.
Trata-se de uma coletânea de artigos e depoimentos divulgados na imprensa, ao longo dos últimos anos, mas que conservam uma oportunidade fora de dúvida, tanto pela importância das figuras políticas que neles aparecem como pelos próprios acontecimentos e suas conotações.
Este não é um livro dogmático. Seu grande mérito consiste lucidamente em criar ampla margem à reflexão dos leitores. E outro não era o objetivo de seu autor, alcançando com o brilho que singulariza sua presença na imprensa brasileira.
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domingo, 15 de junho de 2014

ENTREVISTA: PEDRO SIMON

Por Flávio Ilha, O Globo
PORTO ALEGRE – Prestes a completar 85 anos de vida, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) esperneou, relutou, tergiversou, mas acabou cedendo e anunciou sua aposentadoria após seis décadas e meia de política e quatro mandatos consecutivos no Senado. Não sem avisar, por meio de assessores, que ainda “gostaria de correr esse páreo”, como se refere às eleições do próximo mês de outubro. Em Porto Alegre, onde mora, Simon recebeu O GLOBO e fez uma análise crítica da política brasileira, com ênfase na fragilidade dos partidos e na prevalência dos interesses pessoais no Congresso. Sobre a presidente Dilma Rousseff, foi taxativo: se entregou ao “toma lá dá cá” quando começou a perder popularidade e viu o projeto da reeleição ficar ameaçado.
Por que o senhor não será mais candidato?
PEDRO SIMON – Faço 85 anos exatamente no dia em que encerro meu quarto mandato, em 31 de janeiro de 2015. São 65 anos de vida pública e 32 de Senado, então achei que era a hora de me retirar. Mas não foi uma decisão só minha, o PMDB também optou por fazer uma aliança com o PSB e a vaga (ao Senado) coube a eles (ao deputado federal Beto Albuquerque). Mas eu sempre disse que se o partido tivesse alguma dificuldade, algum problema, eu concorreria. Foi uma decisão natural.
A aliança com os socialistas, antigos aliados do PT no Estado, não lhe surpreendeu?
Sim, positivamente. Foi uma aliança boa, feita entre pessoas com afinidade de ideias e propósitos. Com 35 partidos, o que temos visto no Brasil são alianças feitas sem motivo além dos minutos que cada legenda tem na televisão. O Supremo até tentou determinar que as alianças fossem nacionais, mas os partidos não aceitaram. Se fossem nacionais, teríamos seriedade ética e social na nossa política. Do jeito que está, não é possível.
Com diferenças regionais tão acentuadas, seria viável uma verticalização da política no Brasil?
Todos os países sérios têm isso, se dividem em blocos bem nítidos. Democratas e republicanos nos Estados Unidos, trabalhistas e conservadores na Inglaterra. É esquerda e direita, no mundo inteiro é assim. Duvido que exista algum país com o número de partidos que há aqui. E com essa política do governo, do “é dando que se recebe”, do “toma lá dá cá”, lá pelas tantas um grupo de quatro ou cinco deputados se reúne e funda uma legenda nova para tirar algum proveito. O último a fazer isso foi o PSD, fez uma aliança gorda, hoje é a quarta bancada, tem um belo tempo de televisão e todo mundo quer seu apoio, que no fundo é o tempo do partido na propaganda eleitoral.
Essa fragmentação pode ameaçar a democracia brasileira?
Não usaria o termo ameaçar, mas acho que complica e dificulta. Pior ainda, ridiculariza. Esse é o primeiro princípio da reforma política que eu priorizaria: o número de partidos. Foi a minha grande disputa com o (Leonel) Brizola na democratização: minha tese era de que Arena e MDB, criados pela ditadura, deveriam persistir até a convocação da Constituinte (em 1985) e, eleito o Congresso, os partidos seriam dissolvidos, com a criação de blocos ideológicos e prazo de um ou dois anos para se criarem as novas legendas. Aí se evitaria o que sempre ocorreu no Brasil: partidos de mentirinha, que nos acompanham desde o Império. Mas não foi isso o que ocorreu, como sabemos.
O foco do governo na reforma política é a forma de financiamento de campanha. Não é um tema mais importante?
As campanhas brasileiras são, de fato, um escândalo, o dinheiro rola das maneiras mais criativas. O PT sempre foi contra o exagero de dinheiro nas campanhas, mas hoje se mostra a favor. O que não é de estranhar porque os números mostram que quem dá dinheiro para campanha é empreiteira e banco, ou seja, os setores tradicionalmente mais ligados ao governo. E nas últimas eleições, 70%, 80% desse dinheiro de doações foi para o PT. Eu defendo o financiamento público, mas com cuidado. Hoje, por exemplo, um candidato que não tem mandato enfrenta os atuais parlamentares, deputado ou senador, em enorme desvantagem. O poderio da máquina é muito grande, tem as emendas parlamentares, tem os funcionários do gabinete, verba disso, verba daquilo. Então, quem decide as eleições já é esse dinheiro público, que vem de tudo que é jeito. Quando falo em limitação de partidos não quero dizer que tenha que ter uma lei proibindo de criar, mas determinando exigências para que funcione. A principal delas é o voto, claro. E depois a fidelidade partidária. No Brasil a única coisa que não muda na vida do cidadão é o clube de futebol.
Mas a fidelidade partidária já existe.
É verdade, mas nunca foi devidamente regulamentada pelo Congresso. É um remendo. Na ausência, no vazio da lei depois da Constituinte, o Supremo até determinou a perda de mandato para quem trocar de partido (em 2008), o que obrigou o Congresso a correr atrás e fazer uma lei regulamentando o tema. Mas quando o Supremo baixou essa norma, atendendo a um pedido do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Congresso fez o quê? Uma emenda dando seis meses, depois da eleição, para que os parlamentares possam trocar de partido. Aí é pra matar, não é?
Depois de quatro mandatos consecutivos no Senado, o que o senhor pensa do Congresso?
