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sábado, 30 de abril de 2016

ESQUERDA NOSTÁLGICA

Artigo de Cristovam Buarque, O Globo
Durante o regime militar havia uma “esquerda de luta” e uma “esquerda festiva”. A primeira fez parte dos movimentos que levaram à conquista da democracia; a última foi decisiva na realização das revoluções estética e comportamental, que ocorreram naqueles anos. Hoje, estão atuantes uma “esquerda nostálgica”, enquanto uma “esquerda perplexa” tenta sair dos escombros provocados pela queda do Muro de Berlim, pela amplitude da globalização, a profundidade da revolução científica, o poder e a universalização dos novos instrumentos de tecnologia da informação; além de tentar se recuperar do constrangimento com a degradação ética e a incompetência dos últimos governos.
Diferente da “esquerda festiva”, que fez revoluções na estética e nos costumes, a “esquerda nostálgica” não contribui para a transformação estrutural da sociedade e da economia; louva o passado, se agarra ao presente e comemora pequenas conquistas assistenciais. Prisioneira de seus dogmas, com preguiça para pensar o novo, com medo do patrulhamento entre seus membros, viciada em recursos financeiros e empregos públicos, a “esquerda nostálgica” parece não perceber o que acontece ao redor. Independentemente das transformações no mundo, no país, nos bairros, continua orientada aos mesmos propósitos elaborados nos séculos XIX e XX, mantém a mesma fidelidade, reverência e idolatria aos líderes do passado, especialmente aqueles que têm o mérito do heroísmo da luta durante o regime militar, mesmo quando não foram capazes de perceber as mudanças no mundo, nem os novos sonhos utópicos para o futuro.
Com nostalgia do passado, reage contra o “espírito do tempo” que exige agir dentro da economia global e romper com a visão de que a estatização é sinônimo de interesse público; não reconhece que a inflação é uma forma de desapropriação do trabalhador; que o progresso material tem limites ecológicos e é construído pela capacidade nacional para criar ciência e tecnologia; que os movimentos sociais e os partidos devem ser independentes, sem financiamentos estatais; ignora que a revolução não está mais na expropriação do capital, está na garantia de escola com a mesma qualidade para o filho do trabalhador e o filho do seu patrão; que a igualdade deve ser assegurada no acesso à saúde e à educação, sem prometer igualdade plena, elusiva, injusta e antilibertária ao não diferenciar as individualidades dos talentos; não assume que a democracia e a liberdade de expressão são valores fundamentais e inegociáveis da sociedade, tanto quanto o compromisso com a verdade e a repulsa à corrupção.
Para sair da perplexidade, uma nova esquerda precisa fugir da nostalgia por siglas partidárias que tiveram a oportunidade de assumir o poder e construir seus projetos, mas traíram a população, os eleitores e a história, tanto na falta de ética, quanto na ausência das transformações sociais prometidas.
Cristovam Buarque é senador pelo PPS-DF e professor emérito da UnB.
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A VEZ DE TEMER

Da Época
Na tarde da quarta-feira, dia 27, dois executivos do banco Bradesco esquivaram-se dos gabinetes que simbolizam o poder formal no Congresso e rumaram ao subsolo do Senado para um encontro com o senador Romero Jucá, do PMDB de Roraima, protagonista do novo polo do poder real em Brasília. Jucá sempre foi um contato-chave para o empresariado no Congresso – é ainda mais agora, como articulador da base de apoio do eventual governo Michel Temer, e será como provável ministro do Planejamento. O encontro espremeu-se entre o vaivém de Jucá do Senado ao Palácio do Jaburu, casa do vice-presidente, onde se desenham os planos e estratégias para o arranque do governo Temer na hipótese provável de afastamento da presidente Dilma Rousseff.
O mapa do caminho de um governo Temer está pronto. As linhas gerais incluem reduzir o tamanho do Estado, promover o equilíbrio das contas públicas e ampliar investimentos por meio de parcerias público-privadas (PPP). “Mas é preciso ser realista. Não adianta vender terreno na Lua. O mercado não compra mais esse tipo de tese”, diz Jucá. Não adianta esperar muito. Mesmo que o governo Temer aconteça e dê resultados, de forma alguma conseguirá livrar o país do deficit fiscal da ordem de R$ 100 bilhões previsto para este ano.
O governo Temer pode apenas tentar gerar expectativas positivas. As PPPs, as concessões, a redução da política de conteúdo nacional nos diversos setores da economia, a maior eficiência das agências reguladoras e ataques pontuais às ineficiências da Lei de Licitações e à camisa de força da lei trabalhista são medidas geradoras de expectativas, sinais que Temer quer dar ao mercado para gerar a confiança de que será capaz de reverter os rumos da economia.
Para além do mercado, a turma de Temer busca agrados de apelo mais popular. A ÉPOCA, um assessor afirma que estuda-se tornar públicos todos os gastos com cartões de crédito corporativo de membros do governo – ainda são sigilosas, por exemplo, as despesas presidenciais. ÉPOCA teve acesso também a um documento do grupo de conselheiros que trata de temas sociais. Temer foi acusado pela presidente Dilma e pelo PT de querer extinguir programas sociais e agradar ao mercado. Por isso, uma equipe apressou-se a elaborar propostas.
Na área de educação, a ideia é garantir maior presença do governo federal na educação básica, com programas de orientação, supervisão e mais recursos às redes estaduais e municipais e foco na proficiência em leitura. O mais contundente, porém, é o que fala em uma reformulação completa do ensino médio, do currículo ao ingresso em cursos de formação profissional, além do pagamento de adicionais a professores que melhorarem sua formação e o desempenho dos alunos. Para a saúde, o documento aborda questões como um incremento nas parcerias público-privadas e uma política de remuneração de unidades de atendimento de acordo com o desempenho daquela unidade.
Para observar corretamente como se move o pêndulo do poder em Brasília, e a plausibilidade dos planos de Temer para a economia ou a área social, basta acompanhar para onde vai o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-­AL). Na quarta-feira, dia 27, Renan tomou café da manhã com Geddel Vieira Lima, futuro secretário de governo de uma possível gestão de Michel Temer, almoçou no Palácio do Jaburu com o vice-presidente e jantou com Moreira Franco, um dos conselheiros mais próximos de Temer e candidato a um cargo de confiança no governo. Nesse intervalo de 24 horas, Renan ainda recebeu uma rápida visita de Temer em sua residência. Renan não disse em nenhum momento que apoiará o impeachment da presidente Dilma no Senado. Não é preciso. O PMDB entende gestos – e Michel Temer, mais do que ninguém, entendeu todos eles.
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SABOTADORES DO BRASIL

