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quinta-feira, 31 de julho de 2014

VISÃO PRECONCEITUOSA

RIO — O candidato ao governo do Rio Marcelo Crivella (PRB) disse, durante entrevista à TV Band na madrugada desta terça-feira, que “se deixar a população da Baixada, das regiões periféricas, vivendo na miséria, essas pessoas migram para vir roubar na capital onde tem a maior riqueza”.
Para Tião Santos, coordenador das entidades de promoção da inclusão social Viva Rio e Fórum Grita Baixada, a fala do senador foi “extremamente preconceituosa”. Santos refuta a ideia de que a violência está relacionada à pobreza.
— O grau de preconceito dessa fala é inadmissível nos dias de hoje. Se o problema da violência fosse os pobres, as favelas viveriam um verdadeiro inferno, o que não acontece. Acho que o Crivella foi infeliz na frase. Seria melhor se ele falasse no positivo, que, para acabar com a miséria na Baixada, teria de investir no social, em políticas públicas. Foi uma fala extremamente preconceituosa — afirmou Santos.
Em resposta, Marcelo Crivella declarou que, na verdade, quis dizer que defende investimentos igualitários na capital e na Baixada Fluminense.
Sobre as Unidades de Polícia Pacificadora, Crivella afirmou que manterá o programa de Segurança Pública, sem deixar de dizer, no entanto, que o modelo atual da UPP traz insegurança ao policial.
— Uma coisa é o sujeito vender cocaína e outra é ele vender a droga e querer ser dono do morro. Precisamos fazer com que essa política (da UPP) não fique só na Zona Sul. Ela tem que ir para o resto do Rio. Nós vamos precisar aumentar o efetivo da polícia. Esse resultado que está aí hoje está trazendo uma insegurança muito grande para o policial. Eu conversei com alguns alunos que vão se formar no final do ano e muitos deles não querem ir para a UPP. Eles não querem porque o risco de ir para uma UPP é muito grande, as instalações são ruins.
O candidato abriu a entrevista dizendo que, se eleito, a primeira ação que faria, seria “dar fim” à fila de 12 mil pessoas que estão esperando por cirurgias de baixa complexidade, como hérnia e pedra na vesícula. Segundo o candidato, o projeto seria viabilizado por meio de um mutirão, mas ainda não sabe como vai fazer. Disse poder dar mais detalhes quando tiver os dados do orçamento.
— Eu tenho que fazer convênio com a iniciativa privada, pedir recursos ao Governo Federal, com os municípios. Eu não sei como vou fazer ainda exatamente. Vou saber quando tiver os dados do orçamento.
CRÍTICAS A GAROTINHO
Durante a entrevista, Marcelo Crivella criticou seu adversário político Anthony Garotinho, com quem divide o primeiro lugar nas intenções de voto. Ao ser perguntado sobre o projeto de lei de sua autoria que classificava como terrorismo as manifestações que ocorreriam durante a Copa do Mundo e que também alterava direito a greve, o senador disse que o projeto foi mal interpretado por causa de campanha de Garotinho.
— O governador Garotinho através da internet, e também através do jornal O Povo, que fazia campanha favorável a ele antes da eleição — fato que gerou muita multa, o governador tem um milhão de multas por ter feito campanha antes da hora —, é que deram (sic) esse enfoque. Meu projeto não falava de manifestações, e sim de terrorismo — justificou.
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sexta-feira, 25 de julho de 2014

LEMBRANDO PEDRO LAVANDEIRA

Como escreveu recentemente o poeta e jornalista Silveria Rocha, Pedro Lavandeira foi de uma política só, de um partido só. Pedro Lavandeira amigo fiel e compadre de Zé Prado, sempre esteve ao lado de Zé em suas campanhas, empunhando a bandeira branca.
Quem vê essa imagem do amigo Pedro Lavandeira, não tem como não voltar no tempo e reviver grandes campanhas políticas de nossa princesa do Norte. Pedro foi de uma política só, de um partido só, de um amigo só, o seu compadre José Parente Prado, de quem ele empunhara a bandeira branca desde quando o Zé iniciou sua trajetória política.
Via blog Sobral em Tribuna de Silveira Rocha, veja algumas frases do poeta Pedro, inseridas nas músicas que ele compôs:
"Vai, vai, vai, vai, ninguém segura não. O prefeito é o José Prado, ganha disparado nessas eleições".
(Primeira composição de Pedro, inspirada pelo próprio Zé Prado).
"Quem corre cansa, quem anda alcança, não vou de carro, pode virar"
(campanha de José Prado contra Carlos Alberto Arruda).
"Mas eu não sou de exigir muito, vista a roupa que quiser, mas doutor faça favor, de entregar a quem lhe entregou, entregue a Zé o que é de Zé".  (crítica a Dr. José Euclides).
"O verde que pintou no comício a vaca lambeu; o verde quis voltar novamente, a vaca comeu". (campanha Zé Prado contra Padre Zé").
"Ele ai, gosta de taxa e de imposto, até cachorro paga R$ 10 pra se soltar. Perdeu o rumo e agora vai tomando a reta, sonhando com bicicleta e carroça pra emplacar". (crítica a Cid Gomes).
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domingo, 20 de julho de 2014