Eu tenho dito ao povo, da tribuna do Senado, que não espere nada do Congresso. As iniciativas têm que vir do povo. Veja bem: a maior vitória em termos de reforma política desde a democratização de 1985, a meu ver, foi a lei da ficha limpa (em 2010), que se deveu a uma iniciativa popular. O Congresso não queria aprovar, isso era evidente. Um dia antes da votação no Senado, mais de 20 parlamentares foram à tribuna falar contra a proposta. Diziam que era um absurdo, que não tinha cabimento, essas coisas. No outro dia, um mar de gente foi para a frente do Congresso e colocou cruzes no gramado dizendo que iriam encher o Brasil de cartazes com os nomes de quem votasse contra a proposta. A lei foi aprovada por unanimidade no dia seguinte. A maior conquista em quase 30 anos de democracia não foi do Congresso, mas sim uma proposta de emenda popular.
É pouco para a nossa democracia?
É muito pouco. Nosso Congresso só fez isso (a lei da ficha limpa) e assim mesmo por pressão da sociedade, não foi uma iniciativa dos parlamentares. Em qualquer país do mundo quem é condenado pode recorrer, mas a condenação tem efeito desde o primeiro recurso. No Brasil é o contrário: o sujeito só é condenado na última instância, quando não há mais possibilidade de recurso. O (Paulo) Maluf é o exemplo mais clássico dessa distorção: tem um número infinito de condenações, mas até hoje nenhuma definitiva. Só com a ficha limpa é que conseguimos impedir que o Maluf continuasse sendo candidato e se elegendo, eleição após eleição.
O senhor falou em participação e recentemente a presidente Dilma Rousseff editou um decreto criando os chamados Conselhos Populares. O que o senhor acha da proposta?
É da maior importância porque permite a participação das bases sociais na fiscalização e na análise do processo político. O que causou estranheza, no entanto, foi a falta de um projeto de lei para tratar do tema. Fazer uma reforma dessa importância e desse significado por decreto não pode. É evidente que, dessa forma, atingiu diretamente o Congresso. Decreto é só para atos normativos do Executivo, não para criar estruturas de governo. Mesmo que sejam mudanças no poder Executivo, como alega o governo, o Congresso tem que analisar, tem que participar, ver como é que vai funcionar. E hoje está todo mundo preocupado com o aparelhamento de órgãos do governo. Na crise da Petrobras ficou evidente que ratearam politicamente os cargos da estatal, coisa que nunca tinha sido feito. Até os fundos de pensão foram distribuídos politicamente, para a CUT, para a Força Sindical. Aí, no meio disso, vem o governo e sigilosamente faz essa mudança sem que ninguém saiba de nada? Aí, sem mais nem menos, a presidente baixa um decreto? Isso causou uma certa interrogação.
O que o senhor achou da convenção do PMDB, que renovou a aliança com o governo para as eleições de 2014?
Prejudicial. Ao longo do tempo, o PMDB se consolidou como o maior partido do Brasil. Mas viveu seu momento áureo na luta pela democracia, nos anos de 1980 e depois, com a morte do Tancredo (Neves) e a posse do Sarney na presidência (em 1985), em vez de se apresentar como um partido de ideias e propostas, com candidatos próprios, se limitou a ser coadjuvante. Primeiro do Fernando Henrique (em 1994), depois do Lula e agora da Dilma. Como coadjuvante, foi perdendo autoridade porque não se impôs como o maior partido do país, que efetivamente é, e nem como governo. Ficou com essa fama de só querer cargo.
Uma fama equivocada?
Muito. Hoje temos cinco ministérios, mas nossa influência no governo é zero. Nem o vice-presidente (Michel Temer) participa do núcleo que toma as decisões. Temos um único ministério importante, Minas e Energia, cujo ministro (Edison Lobão) não apita nada. Tanto que até hoje ninguém sequer pensou em convocá-lo para depor na CPI da Petrobras porque sabem que não manda nada, vai ser inútil ouvi-lo. Então, a cada ano o PMDB é isso: na próxima eleição vamos apresentar candidato à presidência. E nunca apresentamos. Chegamos ao extremo de não fazer convenção nacional (em 2004) só para não apresentar candidato. Temos nos conformado em ser apenas o véu da noiva.
O senhor acha que o PMDB errou ao manter a aliança com o governo?
O PMDB errou mais uma vez, como sempre, pois tinha condições de se entender, até mesmo com o PT, em torno de uma candidatura própria. Era para lançar o Temer candidato, ou qualquer outro, o (Roberto) Requião, por exemplo, e ver quais dos chegava no segundo turno. Acredito até que os dois, os candidatos do PT e do PMDB, poderiam chegar no segundo turno. Seria uma grande saída. Mas o PMDB vem dizendo isso há 20 anos, é sempre na próxima eleição. Tínhamos o governo do Rio Grande do Sul, perdemos. Tinha Santa Catarina, perdeu. Em Minas, perdemos. Pernambuco, Paraná, São Paulo, Bahia, Ceará, perdemos. No Rio não sabemos o que vai acontecer. Então, ficamos com os Estados pequenos. E a bancada está sujeita a diminuir drasticamente. Nos principais colégios eleitorais não teremos candidatos majoritários em 2014, o que é um desastre. As lideranças que estão surgindo são o filho do Renan Calheiros em Alagoas, o filho do Jader Barbalho no Pará, o filho do Lobão no Maranhão e por aí vai. Todos candidatos apoiados pelo PT, é bom que se diga. Essa é a nova geração do PMDB.
Isso é fruto da aliança com o PT?