Da ISTOÉ
A tática é velha, surrada e remete a Roma antiga. Tal como o imperador Nero fez com a capital ocidental do Império, para depois atribuir a culpa aos cristãos, o PT pôs em marcha, nos últimos dias, o que internamente chamou de “política de terra arrasada”. Orientados pelo ex-presidente Lula, com o beneplácito da presidente Dilma Rousseff, e inflamado por movimentos bancados pelo governo, o partido resolveu tocar fogo no País – no sentido figurado e literal. A estratégia é tentar inviabilizar qualquer alternativa de poder que venha a emergir na sequência do, cada vez mais próximo, adeus a Dilma. A ordem é sabotar de todas as maneiras o sucessor da petista, o vice Michel Temer, apostando no quanto pior melhor. Mais uma vez, o PT joga contra os interesses do País. Não importa o colapso da economia, os 11 milhões de desempregados nem se a Saúde, a Educação e serviços essenciais à população, que paga impostos escorchantes, seguem deficientes. A luta que continua, companheiros, é do poder pelo poder. Como Nero fez com os cristãos, a intenção dos petistas é de que a culpa, em caso de eventual fracasso futuro, recaia sobre a gestão do atual ocupante do Palácio do Jaburu. Só assim, acreditam eles, haveria alguma chance de vitória quando o Senado julgar, em cerca de 180 dias, o afastamento definitivo de Dilma.
Coerente com essa tática de guerrilha, a determinação expressa no Planalto é a de deletar arquivos e sonegar informações sobre a administração e programas para, nas palavras de Lula, deixar Temer “à míngua” durante o processo de transição. “Salvem arquivos fora do computador e a apaguem o que tiver na máquina. Em breve, a pasta será ocupada por um inimigo”, disse um auxiliar palaciano à ministra da Agricultura, Kátia Abreu, fiel aliada de Dilma, na semana passada. Nada mais antidemocrático para um partido que, nos últimos dias, posou como o mais democrata dos democráticos, a bradar contra fantasmas golpistas, que só existem mesmo na narrativa petista. “Vamos infernizar o Temer. Agora é guerra”, conclamou Lula em reunião com Dilma na segunda-feira 25. No PT, tarefa dada é tarefa cumprida, principalmente quando o objetivo é o de promover arruaças e incendiar as ruas. Na quinta-feira 28, coube aos soldados de Lula a tarefa de começar a colocar o plano em prática. Em pelo menos nove estados, movimentos como o MST e o MTST que, ultimamente, só têm fôlego e alguma capilaridade pelo fato de serem aquinhoados pelas benesses oficiais, puseram fogo em pneus e paralisaram estradas e avenidas, causando transtornos à população. Além do bloqueio de rodovias, os manifestantes planejam invasões de terras e propriedades privadas, onde o apogeu será o 1º de maio.
Sempre que acuado, o PT recorre a esse lamentável expediente. É a exacerbação do “nós contra eles” que, embora seja frágil para tirar o lulopetismo das cordas, é eficiente para mobilizar sua militância. Não seria justo afirmar que o partido esteve sempre na contramão dos anseios e clamores da sociedade. Mas a retrospectiva mostra que em alguns momentos cruciais da história – sobretudo quando estiveram em baixa – os petistas não hesitaram em tomar posições polêmicas para alcançar os seus objetivos muitas vezes nada republicanos. Em setembro de 1992, ao defender o impeachment do presidente Fernando Collor, o então deputado federal José Dirceu falou do alto da tribuna que o PT apresentaria uma agenda de reformas políticas e econômicas para o Brasil. Foram palavras ao vento. O PT não só não embarcou na coalizão proposta por Itamar Franco, que assumira o lugar de Collor, como trabalhou incansavelmente, como faz agora, para inviabilizar o novo governo, desde pedidos de impeachment à ferrenha oposição feita contra o Plano Real, o pacote econômico de 1994 que proporcionou a estabilidade econômica do País e que, mais tarde, viria a beneficiar o próprio PT, ao criar o ambiente propício aos avanços sociais.
Em 1982, ano das primeiras eleições estaduais após o golpe de 1964, o partido atacou mais o candidato do PMDB, Franco Montoro, um dos expoentes do movimento das Diretas Já, do que o candidato apoiado por Paulo Maluf e pela ditadura militar. Em 1985, o PT se posicionou contra a eleição do mineiro Tancredo Neves para a Presidência, em eleição indireta na Câmara, orientando seus deputados a votar nulo. Quem descumpriu a determinação, foi expulso da legenda. O texto da Constituição de 1988 também foi rechaçado pelo PT por Lula, com bem lembrou a advogada Janaína Paschoal, uma das autoras do pedido de impeachment contra Dilma, em sessão no Senado semana passada. “Os brasileirinhos devem acreditar nesse livro sagrado”, disse ela visivelmente emocionada e com a Constituição erguida. “Esse é um documento que o PT não assinou”, rememorou ela. Como se vê, são fartos os episódios na história do partido que denunciam a postura do quanto pior melhor. Mais recentemente, a legenda se opôs à criação da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), norma aprovada em 2000 que obrigou governantes a gastarem só o que arrecadam. É uma legislação muito elogiada, que representou uma mudança de paradigma na administração pública. Não à toa, quinze anos depois de aprovada a LRF sem o endosso petista, a presidente Dilma foi condenada no TCU por contrariar a lei, ao incorrer nas pedaladas fiscais – ironicamente o principal mote do pedido de impeachment.
As ações do PT na tentativa de sabotar o País extrapolam as nossas fronteiras. Nas últimas semanas, o partido usou a máquina pública para tentar disseminar informações falsas a Países e organismos estrangeiros a respeito do processo de impeachment, com o objetivo de deslegitimar o futuro governo. O ponto alto, e mais inacreditável, foi quando Dilma, depois de mencionar a “grave situação”, e contraditoriamente, afirmar ser o Brasil uma democracia vigorosa, em evento na ONU, pediu a expulsão do País do Mercosul, caso seja confirmado o seu afastamento. Em grave atentado contra a soberania nacional, o ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o assessor internacional da Presidência, Marco Aurélio Garcia, formalizaram o pedido em encontro com o secretário-geral da Unasul. Nunca antes na história, um chefe de Estado ou de governo solicitou graves sanções contra o seu próprio País. Mas, no governo do PT, tudo virou possível.
As tentativas de desacreditar o futuro governo Temer começaram antes mesmo da votação do processo de impeachment no plenário da Câmara dos Deputados, no domingo 17 de abril. Em um discurso duro gravado em vídeo, a presidente Dilma chamou de “traidores da democracia” os defensores do seu afastamento e disse que ficará “gravada na testa” de seus adversários a tentativa de “golpe”. A fala da presidente seria exibida em cadeia nacional na sexta-feira 15, mas o ministro José Eduardo Cardozo, da Advocacia-Geral da União (AGU), recomendou que a peça não fosse veiculada porque poderia caracterizar crime a utilização de recursos federais para que ela fizesse a defesa de seu mandato. O material, no entanto, acabou vazando e repercutiu amplamente nas redes sociais. A permanecer nessa toada, Dilma poderá ser questionada no Supremo por suas investidas. A presidente atenta contra os outros poderes quando diz que o processo é ilegal. E isso, segundo o artigo 4º da Lei 1079, é crime de responsabilidade. É impossível sustentar a tese do golpe como quer o PT. A opinião pública está participando do processo - a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), por exemplo, manifestou-se pró-impeachment -, os meios de comunicação dão a devida publicidade ao passo a passo do processo, a comissão especial da Câmara que analisou o pedido se reuniu em sessões públicas, o relatório foi ao plenário em sessão aberta. O mesmo ocorre agora no Senado. Deputados já articulam entrar com recursos na Justiça para que a presidente seja impedida de acusar a Câmara de golpista, depois de a Casa votar, ancorada na Constituição, pelo seu afastamento. Não bastassem as tentativas de obstrução de Justiça, atestada em gravações feitas a pedido do juiz Sérgio Moro, impedir ou sabotar a atuação do Legislativo também configura crime de responsabilidade. Numa outra trincheira política, parlamentares ameaçam provocar o STF caso Dilma confirme a intenção de montar uma espécie de bunker, no Palácio da Alvorada, depois de afastada pelo Senado. Como se trata de uma situação inédita no País, a discussão sobre os direitos e deveres de um presidente afastado vai esquentar nos próximos dias. A questão é: poderá, Dilma, abrigada em móveis do governo, e utilizando aviões oficiais para suas viagens políticas, continuar a investir contra poderes constituídos?
Enquanto isso, o ex-presidente Lula critica sem corar a face quem, até pouco tempo, esteve na sua base de sustentação, sendo alguns deles parceiros no escândalo do mensalão. Em recente encontro da Aliança Progressista, Lula disse que “Dilma é vítima de uma aliança oportunista entre a grande imprensa, os partidos de oposição e a tal quadrilha legislativa, responsáveis, segundo ele, por uma agenda do caos”. O ex-presidente só se esqueceu de dizer que “a quadrilha legislativa” a qual ele se referiu tinha assento preferencial no hotel de onde ele despacha quando os petistas ainda sonhavam em reverter votos contra o impeachment. Ademais, desqualificar um Congresso que lhe foi tão útil e benevolente nos últimos tempos e que, independentemente de sua qualidade, foi eleito pela via democrática, soa como choro de perdedor. Como o de Nero.
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A LARGADA DE TEMER