80 ANOS SEM PADRE CÍCERO

Cícero Romão Batista nasceu no Crato, 24 de março de 1844 e faleceu em Juazeiro do Norte, 20 de julho de 1934. Carismático, Padre Cícero ou “Padim Ciço”, obteve grande prestígio e influência sobre a vida social, política e religiosa do Ceará e da Região Nordeste do Brasil.
Padre Cícero, foi o primeiro prefeito de Juazeiro do Norte, em 1911, quando o povoado foi elevado a cidade. Voltou ao poder, em 1914, quando o governador Marcos Rabelo foi deposto. No final da década de 1920, o Padre Cícero começou a perder a sua força política, que praticamente acabou depois da Revolução de 1930. Seu prestígio como santo milagreiro, porém, aumentaria cada vez mais.
Em 1° de novembro de 1969 no alto do Horto, em Juazeiro do Norte foi erguido uma estátua ( a terceira maior do mundo) em homenagem ao Padre Cícero Romão Batista. Em 22 de março de 2001 “Padim Ciço” foi eleito o cearense do século.
A trajetória religiosa e política de Padre Cícero é detalhada na excelente biografia Padre Cícero: poder, fé e guerra no sertão, do jornalista e escritor Lira Neto. A obra é primorosa, resultado de intenso trabalho de dez anos de pesquisa, baseada em documentos raros e inéditos tornam a biografia a mais completa obra sobre a vida do mais amado e controvertido religioso que o Brasil já teve, Padre Cícero, para os romeiros e fiéis, o “Padim Ciço”.
Clique aqui e ouça a música Viva meu Padim, composta pelo Rei do Baião, Luiz Gonzaga e João Silva para homenagear Padre Cícero. A canção tem a participação especial de Benito di Paula.
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domingo, 13 de julho de 2014

CAMPANHA NAS REDES

A campanha eleitoral ainda não está nas ruas, mas nas redes sociais  já começou há muito tempo. Partidários e simpatizantes políticos já travam uma guerra virtual que, pelos ataques atrozes, promete ser a mais suja dos últimos anos. 


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sexta-feira, 11 de julho de 2014

ZÉ PRADO, 82 ANOS

Em 11 de julho de 1932, nasce em Sobral (CE), José Parente Prado, filho do ex-prefeito de Sobral Jerônimo Medeiros Prado e Francisquinha Gomes Parente Prado. Em continuidade aos passos do pai, Zé Prado ingressa na política em 1972.
Eleito prefeito de Sobral por duas vezes, deputado estadual por três legislaturas. Casado com dona Maria do Socorro Barroso Prado; tiveram três filhos: Ricardo Prado, Marco Prado e José Inácio.
Zé Prado torna-se um dos políticos mais respeitado e admirado em Sobral - zona norte – e no Estado do Ceará. Sempre empenhado no bem-estar do povo sobralense e do Ceará respeitou o rico e esteve sempre em defesa do pobre.
Com jeito simples, amigo e companheiro de fazer política, ele cativou até adversários, que se rendiam a um abraço do “Zé dos Pobres”, como era conhecido pela população sobralense.
José Parente Prado faleceu em 26 de maio de 1999, vítima de infarto, no Hospital Dr. Estevão, em Sobral (CE). Deixou esposa, filhos, o Pai (faleceu em 2003), irmãs, netos, parentes e amigos!
Saudade do “Zé dos Pobres”!
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quinta-feira, 10 de julho de 2014

DILMA METALEIRA

Para surpresa de alguns interlocutores, a presidente Dilma Rousseff já manifestou em conversas reservadas simpatia pela banda de heavy metal Black Sabbath, formada do final dos anos 60 e cujo integrante mais conhecido é o vocalista Ozzy Osbourne.
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quarta-feira, 9 de julho de 2014

REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA, 82 ANOS

A Revolução Constitucionalista de 1932 completa 82 anos hoje. É o maior feriado cívico do Estado de São Paulo, onde os paulistas homenageiam os combatentes da Revolução Constitucionalista de 1932, que ficou conhecida como Guerra Paulista.
Com o rompimento da chamada “política do café com leite”, em 1929, entres os Estados de Minas Gerais e São Paulo, desencadeou a Revolução de 1932.
Em reação ao fim da política do café com leite, os estados de Minas Gerais, Paraíba e Rio Grande do Sul lideraram o movimentou que culminou no Golpe de 1930.
Os paulistas saíram derrotados do embate, mas não se pode dizer que foi em vão; em 1934 sob pressão social o governo de Getúlio Vargas criou uma nova Constituição Federal.
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terça-feira, 8 de julho de 2014

MORRE PLÍNIO DE ARRUDA SAMPAIO

Plínio de Arruda Sampaio, ex-deputado federal e candidato à Presidência pelo Psol em 2010, morreu nesta terça-feira, em São Paulo, aos 83 anos de idade. Plínio, conhecido também por fundar do Correio da Cidadania, estava internado havia mais de um mês no Hospital Sírio-Libanês, para tratamento de um câncer ósseo, e faleceu em decorrência de falência de múltiplos órgãos e sistemas.
Em nota oficial, o Psol lamentou o passar de um de seus principais nomes. "O Psol e o país perderam um grande protagonista da história recente e da luta pela justiça social e pela democracia no Brasil."
Graduado em Direito e promotor público, Plínio iniciou sua carreira política como deputado nos anos 1960, quando foi relator do projeto de reforma agrária de João Goulart. Teve seu mandato cassado em 9 de abril de 1964, às vésepras do golpe militar. Retornou ao país na década de 70 e participou da fundação do PT, do qual saiu em 2005. No mesmo ano, filiou-se ao Psol, pelo qual concorreu ao governo de São Paulo, em 2006, e à Presidência da República, em 2010.
"O PSOL se solidariza com os familiares de Plínio e ressalta que sentirá a ausência de um dos maiores lutadores socialistas e colaboradores do partido. Certamente, continuaremos levando adiante os ideais por justiça social, defendidos incansavelmente por ele”, ressalta o presidente nacional do PSOL, Luiz Araújo.
"Estamos muito tristes com a notícia da perda de um símbolo histórico da esquerda brasileira", lamentou Luciana Genro, candidata do Psol à Presidência.
Plínio de Arruda Sampaio, nascido em São Paulo em 1930, era casado com Marietta Ribeiro de Azevedo. O velório está marcado para começar às 8h dessa quarta-feira. Às 11h, será celebrada uma missa, na Capela dos Dominicanos. O local do sepultamento, que deve ocorrer às 15h, ainda não foi informado.
Informações do Terra.
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segunda-feira, 7 de julho de 2014

É DOCE MAS NÃO É MOLE

Em 2013, a Prefeitura de Juazeiro do Norte (CE) comprou 150 quilos de rapadura por R$ 5,19 o quilo. No mercado local, o produto sai por R$ 1,50 o quilo. A prefeitura nega que tenha pagado a mais pelas rapaduras.
Da coluna Felipe Patury
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domingo, 6 de julho de 2014