Sem dúvida. O comando do PT se une só a essa gente que comanda o partido, ao Renan, ao Sarney, ao Jader, a esse grupo. Não ao PMDB de fato. A bancada do Senado, por exemplo, nunca se reuniu para indicar um nome que ocupasse um ministério e, no entanto, aparece que a bancada pediu isso, pediu aquilo, como se o partido fosse essa gente que está no comando. O PMDB está sofrendo as consequências de ser coadjuvante. O papel do PT é ficar cada vez mais forte, isso está mais do que evidente. Nessa eleição, além de ganhar de novo a presidência, o grande sonho do PT é provocar o enfraquecimento de todas as outras bancadas no Congresso. Querem chegar a 100 deputados e sonham com que o PMDB baixe a 50, que todos os outros partidos somem 40, no máximo 45 deputados cada um, só para fazer uma negociação como todos eles no varejo, sem compromisso com programa de governo. Vou dar um exemplo: quando a atual legislatura assumiu, houve uma reunião no Senado onde adotamos uma atitude independente em relação ao PMDB, de apoio ao governo, e propusemos a criação de um grupo no Congresso, sem pauta de reivindicações, que desse apoio à linha de moralização adotada pela presidente Dilma nos primeiros meses de governo. Resultado: ela nunca deu importância a isso e os parlamentares que comandavam dessa articulação foram sendo, um a um, nomeados para presidente disso ou daquilo, para esse ou aquele cargo e todo mundo saiu colocado. Aí acabou. O governo age nesse sentido. Tanto no tempo do Fernando Henrique quanto do Lula e agora, a primeira coisa que eles fazem é isso.
Mas se governam na base dos cargos não é porque tem gente disposta a aceitá-los?
Essa sua pergunta é muito ingênua! A quase totalidade do Congresso quer cargos, está lá para isso. Esse é o problema. Fulano está incomodando? Dê-lhe uma viagem à Europa para descansar um pouco. Aquele ali está mais ou menos? Bote ele de presidente da Comissão que está saindo. Ou então libere as emendas parlamentares do sujeito, R$ 5 milhões, R$ 10 milhões para gastar no seu Estado. A maneira é essa. Se o Brasil tem essa montanha de partidos, onde cada deputado é quase sua própria legenda, o governo não tem nenhuma condição de ter uma maioria garantida. Aí se pratica a tal da governabilidade, que é um termo bonito mas ineficaz. Só quem fez isso bem no Brasil, de governar acima dos partidos, foi o Itamar (Franco), depois do impeachment do ex-presidente (Fernando) Collor (em 1992).
O senhor acha que o Bolsa Família continua sendo a maior vitrine do PT?
Sem dúvida. Esse foi o maior erro, a meu ver, do ex-presidente Fernando Henrique: o Comunidade Solidária, que depois o Lula transformou no Fome Zero, foi uma criação do Fernando Henrique, mas quem assumiu a gestão foi a dona Ruth Cardoso, que não entendia nada de política. Era uma ótima antropóloga e tal, mas de política não entendia. Então, fez a coisa toda de forma despreocupada. Foi um bom programa, mas teve imprensa zero. Aí o Lula fez uma coisa espetacular, envolvendo os prefeitos quando fez a passagem do Fome Zero para o Bolsa Família. Tipo da coisa que não tem o que discutir porque a maioria dos prefeitos nem era do PT. O cara organiza as listas e distribui o dinheiro pelo banco. Quer dizer, é sensacional. Eu vi várias pessoas me dizerem que passaram a almoçar e a jantar todo dia graças ao Bolsa Família. Pela primeira vez na vida. Então, é um programa fantástico que sustenta o governo até hoje, junto com o Minha Casa, Minha Vida.
A presidente Dilma faz um bom governo?
Quando iniciou seu mandato (em 2010), a presidente Dilma foi rígida. Nem Lula e nem Fernando Henrique, por exemplo, demitiram ministros por acusações ou denúncias de corrupção. A Dilma demitiu seis. Saía a notícia, demitia. Até do PT. Mas quando começou a ditar essa linha, de que seria inflexível, de que não teria jogo de cintura, com ela era diferente, começaram as cobranças e as pressões. E como foi se isolando cada vez mais e a queda de popularidade começava a se acentuar, com inflação e baixo crescimento, a Dilma acabou se entregando. Começou a se identificar mais com os presidentes da Câmara e do Senado, com o Renan (Calheiros), com o (José) Sarney, e a cuidar mais do projeto de reeleição. Hoje está igual ao fim do segundo mandato do Lula, o estilo é esse. Passa quatro dias da semana viajando. Só aqui em Porto Alegre ela já anunciou as obras da segunda ponte do Guaíba, que nunca começam, três vezes.
As manifestações contra a Copa do Mundo são justas?
A mobilização de 2013 foi impressionante no Brasil inteiro, espontânea e de início sem agitação. Mas em determinado momento começaram a haver convocações por onde entraram pessoas que estavam ali para quebrar, para anarquizar, fazer confusão. Eu assisti da janela do Senado aos manifestantes querendo quebrar o Itamaraty (em junho de 2013). Eu vi muita gente tentando evitar isso e vi também a Polícia assistir, sem fazer nada. Eu vi disputa entre os jovens. Agora os vândalos cresceram e até falam na participação de organizações criminosas no movimento. Fui o primeiro governador de oposição no Rio Grande do Sul (eleito em 1986) depois da ditadura e me reuni na época com os chefes militares para determinar que polícia é feita para garantir a segurança. Então, muitas vezes penso que os movimentos sociais querem é isso, pancadaria como forma de provocação. Mas Copa do Mundo é Copa do Mundo. O que tem de errado nós já denunciamos, agora somos a vitrine do mundo e, a essa altura, importante é mostrar como somos de fato. Nunca tivemos um momento como esse e não sei quando teremos novamente. Claro que o PT vai usar politicamente, vai fazer um Carnaval, mas isso é outro problema. Agora, anarquizar a Copa não. Criar uma confusão para ser manchete no mundo inteiro, isso não. O povo não pode aceitar esses mascarados e essa turma toda querendo fazer agitação durante a Copa. A sociedade não pode viver, num momento como esse, com essa confusão dos diabos. O direito de greve é legítimo, mas ninguém está morrendo de fome. As greves, especialmente nos transportes públicos, são inoportunas neste momento.
O que o senhor leva como bagagem desses 65 anos de vida pública?
Se pudesse sintetizar minha vida na política, diria que sobrevivi. Cheguei no fim da onda inteiro. É suficiente.
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quarta-feira, 11 de junho de 2014