Da Veja
Eram 13 horas da quinta-­feira passada quando o vice-presidente da República, Michel Temer, cortou um pedaço do queijo branco sobre a mesa de reuniões da antessala de seu gabinete no Anexo II do Palácio do Planalto. Prestes a se tornar presidente da República, o peemedebista mal tem tempo para se alimentar e já perdeu 2 quilos e meio. Enfrenta uma maratona diária de reuniões com políticos, conselheiros, antigos aliados e candidatos a novos amigos, todos dispostos a ocupar um lugar de destaque em seu governo. A pauta dessa roda-viva é a montagem do ministério, uma equação complicada diante da quantidade de partidos a atender e dos interesses em jogo. Temer não externa angústia nem entusiasmo ao traçar cenários, ainda tem muitas dúvidas e uma ambição certeira. Diz o vice: "Eu quero entrar para a história". Ele acha que conquistará um lugar no panteão da República se encerrar o ciclo de recessão, viabilizar os investimentos privados e estimular a geração de empregos. É a sua grande aposta. É a sua grande largada.
Advogado constitucionalista que escreve poemas, Temer admite conhecer pouco de economia. Por isso, a raposa política com décadas de experiência na vida pública delegará o comando dessa área a um nome testado e aprovado pelos meios políticos, financeiros e empresariais: Henrique Meirelles, presidente do Banco Central no governo Lula. Esnobado por Dilma, que se recusou a nomeá-lo para chefiar sua equipe econômica, Meirelles assumirá o Ministério da Fazenda no eventual governo Temer com carta branca para escolher o presidente do Banco Central e ressuscitar o PIB. Na semana passada, o vice fez questão de deixar escapar a preferência por Meirelles para avaliar a receptividade ao nome. Considerou positiva a reação do mercado e deu ao futuro subordinado um dever de casa: analisar um documento entregue por Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, a Fiesp. O documento propõe um monumental corte de despesas e a venda de parte das estatais para reforçar o caixa. Temer e Skaf se reuniram no Palácio do Jaburu, no domingo 24. O convidado soou como sinfonia de Bach aos ouvidos do anfitrião.
Skaf disse a Temer que é possível reduzir "a zero" o déficit do governo em 2016, estimado em 96,6 bilhões de reais pelo governo Dilma Rousseff, sem contar os gastos com o pagamento de juros da dívida. Skaf também garantiu a Temer que é possível zerar o déficit mesmo sem ressuscitar a CPMF, o imposto do cheque. O vice encarregou Meirelles de ver quanto pode aproveitar das sugestões da Fiesp. Quer que o futuro ministro feche uma proposta econômica que enterre de vez a CPMF e reduza drasticamente o déficit projetado.
A ideia de Temer é levar a nova meta fiscal ao Congresso no seu primeiro dia como presidente da República. Será seu ato inaugural. Um ato de compromisso com o reequilíbrio das contas públicas e de afago aos contribuintes. "Li o plano e gostei. Zerar o déficit sem recorrer a aumento de impostos me agrada", diz Temer. "Eu preciso mudar a meta fiscal de 2016 até para não começar meu mandato cometendo pedaladas fiscais", acrescenta, referindo-se à acusação que embasou o impeachment contra Dilma.
Leia a íntegra da reportagem de Robson Bonin e Daniel Pereira, na edição da revista Veja que já está nas bancas.
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'GRAN FINALE'