HADDAD SOZINHO EM CAMPO

Longe de entregar suas promessas de campanha, o político enfrenta baixa popularidade, isolamento no partido e resistência dos vereadores
Ao assumir a principal cadeira do Edifício Matarazzo, em janeiro de 2013, Fernando Haddad frustrou a maior sanha dos vereadores: indicar subprefeitos. Aos poucos, acabou cedendo a pressões para a indicação de chefes de gabinete e de ocupantes de outros cargos, mas não dava brecha nas nomeações para as vagas mais cobiçadas. Nos últimos tempos, esse muro caiu. Sob forte pressão dos parlamentares famintos de influência em órgãos recheados de poder e bons contratos, trocou, desde maio, doze desses chefes. Entre outros recompensados, Antonio Goulart (PSD) emplacou o titular da Vila Mariana, Orlando Silva (PCdoB), o do Jabaquara, Arselino Tatto (PT) e Milton Leite (DEM), o do M’Boi Mirim.
Dar um passo para trás foi crucial na governabilidade do petista, que viu sua base rachar na Câmara, está escanteado por boa parte do PT, tem problemas sérios de orçamento e recebeu, na última semana, mais um golpe. Pesquisa do Instituto Datafolha divulgada na segunda (30) manteve praticamente inalterado seu baixo índice de aprovação popular, o que representou uma péssima notícia para Haddad. Após um ano e meio de mandato, apenas 17% dos paulistanos consideram sua gestão boa ou ótima. Na comparação do mesmoperíodo com prefeitos das últimas três décadas, onúmero só é superior ao de Jânio Quadros (1986-1988), com 9%, e ao de Celso Pitta (1997-2000),com 11%.
Haddad bem que tentou minimizar a história.“Todo governo de mudança passa por isso. É preciso esperar um pouco até que as pessoas asimilem uma nova cultura”, afirmou. Nos bastidores, sua reação é dúbia. Se tem tomado providências para manter algum diálogo com vereadores, ele tenta não demonstrar grande apego ao cargo — costuma dizer aos aliados que o importante é implantar as medidas necessárias para a cidade. Ao mesmo tempo, põe na ponta do lápis a conta da reeleição: se elevar a aprovação de 17% para 25% ao fim do mandato e conquistar um terço dos que o consideram regular (44%), teria fôlego para continuar na poltrona. Para isso ser possível, porém, avalia que precisa de empenho de Dilma Rousseff. Por questões políticas, a presidente pediu ao Senado que travasse um projeto de lei que aliviaria muito a sufocante dívida do município.
Com o ex-presidente Lula, a relação é melhor: os dois se falam sempre e almoçam uma vez por semana. Enquanto continua bem na foto com o padrinho político, está desgastado com o restante do PT. Internamente, é acusado de agir contra os interesses do partido, ao ter criado, por exemplo, a Controladoria-Geral do Município, cujas investigações da máfia do ISS culminaram na saída do secretário de Governo, Antonio Donato, após um dos denunciados ter declarado que pagava mesada a ele para manter o esquema. Donato pediu afastamento jurando inocência e reclamando da falta de uma defesa enfática por parte do chefe. Esse clima, somado à impopularidade, fará com que Haddad tenha participação discreta na campanha de Alexandre Padilha para o governo estadual. O partido elegeu não a ele, mas a senadora Marta Suplicy para circular com o candidato ao redor da capital.
Para piorar, a relação com o também petista José Américo, presidente da Câmara dos Vereadores, não é das melhores. Nos bastidores, ele costuma criticar o prefeito e um de seus nomes mais próximos, o secretário de Comunicação, Nunzio Briguglio, a quem chama de “Nunzio Bagulho”, pela dificuldade em ter seus pleitos atendidos. Uma das últimas desavenças envolveu a recusa dos quinze convites para a abertura da Copa do Mundo, no Itaquerão, enviados pela administração. Américo queria embarcar todos os membros do plenário no evento. O pior estaria por vir. Haddad avaliou que não houve empenho do suposto aliado na aprovação na Câmara de um feriado em 23 de junho, planejado para evitar o caos nos congestionamentos nesse dia: a metrópole receberia Holanda x Chile e o Brasil enfrentaria Camarões em Brasília. Não ficou barato. Uma propaganda de rádio criada pela equipe de Haddad cravava: “A Prefeitura de São Paulo está buscando alternativas para minimizar os problemas de trânsito (...), uma vez que a Câmara Municipal não aprovou o feriado para esse dia”. Américo ligou furioso e, após dois dias no ar, a peça teve a provocação suprimida — segundo a Secretaria de Comunicação, a mudança do conteúdo estava planejada desde o princípio.
Em março, o prefeito havia revoltado os vereadores ao subir em carro de som do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) e incitar os militantes apressionar os políticos para a votação do Plano Diretor, o conjunto de diretrizes de longo prazo do desenvolvimento da cidade (veja o quadro abaixo).
Em paralelo, o tom sereno do prefeito tem mudado desde a derrocada da popularidade. Em um gesto considerado como de desespero pelos opositores, teria feito acenos amigáveis a alguns deles. “Ele me chamou há algumas semanas em sua sala durante um evento e propôs uma trégua”, relata o tucano Floriano Pesaro. Segundo a assessoria de Haddad, o encontro ocorreu, mas por motivação diferente. De acordo com essa versão, o prefeito apenas pediu que questões de Estado, como a votação do Plano Diretor, não fossem partidarizadas (o pedido não foi atendido, na visão dos governistas).
Com dois anos e meio pela frente, enquanto espera que a negociação da dívida alivie seus problemas de caixa e tenta implantar seu programa de governo, o gestor deve lançar mão de projetos com baixo custo de implantação e boa repercussão na classe média. O próximo da série, que Haddad estuda ao lado do secretário Fernando de Mello Franco, de Desenvolvimento Urbano, é uma reformulação do coração da Vila Madalena. Pelo estudo, ruas como a Aspicuelta, cheias de bares, poderiam ser fechadas para o trânsito, ao menos nos fins desemana, e receberiam uma série de parklets, pracinhas que ocupam o lugar de carros na via, com bancos e vagas de bicicleta. Sem uma grande virada, porém, o jogo do prefeito continua duro.“Os serviços precisam melhorar muito, o que é difícil, porque São Paulo é problemática”, diz o cientista político Rubens Figueiredo, do Centro de Pesquisa, Análise e Comunicação. “Não lembro de um prefeito ter começado mal e depois se recuperado.”