A TÁTICA DO PALANQUE DUPLO

O Palácio do Planalto não desgruda o olho do palanque que estar sendo formado no Paraná, nos bastidores, o PT tem trabalhado para que seja criado um palanque duplo para a presidente Dilma (PT).
O PT aposta nas candidaturas da ex-ministra Gleisi Hoffmman (PT) e do ex-governador Roberto Requião, do aliado de todos os governos,  o camarada PMDB.
A possibilidade de palanque duplo no Paraná é uma tática petista para neutralizar a candidatura do candidato do PSDB Beto Richa, que disputará a reeleição.
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terça-feira, 10 de junho de 2014

MORRE MARCELLO ALENCAR

Do UOL
O ex-governador do Rio de Janeiro Marcello Alencar, 88, morreu na madrugada desta terça-feira (10), segundo informou o PSDB-RJ. A causa da morte não foi divulgada, mas Alencar encontrava-se com a saúde frágil.
O deputado estadual Otavio Leite (PSDB) prestou homenagem ao ex-governador em sua conta no Twitter: uma foto com a legenda "Meu amigo, professor e minha referência política".
Marcello Alencar foi cassado de seu cargo de senador em 1969, durante a ditadura militar, após o decreto do Ato Institucional nº 5. No ano passado, em uma cerimônia no Senado Federal, ele foi o único dos oito homenageados com a devolução simbólica do mandato que ainda estava vivo.
Foi eleito prefeito do Rio de Janeiro em 1988, e implementou as ciclovias na orla da capital fluminense. Em 1994, derrotou Anthony Garotinho nas urnas e se tornou governador do Estado. Foi o responsável pela privatização do Metrô e da CEG (Companhia Estadual de Gás). Ele era presidente de honra do PSDB regional.
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domingo, 8 de junho de 2014

ALÉM DO MITO E DA LENDA

Um novo livro lançado no Chile sobre o presidente Salvador Allende (1970-1973) aborda em detalhes e com documentos inéditos seu nascimento, deficiências escolares, vida amorosa e os textos completos de suas cartas mais íntimas.
"Além do mito e da lenda, Salvador Allende assume nestas páginas o lugar que merece como pessoa e protagonista da história universal", afirmou seu autor, o jornalista, advogado e escritor Eduardo Labarca.
"Salvador Allende. Biografia Sentimental" (Edição ampliada e definitiva) segundo destaca sua capa, relata inclusive, um capítulo sobre o filho natural de sua mulher, Hortênsia Bussi.
Em suas páginas se revela que Hortênsia Bussi foi mãe solteira e, segundo o livro, teve que renunciar a seu primeiro filho pela intransigência de Allende.
Em declarações à Agência Efe, Labarca disse que nas páginas deste livro o leitor encontrará também a exibição pública que o presidente fazia de suas múltiplas relações extraconjugais; seu afã por dizer que nasceu em Valparaíso e não em Santiago e muitos outros antecedentes que rompem com alguns mitos que rodeiam a imagem deste emblemático personagem da história do Chile.
"Todos eles estão incluídos nesta edição ampliada e definitiva desta biografia" sustentou Labarca, lembrando que o primeiro livro, editado em 2007, "Salvador Allende. Biografia Sentimental", foi muito bem recebido pela crítica nacional e estrangeira.
Ressalta que esta versão aumentada e definitiva da biografia de Allende traz informação que em seu primeiro livro não conseguiu apurar em definitivo ou não avaliou oportuno publicar.
Na opinião do jornalista e escritor, todos os dados deste novo livro em suas mais de 500 páginas contribuem para a análise da personalidade de Allende, seu consciente e inconsciente.
"Ele liderou uma façanha que alcançou um triunfo efêmero e terminou em derrota e o estudo sem tabus de seus atos e de sua personalidade é indispensável para entender uma período trágico da história do Chile", ressaltou.
Labarca comentou que devido à estreita amizade que manteve seu pai com Salvador Allende, desde pequeno e muito de perto conheceu o líder no Palácio do Governo, em 11 de setembro de 1973, data do golpe militar que liderou Augusto Pinochet.
Afirma que como testemunha privilegiada da vida do presidente publica esta biografia como uma pesquisa que procura apresentar a compreensão e reflexão em torno de um personagem-chave da história do Chile.
"Salvador Allende é um personagem histórico que ficará como a figura do Chile do Século XX. As novas gerações querem conhecê-lo além das paixões que marcaram essa época", concluiu.
Conteúdo da EFE, Santiago, Chile
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sexta-feira, 6 de junho de 2014

EM BRASÍLIA, 19 HORAS

"Em Brasília, 19 horas" é um livro instigante, pleno de revelações inéditas sobre os bastidores e as relações de poder em Brasília.
O livro revela os meandros de um dos pontos mais visíveis e menos estudados do governo brasileiro: a sua máquina de comunicação.
O jornalista Eugênio Bucci relata sua trajetória à frente da Radiobrás, a estatal que comandava toda a comunicação do poder executivo no Brasil.
Sem fazer rodeios e dando nomes a muitos "bois", o autor revela casos e fatos de uma cultura apodrecida, marcada pelos privilégios e pela troca de favores no primeiro governo Lula.
Sinopse
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quinta-feira, 5 de junho de 2014