Por Eliane Cantanhêde, colunista de O Estado de S.Paulo
Virtualmente perdida a guerra do impeachment, Dilma Rousseff, Lula e o PT lutam com unhas e dentes para vencer a batalha pela narrativa política e para “infernizar” de véspera o virtual governo Michel Temer. Contam para isso com a mídia internacional, tanto quanto dependem de CUT, MST, UNE e MTST para agitar ruas e estradas.
Há um temor, na oposição, de que Dilma articule um “gran finale” para o processo de impeachment e para seus anos de governo. Algo como se acorrentar à mesa presidencial e forçar uma retirada à força do palácio. Algo teatral e dramático para ilustrar sua indignação, gerar imagens fortes e corroborar a narrativa do “golpe”.
São três os pontos centrais a serem martelados dia e noite, dentro e fora do País: o impeachment é um “golpe” dado “pela direita”, “pelos corruptos”, “pela mídia golpista”, tudo isso personificado no deputado Eduardo Cunha; com Temer e o PMDB, será o fim dos programas sociais, a começar do Bolsa Família; o novo governo vai intervir na Polícia Federal e enterrar a Lava Jato.
A narrativa é a mesma, mas por motivações diferentes. Dilma esperneia e se submete a terríveis constrangimentos – como as fotos reveladoras da “miss Bumbum” no Ministério do Turismo – tentando desesperadamente sair do governo e entrar para a história como “vítima da direita corrupta”, não como a presidente despreparada que, além das “pedaladas fiscais”, destruiu a economia, manchou a imagem do Brasil no exterior, conviveu com o esfarelamento da Petrobrás e explodiu a “maior base aliada do planeta”.
Lula, porque foi o presidente mais popular da história e, mal passados cinco anos, anda às voltas com Lava Jato, Zelotes, empreiteiras e filhos que, como a Coluna do Estadão publicou, saem por aí comprando cadeiras de R$ 15 mil. Não pega nada bem para quem mobiliza milhões de incautos com o discurso da defesa dos “pobres” e de uma “esquerda” que se limita hoje a uma expressão ao vento, um pretexto para defender o indefensável.
O PT, porque o partido é muito maior do que Dilma Rousseff – aliás, nem queria a candidatura dela – e precisa garantir a sua sobrevivência para além de Lula e Dilma ou, ao menos, a sobrevivência política de muitos petistas que não macularam suas biografias nem encheram as burras com mensalões, petrolões e relações perigosas com empresas sujas. Eles precisam de uma narrativa que vitimize Dilma e carimbe os líderes do impeachment como “golpistas”.
A estratégia tem legitimidade, mas Dilma, Lula, PT e movimentos não lucram nada, mas pioram ainda mais a imensa crise brasileira se decidem incendiar o País. Vetar a transição para o novo governo é o de menos, até porque os ministros de Dilma estão aos montes pró-impeachment, mas, ao tramar um aumento populista do salário mínimo no próximo domingo, ao programar uma atualização irreal da tabela do Imposto de Renda, eles não estão “infernizando” apenas a vida de Temer, mas a dos brasileiros, sobretudo dos que já estão no inferno do desemprego.
Ontem mesmo, mais uma leva de péssimas notícias: déficit fiscal de R$ 18 bilhões, o maior em 19 anos, e juros de 300% ao ano no cartão de crédito, um recorde mundial. Dilma, Lula e o PT querem aprofundar esse desastre para tentar colar os seus próprios cacos? Não parece justo.
Luta política, sim. Disputar a narrativa história, sim. Mas irresponsabilidade com a Nação, não. Enxovalhar a imagem do Brasil no exterior, incendiar pneus, fechar estradas e detonar de vez as contas públicas não vai melhorar a narrativa de ninguém. Ao contrário, só piora tudo para todo mundo, inclusive Dilma, Lula e PT.
Desvio de função. A professora Janaína Paschoal falou mais dela própria do que do pedido de impeachment na comissão do Senado. Adora a palavra “eu” e o verbo na primeira pessoa.
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CARTA ABERTA A CIRO GOMES