AS RAZÕES DO MAU HUMOR
A quebra de expectativa em relação às promessas de campanha e os frequentes dias de caos na cidade entram na conta da impopularidade
A campanha de Fernando Haddad à prefeitura, em 2012, insistiu na tese de que a proximidade política com a presidente Dilma Rousseff, também do PT, ajudaria a atrair recursos federais. Com eles, seria possível implanta rsua principal bandeira eleitoral, o Arco do Futuro, uma reforma urbana com a construção de novos eixos viários e moradias populares. Um ano e meio após a posse, o prefeito não conseguiu renegociar a dívida com a União e enfrenta dificuldades para viabilizar o maior projeto de sua agenda política. “Ele passou a impressão de que realizaria bem mais nesse período”, diz o cientista político Rubens Figueiredo, diretor do Centro de Pesquisa, Análise e Comunicação.“Para se recuperar até o fim do mandato, será necessário criar algo simbólico de grande apelo, como foi o Cidade Limpa para o Gilberto Kassab”, completa. Somem-se a essa expectativa frustrada os dias de caos ocorridos de um ano para cá, ora por manifestações, ora por greves, e o endêmico problema do trânsito. Sua solução para o problema de mobilidade, a proliferação recorde de faixas exclusivas de ônibus (338 quilômetros desde o início do mandato), ainda não é unanimidade entre a população. Confira a seguir os detalhes desses e de outros motivo sque colaboraram para a baixa aprovação do atual prefeito.
O frustrado reajuste do IPTU
Ainda que a tentativa de aumento do imposto predial e territorial urbano (IPTU) em até 20% para os imóveis residenciais e 35% para os comerciais tenha sido barrada em dezembro pela Justiça após ação movida pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o episódio deixou marcas negativas na administração. Nessa época, opositores políticos tentaram disseminar o pejorativo apelido de “Malddad” para estigmatizar o prefeito. “Era um reajuste considerável e, caso tivesse sido aprovado, iria ferir mais a classe média e o segmento produtivo”, afirma o professor Rui Tavares Maluf, da Fundação Escolade Sociologia e Política de São Paulo.“Causou a sensação de que, para viabilizar algumas das promessas eleitorais, seria preciso atacar o dinheiro do contribuinte”, completa.
As recentes greves e protestos de classe
Entre maio e junho, a capital sediou uma série de protestos de entidades de classe, como o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), agreve dos professores municipais e a paralisação de motoristas de ônibus e de empregados do Metrô. Em alguns dias específicos, quando os serviços funcionaram mais precariamente, a metrópole viveu horas de desordem absoluta, com estações e terminais abarrotados e trânsito recorde. “Nem todas aquelas greves podem ser debitadas na conta do município, como a do metrô, porexemplo, que é da esfera estadual”, explica o cientista político Rubens Figueiredo. “Mas, sempre que há caos, a população tende a achar quea cidade está sem comando, e isso repercute diretamente na figura do prefeito”, afirma.
Trânsito e faixas exclusivas de ônibus
A pesquisa do Datafolha traz números contraditórios sobre o assunto. Mais paulistanos sentiram uma melhora no tráfego após a ampliação das faixas de ônibus: 64% contra 55% em setembro. Mas o apoio ao programa diminuiu de 88% para 84%, ao mesmo tempo em que aumentou o número de entrevistados que acham o trânsito ruim ou péssimo: eram 74% e hoje são 81%. A análise é que boa parte da população é a favor da prioridade ao transporte público, mas o consequente transtorno para os automóveis particulares (que têm menos espaço para circular) causou irritação. Entre 2013 e 2014, a média de lentidão na cidade caiu no pico da tarde, de 140 para 136 quilômetros, mas subiu bastante no da manhã, de 83 para 100 quilômetros. Muitos criticam também a subutilização dos corredores. “A impressão é que ele quer tornar insuportável a vida de quem anda de carro”, diz o professor Edison Nunes, do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas da USP.
As manifestações de junho de 2013
Ao anunciar um reajuste de 20 centavos no preço das passagens de ônibus (de 3 para 3,20 reais) em junho do ano passado, Haddad encarou uma onda de protestos organizados pelo Movimento Passe Livre. “Sua intenção era até razoável, mas a maneira como ele lidou com a questão foi errada”, diz o professor Rui Tavares Maluf. “Insistiu muito que essa era a única forma de manter o sistema viável e depois recuou. A postura foi pior do que um aumento abusivo. ”A princípio centradas na tarifa, as manifestações evoluíram para demandas mais amplas, como a exigência de melhorias na saúde e na educação. Seis meses após a posse, o episódio derreteu a imagem do prefeito. Àquela altura, sua aprovação era boa para um início de mandato, 34%. Poucos dias depois, havia despencado para 18%, patamar que se mantém quase idêntico até hoje.
Arco do Futuro
O plano de revitalização urbana, para levar“ emprego onde tem moradia e moradia onde tem emprego”, foi o carro-chefe da campanha eleitoral. Um de seus pontos centrais previa a construção de duas vias de apoio à Marginal Tietê, ao norte e ao sul. Mas, em agosto, a secretária de Planejamento, Leda Paulani, anunciou que as obras não seriam mais realizadas por falta de recursos. “Ainda que o projeto não tenha sido totalmente abandonado, vendeu-se algo que não se confirmou”, diz o professor Rui Tavares Maluf.
Negociação da dívida
Em 2013, a cidade pagou 2,5 bilhões de reais de dívidas com a União. Ainda assim, o saldo devedor passou de 53 bilhões para 61 bilhões de reais desde que Haddad assumiu, por juros. O prefeito confiava na proximidade com Dilma Rousseff para renegociar a correção, calculada pela variação de um índice de preços, mais taxa de 9%. A princípio, a presidente demonstrou que apoiaria a alteração na lei. Mas, como a apreciação do projeto pelo Senado ficou para 2014, ano eleitoral, pediu para interromper seu andamento. Ela teme ser acusada de favorecer aliados ou rivais políticos.
Da Veja S.Paulo - Por Daniel Bergamasco e Mauricio Xavier [Colaboraram Silas Colombo e João Batista Jr.]
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sábado, 5 de julho de 2014