NORDESTE VIOLENTO

Em uma década, o Nordeste viveu uma explosão no número de assassinatos, o que tornou a região líder em números absolutos e taxa de homicídios no país. Os dados são do Mapa da Violência 2014, divulgado na semana passada, que revelou casos entre os anos de 2002 e 2012.
Nesse mesmo período, os homicídios na região cresceram 10 mil, mesmo índice do Sudeste, onde, em vez de crescer, o número caiu. Em 2012, foram assassinadas na região 20.960 pessoas, quase o dobro de 2002, quando foram 10.947 mortes.
Migração Sudeste-Nordeste
Em 2002, o Sudeste concentrava 55% dos homicídios do país. Dez anos depois, esse percentual caiu para 30%. Já no Nordeste houve uma curva inversa. Em uma década, o percentual de crimes na região saltou de 22% do total nacional para 37%, se tornando a região com mais mortes.
Além disso, o Nordeste é atualmente a região com a maior taxa de homicídios: 38,9 para cada 100 mil habitantes. O índice é similar ao da Guatemala, quinto país mais violento do mundo, segundo estudo da ONU (Organização das Nações Unidas).
No Brasil, a taxa é 29 por 100 mil na média do país. No Sudeste, a taxa em 2012 era de 21 para cada 100 mil.
Nesses 10 anos, os maiores crescimentos de taxa de homicídios no país ocorreram justamente no Nordeste: no Rio Grande do Norte e na Bahia, que mais que triplicaram o crescimento –229% e 221,6% a mais, respectivamente.
Pernambuco --então líder de violência no início do século-- foi o único dos nove Estados que reduziu a taxa de homicídios, com queda de 39%.
Com as altas taxas, hoje, quatro dos seis Estados mais violentos do país estão no Nordeste: Alagoas (taxa de 64,6 para cada 100 mil), Ceará (44,6), Bahia (41,9) e Sergipe (41,8). Completam a lista de mais violentos Espírito Santo (47,3) e Goiás (44,3), segundo e quarto colocados, respectivamente.
Do UOL
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O DESSERVIÇO DO PAPA

"no final, esses casais chegam à velhice, na amargura da iníqua solidão".
Não vou discutir religião, não mesmo, mas senti-me ultrajada com a posição de um religioso que se tornou pop por propagar a paz e a humildade.
Não há paz nem humildade em nenhuma forma de julgamento.
Que triste ver um Papa encaixotando as pessoas e pesando animais e humanos em uma balança capenga.
Queria levar o Papa para conhecer os asilos da Europa, da América Latina, da Ásia, de todos os cantos do mundo. Talvez ele pudesse perceber que aqueles que ouviam o seu discurso distorcido são os mesmos que, sem cerimônia, depositam seus "velhos" em um local onde esperarão lenta e solitariamente pela morte.
Filhos não garantem o fim da solidão na velhice de ninguém.
A grande maioria dos filhos só quer os "velhos úteis" - aqueles que cuidam dos netos ou da casa.
"Velhos" estão próximos da morte e ninguém quer contato com ela.
Se o Papa aceitar me acompanhar nos asilos, verá que lá os gatos e cachorros mantêm o contato desses velhinhos com a vida.
Se o Papa deixar de encaixotar as pessoas, conhecerá mulheres como eu que optaram por não ter filhos não para enriquecer e poder viajar, mas porque têm a coragem de fazer escolhas e de dar a direção às suas próprias vidas, sem ceder à pressão ou cobrança social.
Se o Papa deixar de encaixotar as pessoas, saberá que muitas crianças são agredidas física e psicologicamente pelos próprios pais que não tinham condições alguma de ter filhos, mas a pressão social e o curso estúpido de suas vidas os levaram a colocar inocentes no mundo.
Papa, meu querido, onde há amor, não importa de quem para quem, há paz e levar a paz ao mundo é o que esperamos de um religioso!
Que triste!
Cilene Victor, professora de jornalismo na Faculdade Cásper Líbero e comentarista do Jornal da Cultura.
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quarta-feira, 4 de junho de 2014

PEDIDO DE ASILO

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) pediu nesta segunda-feira (2) ao governo brasileiro que conceda asilo ao norte-americano Edward Snowden, ex-funcionário da Agência de Segurança Nacional, dos Estados Unidos, que, há cerca de um ano, denunciou espionagem ilegal feita pelo órgão sobre cidadãos americanos e monitoramento de  ligações telefônicas e comunicação via internet do mundo todo.
Randolfe comentou a entrevista de Snowden, transmitida neste domingo, pelo programa Fantástico, da TV Globo, em que o norte-americano disse ter pedido asilo ao Brasil. Só que as autoridades brasileiras dizem não ter recebido esse pedido.
Após ler carta aberta que Edward Snowden dirigiu ao Brasil em dezembro passado, falando sobre o poder de espionagem da agência norte-americana, Randolfe Rodrigues afirmou que o Ministério das Relações Exteriores não pode mais dizer que não ouviu o apelo de Snowden e, por isso, pediu que o Brasil lhe conceda asilo.
- Nós somos uma nação soberana que teve seus direitos soberanos violados, e esse jovem, de 29 anos, prestou informações fundamentais para nossa soberania. Que o Brasil esteja à altura da comunidade internacional das nações e receba este jovem em território nacional como asilado e como alguém importante à nossa nação. Ele tem importantes informações sobre a segurança de nosso país.
Randolfe Rodrigues lembrou que cidadãos, instituições e autoridades brasileiras, inclusive a presidente da República, Dilma Rousseff, e a Petrobras foram espionados pelos Estados Unidos, conforme as revelações de Snowden.
Da Agência Senado
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terça-feira, 3 de junho de 2014

ALMANAQUE 1964

Em abril completou 50 anos do golpe militar no Brasil, quando se instalou a ditadura por longos vinte e um anos. Sobre o tema, vários documentários e livros foram lançados; entre os documentários, destaco o sensacional e emocionante Em Busca de Iara.
Sob a ótica peculiar de cada autor, vários livros abordam as agruras, torturas e as vidas ceifadas durante os tenebrosos anos de chumbo: A Ditadura militar – os golpes dentro do golpe, Ditadura e democracia no Brasil, 1964, A Ditadura que mudou o Brasil, Mergulho no Inferno e Almanaque 1964 são algumas publicações que não podem faltar em sua biblioteca.
Almanaque 1964 - Em 1964, o mundo fervia. O Brasil começava a viver sob uma ditadura militar desde que, em 31 de março, o Exército tomara o poder, sufocando a democracia e restringindo diversos direitos individuais. Tudo mudava.
 No exterior, a Guerra do Vietnã, a tensão entre as potências que detinham a bomba atômica e a luta pelos direitos civis nos Estados Unidos mostravam um mundo em convulsão. E não só na política. Antigos valores ruíam, anunciando um mundo novo - para o bem e para o mal.
De Nara Leão a Bob Dylan, de Chico Buarque aos Beatles e Rolling Stones, passando por Glauber Rocha, os filmes de 007, o monoquíni, o frescobol em Ipanema - tudo na cultura e na sociedade daquele ano parecia estar em plena efervescência.
Este é o universo que Ana Maria Bahiana recupera - com inteligência e texto pop, rigor no tratamento dos fatos e atenção àquelas deliciosas miudezas que ajudam a retratar uma época - no Almanaque 1964.
Lançando mão da linguagem mais descontraída do almanaque, com muitas fotos, texto leve e altamente informativo, o volume é um passeio delicioso e instrutivo por um tempo que ajudou a definir, com violência, paixão, som e fúria, o mundo de hoje.
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ACERTO DE CONTAS