Do blog Todo Prosa
  Replico aqui post do Facebook dessa semana que foi bem  em audiência. O que prova que mais e mais pessoas se tocam do embuste Ciro Gomes. É sempre necessário refrescar a memória política das pessoas para que saibam de quem se trata esse elemento que postula ser a tal "terceira via".
CARTA ABERTA AO SENHOR CIRO GOMES, homem de meia cara.
  Senhor Ciro Gomes : sua prepotência e megalomania nunca me intimidaram. Muito menos sua desqualificada ironia que é aquela que possuem os presunçosos que se acham mais do que de fato são. O senhor desde sempre se teve em alta conta e não o condeno por isso. Bom de retórica – sou o primeiro a reconhecer isso- num país onde os políticos mal sabem concordar sujeito com verbo o senhor deita e rola em cima do seu dom e exibe ilusionismo verbal através de gestos e palavras de forma convincente. Vai daí que essas palavras e dados- que ninguém confere ou lhe pede as fontes- que o senhor celeremente regurgita passam um recibo de sapiência e segurança quando o que o senhor está fazendo é interpretar o papel que criou para si mesmo. O de sujeito probo, determinado, assertivo, agressivo na defesa dos seus eleitores e do interesse público. Qual o que ...quem o conhece que o compre. E me espanta até ultimamente o quanto de gente que fez ginásio e faculdade ainda acredita no senhor. Mas sossegue que aqui não vou assacar qualquer aleivosia contra vosmecê além das que todos enxergam quando assistem a suas patéticas perfomances. Não direi o quanto o senhor é autoritário e auto- centrado e muito menos o quanto é mau pagador visto que no meu caso deve uma grana preta desde o já longínquo ano 2000.
  Não , não senhor Ciro Gomes. Não falarei aqui do seu calote e nem das suas incongruências .Não falarei dos inúmeros partidos ao qual o senhor já se filiou ,da sua falta de coerência , não falarei da sua deseducação, da sua valentia seletiva, da sua soberba e arrogância. Na verdade venho lhe fazer um pedido. Sei que posso como cidadão brasileiro. Cidadão já entrado na meia idade como vosmecê. Por favor senhor Ciro Gomes deixe-nos em paz. Desista da vida pública porque sua ausência preencheria uma enorme lacuna já que eu, tu, eles ,todos sabemos que nada tem a acrescentar a não ser um repertório de obviedades ditas em tom contundente. Como se o senhor fosse o salvador da pátria quando não passa de um risível engenheiro de obras prontas.
  O senhor condena –óbvio- que seja lançada tão cedo a corrida sucessória de 2018. Mas foi o primeiro a queimar a largada aboletado agora nesse ridiculo fantasma de trabalhismo que é o PDT atual que faz vergar de desgosto o cadáver de Leonel Brizola. Sabiamente Cristovam Buarque abandonou essa canoa furada pois é adepto , ao que se saiba, do antes só que mal acompanhado. E ninguém de bom senso quer ser visto ao seu lado.
  O pedido para que o senhor saia da vida pública não é porque temo por sua vitória improvável. Mas porque acredito que sua participação fará muito mais mal do que bem ao jogo democrático. Por que ? É simples. O senhor além de não respeitar regra de jogo é o primeiro a enfiar os dedos nos olhos dos adversários, mestre em desferir tosca truculência verbal aos seus desafetos . Seu desequilibrio já deveria te-lo feito pensar que é mais do que hora de consultar ajuda profissional. Seu caso mais do que psicológico é psiquiátrico. O senhor se considera um “ungido”. Alguém a quem deveríamos entregar sem muito pensar as rédeas da nação .
  Por sorte , apesar dos pesares, o povo brasileiro em seu conjunto tem o juízo que lhe falta e nunca lhe dará essa chance. Poupe-nos pois das agruras do processo, recolha-se à sua insignificância e vá se tratar. Ou então faça como a senhora mãe dos seus filhos. Arrume um bom emprego público sem fazer jus a ele e exerça seus dotes da má palavra dando palestras para desavisados. Será melhor para o seu bolso e muito melhor para o Brasil. Poupe-nos da sua presença no duro processo sucessório que está por vir. Precisamos de paz e entendimento e não de alguém expert em jogar gasolina no fogo.
Cordialmente,
Ricardo Soares, escritor, diretor de tv, roteirista e jornalista a quem o senhor deve 50 mil reais desde outubro do ano 2000. ( imagine os valores corrigidos!)
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CONTRATA-SE ADVOGADO