TRÊS CORONÉIS E UM ESTADO

Da Istoé
Os irmãos Cid, Ciro e Ivo Gomes não se entendiam sobre quem apoiar para governador do Ceará. Ocorreu a convenção do PROS e eles só definiram o candidato ao governo, o petista Camilo Santana, preferido de Cid. A escolha desagradou Ciro e Ivo.
Para voltar a reinar a paz, o governador cearense resgatou a história dos coronéis que, em 1982, dividiram o Estado por três. Deu ao irmão Ivo o direito de indicar a vaga de vice-governador, a ex-secretária de Educação Izolda Cela, e ao irmão Ciro, o candidato ao Senado, Mauro Benevides Filho.
Com essa arrumação acabou sobrando para o senador Inácio Arruda (PCdoB), que nem sequer disputará a reeleição, encerrando sua carreira política.
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SOBRAL, 241 ANOS

A minha querida terra natal, cidade de Sobral, situada na região norte do Ceará comemora hoje, 5 de julho, 241 anos. Segundo dados do IBGE (2010), a população sobralense está estimada em 188 mil habitantes. A 240 quilômetros de Fortaleza (capital do estado) é conhecida como a Princesa do Norte.
Um dos monumentos característicos da cidade, o Arco do Triunfo foi construído por iniciativa de Dom José, em 1953, como marco da visita da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima a Sobral.
O blog Sou Chocolate e Não Desisto deseja mil felicidades a Sobral e a todos que, a cada dia contribuem para uma cidade muito melhor. Parabéns Sobral, 241 anos!
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AÍ QUE SAUDADE ME DÁ

Há dois anos Antonio Simão, o maior pradista que conheci partiu e nos deixou órfão da sua amizade, da sua cordialidade e genialidade; ele era assim e muito mais, pois não há palavras que defina esse ser humano que foi Antonio Simão. A falta que você faz é grande, a saudade tem sido constante.