A imagem acima não é montagem, é tão verdadeira quanto aquela em que Paulo Maluf aparece com o ex-presidente Lula e seu pupilo, Fernando Haddad nos jardins de sua mansão na campanha de 2012. Na época, Maluf apoiou Haddad candidato do PT à Prefeitura de São Paulo. Agora também, Maluf declarou apoio a Alexandre Padilha, candidato do PT ao governo do Estado.
O apoio de Maluf à candidatura de Padilha tem um preço e o PT parece estar disposto a pagar quando aceitou a aliança com seu arquiinimigo até poucos anos atrás. O valor da conta que Maluf cobra do PT é a proteção do governo Dilma contra a Promotoria de Nova York, nos EUA, que o incluiu na lista de procurados da Interpol e o acusa da prática dos crimes de roubo, fraude e lavagem de dinheiro.
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GASTOS EXORBITANTES

Os gastos com a folha de pagamento da gestão Cid Gomes atingiram o montante de R$ 5,8 bilhões no ano passado. Os números foram divulgados ontem, durante apresentação do Relatório Anual das contas da gestão do governador, exercício 2013, no Tribunal de Contas do Estado (TCE). O relatório, aprovado em caráter prévio pelo Tribunal, seguirá para Assembleia Legislativa para análise e aprovação.
Na contabilidade do Governo, as despesas com pessoal do Poder Executivo já respondem a 43,53% do percentual de R$ 19,3 bilhões da receita corrente do Estado em 2013. Somado aos encargos sociais o valor de R$ 5,8 bilhões salta para R$ 8,2 bilhões.
O limite prudencial é de 46,17%, e o limite máximo legal autorizado pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LEF) é de 48,60%. “Os gastos do Executivo estão abaixo do limite prudencial. O que preocupa, é que, quatro anos atrás, era 39,5%. As despesas cresceram a uma taxa maior que a da receita”, alerta o vice-presidente da Corte de Contas e relator do processo, Edilberto Carlos Pontes.
Ele diz que os ajustes salariais contribuíram para o aumento. “Houve várias pressões em diversos campos da administração. Os reajustes salariais, a abertura de concursos e a substituição de terceirizados por servidores efetivos contribuíram para o aumento do gasto”, reforça Edilberto.
Queda
Do montante de R$ 5,7 bilhões previstos para investimentos no estado, apenas R$ 2,2 bilhões foram executados no ano de 2013. A explicação, relata o vice-presidente da Corte de Contas, se deu, em especial, pela diminuição dos repasses federais para o Ceará.
“Se investiu muito menos do que estava projetado. O que estava previsto de transferência de capital do Governo Federal e algumas operações de crédito deixaram de vir ao estado”, adianta. Segundo ele, ocorreu uma diminuição de R$ 700 milhões aos cofres do Estado do montante previsto, em parte, do Fundo de Participação dos Estados (FPE).
A redução dos repasses afetou os investimentos em diversos setores da gestão Cid Gomes, entre eles o de transporte, saneamento e abastecimento. Para o transporte (obras do VLT, pavimentação de estradas, entre outros) eram esperados aportes de R$ 2,1 bilhões.
Contudo, R$ 1 bilhão havia sido empregado. O POVO entrou em contato com o titular da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), Eduardo Diogo, mas as ligações não foram atendidas. A assessoria da Seplag também foi procurada e não respondeu as ligações.
NÚMEROS
19,3 bilhões de reais foi o valor registrado da receita do estado
SERVIÇO
Confira o demonstrativo de contas no Tribunal de Contas do Estado
Conteúdo do jornal O Povo
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SUBMUNDO DAS REDES E DA INTERNET

O senador Aécio Neves teve que encarar uma pergunta direta e para lá de incômoda já no primeiro bloco do programa Roda Viva, da TV Cultura, nesta segunda-feira (2). O jornalista Fernando Barros e Silva, da revista Piauí, quis saber sobre os boatos de que Aécio seria usuário de cocaína.
"Não dá para dar vazão ao submundo das redes e da internet", respondeu Aécio. "Ninguém pode disputar com esses adversários", acrescentou, negando que tenha usado a droga.
O jornalista lembrou um brado de torcedores mineiros em jogo do Brasil contra a Argentina, comparando Aécio a Diego Maradona, cuja trajetória foi marcada pela dependência em cocaína.
"Tenho vida extremamente honrada; vamos conversar sobre aquilo que interessa aos brasileiros", defendeu-se Aécio. "Um homem público tem que estar pronto para receber qualquer denúncia; infâmia e calúnia não devem merecer qualquer tempo meu."
Conteúdo do Brasil Post
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INSANA