O escritório do criminalista Nilo Batista deixou a defesa do ex-presidente Lula por entender que há “impedimento” e “uma suposição de conflito de interesse” com outros clientes. Leia-se Petrobras e Sete Brasil, ambas interessadas nas investigações da Lava Jato.
O rompimento ocorreu logo após EXPRESSO revelar em fevereiro que, contratado por Lula, o escritório de Batista mantinha quatro contratos com a Petrobras, pelos quais recebeu R$ 8,8 milhões.
Na ocasião, o escritório de Nilo Batista negou conflito de interesse. Mas, dentro da estatal, advogados reclamaram do acúmulo de clientes.
Batista também advoga para a Sete Brasil no caso contra o ex-presidente da empresa João Carlos Ferraz, que admitiu receber propina na Lava Jato.
Da coluna ExpressoÉpoca 
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A LIÇÃO DE ERUNDINA AO STF

Por Bernardo de Mello Franco, Folha de S.Paulo
BRASÍLIA - Em dezembro do ano passado, o Supremo Tribunal Federal recebeu um pedido para afastar o deputado Eduardo Cunha da presidência da Câmara. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sustentou que a medida era necessária e urgente para proteger a Lava Jato e a "dignidade do Parlamento".
Enquanto fosse mantido no cargo, escreveu Janot, o peemedebista continuaria a usá-lo "em benefício próprio e de seu grupo criminoso, com a finalidade de obstruir e tumultuar as investigações". Em 183 páginas, o procurador acusou o deputado de "destruir provas, pressionar testemunhas e intimidar vítimas".
"É imperioso que a Suprema Corte do Brasil garanta o regular funcionamento das instituições, o que somente será possível se (...) adotada a medida de afastamento do deputado Eduardo Cunha", afirmou Janot.
Apesar do pedido de urgência, os juízes do STF saíram de férias sem analisar o documento. Voltaram em fevereiro, mas a ação continuou na gaveta, onde adormece há 135 dias. Neste período, alguns ministros da corte foram à TV dizer que as instituições estão funcionando. Nunca explicaram por que o pedido para afastar Cunha ainda não foi julgado.
Enquanto o Supremo lavou as mãos, o deputado recuperou força política ao chefiar o processo de impeachment contra Dilma Rousseff. Conseguiu uma trégua da oposição e encorajou aliados a falarem abertamente numa "anistia" para salvá-lo.
Na quarta-feira, Cunha retomou uma prática antiga. Derrotado num debate que opunha a bancada evangélica à minoria feminina na Câmara, parou a sessão e forçou o plenário a votar de novo até reverter o resultado, em prejuízo das mulheres.
A deputada Luiza Erundina, do PSOL, subiu à presidência para protestar. O peemedebista se levantou, e ela se sentou por alguns minutos na cadeira que ele não deveria mais ocupar. Aos 81 anos, a paraibana deu uma lição aos ministros do Supremo que continuam de braços cruzados.
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EVENTUAL GOVERNO

Dois programas lançados pelo PMDB deram as bases para propostas do vice-presidente Michel Temer para seu eventual governo.
Caso a maioria dos senadores aprove a instauração do processo de impeachment contra Dilma Rousseff, a presidente é afastada temporariamente por 180 dias. A votação está prevista para 6 de maio.
Lançado em novembro, o plano do PMDB intitulado "Ponte para o Futuro" prega austeridade fiscal para salvar as contas públicas e recuperar o crescimento. A elaboração do documento teve participação dos senadores José Serra (PSDB-SP) e Romero Jucá (PMDB-RR), do economista Samuel Pessôa e do ex-ministro Roberto Brant.
Serra e Jucá são cotados por Temer para assumirem os ministérios das Relações Exteriores e do Planejamento, respectivamente.
Neste mês, o programa foi completado com o documento "Travessia Social", que traz propostas sociais. O texto foi formulado pela Fundação Ulysses Guimarães com colaboração de Serra e do economista Ricardo Paes de Barros.
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MAIS CONSCIÊNCIA, MENOS CONVENIÊNCIAS !

Artigo de Joaquim Cunha
Meus amigos, minhas amigas, diante de tantos desmandos oficiais, sempre em desfavor da população, vejo com muita tristeza a descaracterização de muita gente, que não faz tanto tempo, todos nós tínhamos como ícones da moralidade, da ética e como portadores de princípios inegociáveis, e que infelizmente se mostram tão fracos, indecisos, perdidos no emaranhado que construíram, e em busca de saídas, onde já não existem portas que os levem à dignidade, há muito tempo perdida, pela arrogância, insensatez e falta de sensibilidade para entender, que o poder, pelo poder, não faz nenhum sentido.
E agora José?  É preciso entender, que nem sempre se pode tudo, e que todo carnaval, tem sua quarta-feira cinzas. Ainda há tempo de juntar pedaços, mas nunca de recompor o cristal, que se partiu, e não há recomposição perfeita.
As coisas, não podem e nem devem, substituir as pessoas. Mas, a humildade de reconhecer erros, embora não lhes permitam alcançar os píncaros da glória, nas suas concepções, poderá lhes conduzir à realidade da vida, embora jamais seja a que desesperadamente, correram tanto atrás.
Quantas mentiras, quantas máscaras, quantas promessas, que despertaram em muitos a esperança que virou desilusão e revolta. Como encarar as pessoas agora, com que argumento?
A paz interior e a consciência tranquila, não faz morada em quem por conveniências, nem sempre confessáveis, confundiu o ter com o ser, o efêmero com o permanente, o respeito e submissão às leis, a generosidade, companheirismo e fidelidade ao povo que lhes outorgaram, o que pensou ser de sua propriedade.  Que pena, tudo poderia ser diferente! O tempo passou, as mesmas mãos que aplaudem, também apedrejam.
Por fim, rogamos a Deus, para que possa, na sua infinita bondade, fazê-los resignados, na medida do possível, para que possam assistir de pé, o triunfar da honradez, daqueles que escolheram caminhos diferentes, solidários, fraternos e com a compreensão do verdadeiro papel e objetivos, do exercício do poder.
Vamos à luta, a consciência coletiva e libertária, haverá de nos conduzir para o bem comum.
Um abraço,  Joaquim Cunha.
Joaquim Cunha, ex-prefeito de Gavião (BA) – Foi Presidente da Associação de Prefeitos da Região nordeste e Vice-Presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB).
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sexta-feira, 29 de abril de 2016