O dia 5 de julho nunca mais foi o mesmo depois daquela tarde de quinta-feira (5), quando recebi a notícia de sua morte. Ir à sua casa sempre foi motivo de alegria. Quem teve a oportunidade de conhecer “Seu Antonio Simão”, conheceu a amizade verdadeira.

Amigo daqueles que se pode contar em todas as horas. Homem de caráter ilibado, pai exemplar, era um sogro excepcional, avô extraordinário e esposo dedicado.

A saudade se torna imensa quando penso que nunca mais irei encontrá-lo, não desfrutarei mais da sua companhia, da amizade sincera, dos momentos que sentávamos na calçada para jogar conversa fora ou conversar principalmente sobre política.

Antonio Simão era perseverante, otimista e não sabia dizer não para ninguém, estava sempre pronto para ajudar. Nele, não se via tristeza, de fácil sorriso, seu semblante transmitia sinceridade. Ele era um guerreiro.

A sua falta é constante, acompanhada de uma tristeza que se faz companhia em todos os momentos que lembro dele. Nunca mais vou encontrá-lo para abraçar, sob à mesa da cozinha, tomar café e apreciar seu vasto conhecimento É uma dor imensurável. Valeu, Antonio Simão!
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quinta-feira, 3 de julho de 2014

ADULTÉRIO

Charge de Aroeira
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quarta-feira, 2 de julho de 2014

O JUMENTO É NOSSO IRMÃO

Por Aliny Gama, do UOL, no Recife
Sem valor comercial, jumentos que são apreendidos nas estradas do Rio Grande do Norte esperam adoção em uma fazenda na região de Apodi (337 km de Natal). O local abriga cerca de 900 animais, que são mantidos pelo poder judiciário no local e custam R$ 1,50 por dia --R$ 40.500,00 por mês.
Os animais estão abrigados na APA (Associação de Proteção aos Animais) de Apodi, que foi fundada em outubro de 2013, após um levantamento do MPE (Ministério Público Estadual), que verificou que a PRF (Polícia Rodoviária Federal) estava com problemas para destinar os animais apreendidos nas estradas por causa da alta demanda de apreensões.
Somente neste ano, foram 666 jumentos apreendidos pela PRF nas estradas da região Oeste do Rio Grande do Norte.
Um levantamento do MPE apontou que entre os anos de 2010 e 2013 ocorreram 100 acidentes na região oeste do RN envolvendo jumentos soltos nas rodovias. Segundo Brito, 60% tiveram vítimas fatais.
Nesta segunda-feira (30), o pedreiro Janivan Deoclécio da Silva, 60, morreu ao se envolver em uma colisão com um jumento que estava solto na BR-405, próximo ao município Taboeiro Grande (378 km de Natal).
"Ninguém apareceu para resgatar nenhum desses 900 animais que estão na APA", disse o promotor de Justiça, Silvio Brito, que defende que o abate de jumentos para o consumo da carne pela população em geral.
Nesta terça-feira (1º), a Câmara dos Deputados faz uma audiência pública para discutir a utilização da carne de jegue nas refeições de alunos da rede pública e detentos do RN.
Tratamento
Na APA, os jumentos são acompanhados por veterinários e alimentados com ração à base de milho e os que estão doentes são tratados com medicamentos e suplementos alimentares.
"Os jumentos estão à espera de adoção, de pessoas que se interessarem em criá-los ou ainda empresários que se quiserem investir no ramo de restaurantes para usarem a carne abatida", disse o promotor.
O médico veterinário Genecleiton Almeida, mestre em segurança alimentar e saúde pública pela Universidade de Lisboa, em Portugal, também defende que a carne de jumento faça parte do cardápio dos brasileiros.
"Não vejo problema técnico no consumo da carne de jumento, desde que esse animal esteja dentro das condições sanitárias e dentro de uma linha de abate específica. O problema é a questão cultural, que as pessoas ainda têm resistência em consumir carne de jumento", disse Almeida.
Abaixo-assinado
O abate de jumentos para consumo humano é questionado por entidades de proteção aos animais.
A ONG DNA (Defesa da Natureza e dos Animais) destacou o risco de extinção caso os jumentos sejam colocados para o abate. Segundo a ONG, os jumentos precisam de 24 meses para procriar e a gestação dura 12 meses.
A Sociedade Vegetariana Brasileira também questiona o abate de jumento. A entidade conseguiu reunir 50.000 assinaturas de pessoas contra o uso da carne de jumento no cardápio dos brasileiros.
"É inadmissível que se adicione ainda mais um tipo de carne ao cardápio do brasileiro, condenando animais de mais uma espécie a sofrer e morrer para atender a interesses dos seres humanos", informou o documento entregue no dia 16 de maio ao procurador-geral de Justiça do RN, Rinaldo Reis.
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CINQUENTA ANOS ESTA NOITE