A vereadora Mirian Reis (PHS) disse durante a sessão desta terça-feira (27) que a inclusão da Parada do Orgulho Gay e da Consciência Homossexual no calendário oficial do município, vai proliferar o homossexualismo e as doenças em Boa Vista.
O projeto já foi aprovado, mas receberia, nesta terça, mais uma votação, o que não foi possível, já que apenas dez dos 21 vereadores compareceram à Casa.
"Eu acredito que o projeto vai ser arquivado, porque o nosso Deus vai nos dar autonomia, vai nos dar autoridade, capacidade e sabedoria para mostrar a eles que esse dia só vai fazer proliferar o homossexualismo na face da terra e em Boa Vista. Não é isso que nos queremos, porque o homossexualismo vai trazer doenças, infelicidade para as famílias, dores, tristeza, angústia", afirmou a vereadora.
Mirian ainda disse que é contra adoção de casais do mesmo sexo. "Nós jamais poderemos aceitar filhos sendo criados por dois homens ou por duas mulheres. Isso é contra a palavra de Deus", disse ela, que entregou um abaixo assinado com 600 assinaturas de pessoas que são contra a inclusão da data no calendário da cidade.
Sebastião Diniz, presidente da Associação Roraimense pela Diversidade Sexual, registrou um B.O. contra a vereadora. Registrei um Boletim de Ocorrência contra a Mirian Reis e mais dois vereadores que nos ofenderam durante a sessão. Também procurarei a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Roraima, porque eu acredito que esses políticos não estão defendendo os interesses do povo, mas apenas os ideais dos evangélicos", argumentou.
Conteúdo Mundo Mais
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PRISÃO PREVENTIVA

O ex-vice-governador e empresário Paulo Octávio foi preso na noite desta segunda-feira (2) por suposto envolvimento em um esquema de pagamento de propina para liberação de alvarás. A prisão preventiva ocorreu por volta das 21h30 e ele foi levado para a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Deco).
O Grupo de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do DF (Gaeco) e promotores criminais de Taguatinga cumpriram o mandado de prisão expedido pelo juiz Wagno Antônio de Sousa, da 2 Vara Criminal de Taguatinga.
Paulo Octávio foi denunciado por corrupção ativa e falsidade ideológica em documento público. As investigações começaram no ano passado, com a deflagração da Operação Átrio. Em novembro de 2013, os então administradores regionais de Taguatinga, Carlos Jales, e de Águas Claras, Carlos Sidney, foram presos pela acusação de receberem propina em troca da liberação de alvarás de funcionamento para construções que não atendiam às exigências legais.
Um dos empreendimentos investigados foi o shopping JK, em Ceilândia, erguido pelas organizações Paulo Octávio. O ex-governador responde por falsidade ideológica porque, segundo o MP, sua empresa teria apresentado uma planta com vagas fictícias de estacionamento.
Conteúdo do Correio Braziliense
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PROJETO PROIBIR

A Câmara analisa o Projeto de Lei 7299/14, do deputado Vicentinho (PT-SP), que proíbe os órgãos públicos federais estaduais e municipais de adquirirem publicações gráficas estrangeiras.
“O poder público não deve favorecer o mercado externo em detrimento das produções nacionais”, argumenta o deputado. Pelo texto, os órgãos públicos poderão adquirir apenas as publicações “de natureza especial sem similaridade com produtos fabricados no País”.
“A necessidade de crescimento da economia nacional obriga-nos a voltar as atenções aos produtos produzidos internamente”, complementa Vicentinho.
Tramitação
De caráter conclusivo, a proposta será analisada pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Da Agência Câmara
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segunda-feira, 2 de junho de 2014

PUTA DAY

Hoje é dia de parabenizar todas as profissionais do sexo; 2 de junho é Dia Internacional da Prostituta, atividade mais antiga do mundo. A data remonta ao ano de 1975, onde prostitutas francesas se reuniram na busca pelo direito à não-marginalização por parte do Estado.
Em 2007, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) vetou o projeto de Lei do deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) que legalizava o trabalho das prostitutas, dando-as carteira de trabalho assinada.
Atualmente, projeto semelhante apresentado por Gabeira tramita na Casa, de autoria do deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), o Projeto de Lei 4211/2012, batizado pelo parlamentar de projeto Gabriela Leite tem como objetivo regulamentar as atividades das profissionais do sexo.
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O NOBRE DEPUTADO

A política é movida a dinheiro e poder. Dinheiro compra poder, e poder é uma ferramenta poderosa para se obter dinheiro. É disso que se trata as eleições: o poder arrecada o dinheiro que vai alçar os candidatos ao poder.
Saiba que você não faz diferença alguma quando aperta o botão verde da urna eletrônica para apoiar aquele candidato oposicionista que, quem sabe, possa virar o jogo.
No Brasil, não importa o Estado, a única coisa que vira o jogo é uma avalanche de dinheiro. O jogo é comprado, vence quem paga mais. Sempre foi assim e sempre será, pois os novatos que ingressam com ilusões de mudança são cooptados ou cuspidos pelo sistema.
Sinopse do livro.
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O PRIMEIRO NEGRO DO STF