OS LIMITES DE BOLSONARO

Artigo de José Roberto de Toledo, O Estado de S.Paulo
Na mais recente pesquisa do Ibope, Jair Bolsonaro (PSC) atingiu 11% de potencial de voto para presidente. Dez dias antes, o deputado registrara 8% de intenções de voto em dois cenários eleitorais no Datafolha. As pesquisas medem coisas distintas: em uma, se o eleitor votaria ou não no defensor do golpe de 1964; em outra, se ele prefere Bolsonaro a todos os outros candidatos testados. Se o Ibope comparou opiniões diferente sobre o mesmo presidenciável, o Datafolha comparou presidenciáveis entre si.
Apesar das diferenças, os resultados apontam a mesma tendência: com seu discurso radicalmente conservador, o deputado cativa uma porção significativa do eleitorado. Não é grande o suficiente para levá-lo a um segundo turno presidencial, mas é o bastante para garantir-lhe, por exemplo, vaga em debates nacionais na TV com outros candidatos a presidente. Se isso vier a acontecer, ele pode crescer mais? Qual é o limite de Bolsonaro?
Os cruzamentos da pesquisa Ibope dão pistas. Primeiro, é preciso decompor os 11% de potencial de voto de Bolsonaro: 5% são eleitores que dizem ter certeza de que votariam nele, e os outros 6% afirmam apenas que poderiam votar. Os graus de certeza fazem diferença. Em uma eleição, o deputado talvez acabasse com grande parte dos 5% certos, mas não com todos os 6% que admitem a possibilidade de votar nele. É por isso que Bolsonaro aparece com entre 6% e 8% no Datafolha, dependendo de quem mais está na disputa. Eleger é comparar. A lista de candidatos muda tudo.
De volta à pesquisa Ibope, descobre-se que Bolsonaro é o mais desconhecido entre os sete nomes testados: Lula, Marina Silva, Aécio Neves, José Serra, Geraldo Alckmin, Ciro Gomes e ele. Mais da metade do eleitorado, 54%, diz não conhecê-lo o suficiente para opinar – apesar de todas as polêmicas em que ele se meteu. Se, em uma campanha presidencial com ampla cobertura de TV, debates e propaganda eleitoral, esse porcentual cair a uma taxa equivalente à de Marina, 13% ou 14%, como se posicionariam os outros 40% que passariam a conhecê-lo?
Essa foi a primeira vez que o Ibope mediu o potencial de voto do presidenciável do PSC. Por isso não é possível saber como seu potencial se comporta através do tempo. Mas dá para comparar as preferências de diferentes segmentos sociais e, a partir daí, arriscar uma projeção para o total.
Bolsonaro é menos desconhecido entre os mais ricos (34%) e entre quem fez faculdade (37%). São segmentos minoritários e superpostos do eleitorado – não necessariamente eles antecipam como votarão quem é mais pobre ou estudou menos. Mas o grau de conhecimento sobre o militar é inversamente proporcional à renda e à escolaridade: mais pobre e menos escolarizado é o eleitor, mais desconhecido é Bolsonaro. À medida que cresce o conhecimento, crescem rejeição e potencial de voto. Mas em que proporção?
Comparando-se as respostas de todas as faixas de renda e escolaridade, não é absurdo imaginar que 3 de cada 4 eleitores que hoje desconhecem Bolsonaro passariam a dizer que não votariam nele de jeito nenhum, e que 1 a cada 4 engrossaria seu potencial de voto. No limite, de um quarto a um quinto do eleitorado admitiria votar (o que é diferente de preferi-lo aos demais) em Bolsonaro ao final de uma campanha que o tornasse tão conhecido quanto Marina é hoje. E sua rejeição chegaria a dois terços dos eleitores, mesmo patamar em que está a de Lula.
Não dá para Bolsonaro se eleger presidente, mas é o suficiente para provocar um estrago entre outras candidaturas. Hoje, a maior superposição de eleitores potenciais de Bolsonaro é com Marina: 36% de quem votaria com certeza ou poderia votar nele também admite votar nela. E 22% de quem votaria nela admite votar nele. São eleitores conservadores, evangélicos ou eleitores que buscam uma novidade? Talvez ambos.
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JÁ SABE O QUE FAZER ?