O recém lançado livro Cinquenta anos esta noite, poderia ser considerado uma autobiografia  fletindo criticamente sobre as origens e os desdobramentos do golpe militar de 1964, o ex-governador de São Paulo José Serra - conhecido pela clareza e assertividade de seus textos - emprega toda sua experiência (e seu espantoso conhecimento) para conceber este que poderia ser considerado um livro de memórias, não se tratasse também de uma análise destinada a trazer, situar e dissecar questões que, 50 anos depois, ainda permanecem na ordem do dia no Brasil. 
Este é um dos lançamentos mais pertinentes à principal efeméride de 2014: os 50 anos do golpe militar de 1964. O livro atrairá grande atenção da imprensa, especialmente por este ser ano eleitoral.
Sinopse
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terça-feira, 1 de julho de 2014

DATAS CURIOSAS

Graças à lei 15.330, aprovada em 2014 em São Paulo, o "Circuito da Queima do Alho" agora faz parte do calendário turístico do Estado. O evento é um tradicional festival gastronômico de comida caipira que ocorre entre os meses de maio e janeiro. O projeto é de autoria do deputado estadual Osvaldo Verginio (PSD-SP).
O calendário oficial do Estado de São Paulo conta agora com o "Dia Estadual do Ovo", data a ser comemorada anualmente na segunda sexta-feira do mês de outubro. O projeto foi apresentado pelo deputado estadual Vitor Sapienza (PPS) em fevereiro e tramitou em regime de urgência. O governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), sancionou a lei em 22 de outubro de 2013.
A cidade de Presidente Prudente (SP) pode se tornar em breve a "Capital do Som Automotivo Profissional". A proposta, do deputado estadual Ed Thomas (PSB-SP), já recebeu pareceres favoráveis. Segundo ele, por ter muitas empresas de alto-falantes e equipamentos o município se tornou "referência para eventos da área de som automotivo"
A lei 15.383/14 incluiu no calendário turístico do Estado de São Paulo o "Desfile de Cavaleiros e Amazonas" em Santo Antônio do Jardim, município de 5.929 habitantes. A lei é de autoria da deputada estadual Célia Leão (PSDB-SP). "O número crescente de participantes a cada edição mostra a relevância do mesmo para a região", afirmou no projeto da lei
O dia 7 de abril é o "Dia do Policial Militar Músico" em todo o Estado de São Paulo. A lei, aprovada em 2013, é de autoria do deputado estadual Edson Ferrarini (PTB-SP). "O policial militar músico é digno de todo o nosso respeito e apreço, pois exerce essa função por amor à música, não deixando de cumprir suas obrigações no policiamento ostensivo", afirmou no projeto do texto.
O município de Franca (SP) tem motivos para comemorar: desde abril de 2014, a "Festa do Calçado de Franca" agora faz parte do calendário turístico do Estado. De autoria do deputado estadual Roberto Engler (PSDB-SP), o texto afirma que "o município de Franca é a maior produtora de calçados do Brasil e da América Latina".
Os amantes do caratê tem um dia a mais para comemorar: 25 de outubro é o "Dia do Okinawa Carate Do", segundo a lei 15.239, aprovada em 2013 no Estado de São Paulo. O autor do projeto, o deputado estadual Hélio Nishimoto (PSDB-SP), afirmou que a lei busca "promover e perpetuar esta nobre arte marcial de Okinawa", no Japão.
Todo 11 de maio o paulistano tem mais um motivo para comemorar: é o Dia Estadual do Reggae. O projeto de lei, de autoria de Regina Gonçalves (PV-SP), foi sancionado pelo governador Geraldo Alckmin. A data coincide com o dia da morte de Bob Marley, maior expoente do gênero. A autora do projeto afirma que a lei é importante porque "muitos artistas brasileiros usam o meio da música para fazer legítimas críticas sociais".
O "Pé na Tábua - Corrida de Calhambeques", evento que se realiza anualmente entre os meses de janeiro e fevereiro, na cidade de Franca, no interior de São Paulo, foi incluído no calendário turístico do Estado. O projeto de lei, do deputado Itamar Borges (PMDB), foi sancionado pelo governador Geraldo Alckmin em 1º de julho de 2014.
Do UOL – arte UOL
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