Se a chegada de um negro à presidência do Supremo Tribunal Federal foi motivo de celebração em 2012, quando Joaquim Barbosa assumiu o cargo, a ascendência negra do primeiro ministro era tabu. O mineiro Pedro Lessa é apontado como o primeiro negro do STF, onde ficou de 1907 a 1921, quando morreu.
O segundo foi Hermenegildo de Barros, ministro de 1917 a 1931. Barbosa, que na semana passada anunciou que vai se aposentar em junho, foi o terceiro a ser ministro, mas o primeiro a virar presidente.
A Folha teve acesso a um baú de cartas de Lessa, sob a guarda da bisneta Lúcia Lessa, 72. Os documentos, inéditos, serão doados à Fundação Casa de Rui Barbosa. Rui Barbosa, que foi seu amigo e o chamava de o "juiz mais completo", enviou telegrama à família na ocasião de sua morte, em 1921. O rascunho da resposta dos parentes estava mantido até hoje em segredo.
Coube ao genro Francisco Solano enviá-la: "Das manifestações que temos recebido, nenhuma nos tocou tão fundo o coração como as palavras de Vossa Excelência, nenhuma honrou mais, nem tanto, a memória do meu sogro".
Há ainda correspondências do Barão do Rio Branco, do romancista Coelho Neto, fundador da cadeira 2 da Academia Brasileira de Letras, do jurista e também imortal Clóvis Beviláqua, de Amadeu Amaral (também da ABL) e do ex-deputado Plínio Barreto.
Nos papéis não há menção à ascendência negra de Lessa, e era proibido falar do assunto na própria família.
O ex-presidente Epitácio Pessoa debochava dos traços negros de Lessa, a quem acusou certa vez de "falar grosso para disfarçar a ignorância com o mesmo desastrado ardil com que raspa a cabeça para dissimular a carapinha".
Só na adolescência suas bisnetas souberam algo a respeito da cor do bisavô. "Uma vez minha irmã perguntou à minha mãe se ele era negro. Minha mãe tentou desconversar. Só com o tempo fomos entendendo isso", conta Lúcia.
No livro "História do Supremo Tribunal Federal", Lessa é descrito pela historiadora Leda Boechat como o primeiro de pele negra a assumir uma cadeira: era, disse ela, um "mulato claro". A questão da cor o levava, mesmo que inconscientemente, a ser ríspido com os colegas.
Em 6 de setembro de 1910, Lessa foi recebido como membro da Academia. Um dia depois, recebeu bilhete de Coelho Neto lamentando ter perdido a posse. Saudou o "formosíssimo discurso" de Lessa, mas confessou que um desarranjo intestinal o "fez perder a admirável festa de seu triumpho": "Foi pena".
A passagem de Lessa pela Academia teve um momento histórico, o famoso discurso de recepção a Alfredo Pujol, em 1919. O poeta Roberto Moreira então enviou-lhe uma carta: "A parte relativa ao Pujol é viva, espirituosa, comovente e justa, nosso amigo teve o elogio que merecia".
RAIO-X
Pedro Lessa (1859-1921)
Nomeado, em outubro de 1907, ministro do Supremo Tribunal Federal. Tomou posse em 20 de novembro seguinte.
Foi membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e da Academia Brasileira de Letras.
Conteúdo da Folha de S.Paulo -  Leandro Colon
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domingo, 1 de junho de 2014

SALIM ESPONJA CALÇA ROUBADA

Charge do Aroeira

O deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), anunciou apoio à candidatura de Alexandre Padilha (PT) ao governo de São Paulo e não poupou elogios à presidente Dilma, disse que ela será eleita no primeiro turno.
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QUE PAÍS É ESTE !

Por Joaquim Cunha, via Facebook
Olá amigos, o que está acontecendo com a nação brasileira? Onde estão nossa alegria, autoestima, nossa forma ímpar de ser? Nem mesmo as proximidades de um evento que todos gostamos e somos conhecidos mundialmente por isto, como a copa, tem sido comemorado, como aliás, várias outras datas tão significativas e marcantes no calendário anual, estão sendo festejadas como alguns tempos atrás, com amigos, familiares... O que está havendo? Por que tanta ansiedade, angústia, e até mesmo intolerâncias?
A família já não constitui uma célula solidária e fraterna, a sociedade já não pensa e age pelo bem comum, o individualismo vem predominando em detrimento do tão importante sentimento coletivo, os homens Públicos, na sua maioria, já não representam e lutam pelas questões da sociedade, mas apenas por interesses pessoais ou segmentos que lhes interessam, de forma pequena e mesquinha, mesmo quando seus posicionamentos vão de encontro aos desejos e bem da população!
A violência cresce assustadoramente, os serviços Públicos perdem suas qualidades e eficiências, ao ponto de serem desumanos! As instituições nacionais estão sendo vítima de interferências indevidas, que desestimulam os profissionais que se impõem pelas convicções e agem de conformidade com as leis! O personalismo desqualificado, tem tomado o lugar do impessoal competente e capaz! Onde vamos chegar com tudo isto?
Reclamam das manifestações legítimas e tentam desvirtuá-las com argumentos pífios! se esquecem que o exagero, é uma verdade que perdeu a sua calma, e por isto assistimos tantas intolerâncias, fruto de paciências: esgotadas, sem esperança e perspectivas positivas.
O Brasil precisa de rumos e sair da mesmice! A nação carece de dignidade e cidadania! As pessoas precisam ser mais solidárias e fraternas! Que os detentores de poder cumpram seus verdadeiros papeis e representem com fidelidade, a confiança e anseios dos que lhe proporcionaram os respectivos mandatos!
Devolvam nossa esperança e alegria! Afinal somos todos Brasileiros e amantes desta terra! Não seja aval do que não corresponde com interesses coletivos! Depende nós! Que Deus nos proteja! O POVO VENCERÁ! Um abraço, Joaquim Cunha.
Joaquim Cunha, ex-prefeito de Gavião (BA) – Foi Presidente da Associação de Prefeitos da Região nordeste e Vice-Presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB).
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O QUE A HISTÓRIA RESERVA AO BRASIL ?

Por Caio Rocha, professor de História, via Facebook
O Brasil da segunda década do século XXI testemunha uma severa crise de confiança popular na representatividade do corpo político nacional. As agremiações partidárias ainda não foram capazes de converterem as insatisfações que ecoam nas ruas em reformas estruturais profundas do Estado, visando não apenas otimizar o desenvolvimento das forças produtivas, mas sobretudo prover a sociedade de eficientes serviços públicos.
A redefinição de suas competências obrigatoriamente perpassa por uma mudança na cultura política, tendo em vista que se constatou uma elevação das condições materiais de parcelas consideráveis da sociedade nos últimos 12 anos e isto contribuiu para o "despertar" do ser político individual que durante séculos adormecia no brasileiro.
A sociedade não suporta mais pagar tanto imposto para que este sirva a enriquecer quem se serve do poder. A democratização tecnológica e o fenômeno das redes sociais como o facebook amplificaram as problemáticas da realidade.
O inconformismo está na diferença entre o que o governo arrecada em âmbito tributário e o que oferece em benefícios. Aos poucos, as pessoas vão deixando de lado seu indiferentismo político e passam a se verem como protagonistas de um processo de transformação em andamento.
Pela primeira vez na história, os gestores públicos estão sendo demandados com firmeza e estes, como era de se supor, relutam em abandonarem as velhas práticas habituais, na convicção plena de que brasileiro tem memória curta. Se permanecerem inertes à opinião das ruas, a tendência será a de um caos institucional com consequências imprevisíveis, mas certamente catastróficas.
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