Charge do Alpino
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DEVOLUÇÃO MONETÁRIA

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou nesta quinta-feira, 28, que o PT devolva R$ 7 milhões aos cofres públicos por causa de irregularidades no uso do Fundo Partidário referente ao ano de 2010. Além disso, a Corte determina a aplicação de 7,5% sobre o valor recebido do fundo naquele ano para a criação e a manutenção de programas de promoção e difusão da participação política de mulheres.
Entre os problemas considerados estão a ausência de contratos com a Agência Pepper, empresa de comunicação investigada na Operação Acrônimo e na Lava Jato suspeita de receber recursos ilegais em campanhas do PT. Além disso, há problemas com a Focal Comunicação, atualmente investigada pelo TSE nas ações que pedem a cassação da presidente Dilma Rousseff, e o Banco Rural, implicado no escândalo do mensalão.
Estadão Conteúdo, via ISTOÉ
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A ESTRATÉGIA DE DILMA

Dilma Rousseff não tem a menor esperança na votação do Senado, em meados de maio. Mas alguns dentro do Planalto, inclusive Dilma, ainda acreditam que podem conseguir o apoio de um terço dos senadores na decisão final, que deve acontecer dentro de seis meses.
Para tanto, Dilma vai trabalhar desde agora em algumas frentes bem definidas: martelará aqui e no exterior a tese do golpe e a ideia da ilegitimidade do novo governo, iniciará um furioso processo de tentativa de desconstrução de Michel Temer e repisará em entrevistas o legado social do seu período (ainda que eventuais ganhos tenham se esfarelado; mas discurso político tem uma lógica particular, nem sempre grudada aos fatos).
Dilma apostará também nas dificuldades que Temer encontrará para dar jeito na economia e nas medidas duras que certamente ele tomará — como se ela nada tivesse a ver com isso.
Ao contrário de Fernando Collor, que passou o período de seis meses de afastamento recolhido na Casa da Dinda, "Dilma não se mostrará resignada", nas palavras de um assessor direto.
Ressalte-se que vários ministros petistas de Dilma acham que nada disso funcionará. Simplesmente, porque depois da votação que ocorrerá dentro de quinze dias, ela perderá todo o protagonismo de que ainda desfruta hoje.
Da coluna Lauro Jardim, O Globo
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CARTA FORA DO BARALHO

Por Dora Kramer, colunista de O Estado de S.Paulo
Além de anunciar medidas que possam dar um “choque de animação” na economia, se vier a assumir cargo de presidente para completar o mandato de Dilma Rousseff, Michel Temer deve comunicar ao público em geral e aos políticos em particular que encerra por aí sua carreira de candidato a quaisquer cargos eletivos.
Ele recebeu o conselho de abrir mão de pretensões futuras de Nelson Jobim. O ex-ministro da Justiça, da Defesa e do Supremo Tribunal Federal apresentou a Temer uma série de pré-requisitos para obter êxito no possível comando da transição entre o impeachment e uma nova eleição. Esse foi um deles e que tem sido examinado com seriedade, pois, segundo seus aliados, seria fundamental dar um sinal de desprendimento pessoal a fim de pacificar os ânimos na política e na sociedade.
Nessa percepção, tal desistência facilitaria as articulações tanto para a composição da equipe de governo quanto para a articulação de uma base parlamentar ampla, forte e fiel. Além de firmar diante do País uma boa impressão: a de que não pretenderia fazer uso eleitoral da Presidência.
Outros pontos do receituário de Jobim que foram aceitos com entusiasmo e, por isso, incorporados pelo vice e seu grupo, foram os seguintes: montar um ministério irretocável, não perseguir politicamente ninguém (leia-se PT) – retirando do dicionário a palavra “vingança” – e não tentar influenciar as eleições municipais e escolhas da candidatura presidencial em São Paulo, seu Estado de origem. Neste ponto, o ex-ministro Eliseu Padilha – cotado para a chefia da Casa Civil – vai mais longe adiantando que Temer não pode nem vai interferir em lugar algum, seja município ou Estado, para tentar favorecer o PMDB.
Não por altruísmo, mas por cálculo político. Levando em conta que vai precisar do apoio do maior número possível de partidos (fala-se numa base de 17 ou 18 legendas) Michel Temer não pode criar atrito com ninguém. Inclusive porque nem precisa. No PMDB tem gente de sobra para organizar as disputas eleitorais de forma favorável ao partido. Ainda no tema candidaturas, os pemedebistas mantém a ideia (na verdade, mais forte do que nunca) de concorrer à Presidência em 2018, coisa que não fazem há cerca de 20 anos.
Quanto ao programa de governo propriamente dito, a prioridade obviamente é a economia. A retomada da produção e, com isso geração de empregos. No grupo de Temer a isso dá-se o nome de “animação econômica”. Todos os integrantes da turma sabem que viradas em prazo curto são impossíveis, mas acreditam conseguir pôr em prática ações para estancar a queda da atividade econômica, a fim de colocá-la em “viés de alta”, e reunir apoio do Congresso para aprovar medidas necessárias ao ajuste fiscal.
Reformas estruturais (política e trabalhista), à exceção de alguma coisa na Previdência, ficam para um segundo momento ou para o próximo governo. Já uma reformulação na distribuição de receitas hoje concentradas na União, entre Estados e municípios está entre os assuntos considerados urgentes. Em resumo, serão três os eixos a serem enfrentados: economia, políticas sociais e infraestrutura.
No tocante aos nomes de prováveis integrantes do primeiro escalão pode até haver definições, mas são mantidas em sigilo. De realidade, o que existe é que hoje Romero Jucá seria o ministro do Planejamento; Henrique Meirelles da Fazenda; Temer preferindo José Serra na área social e decidido a consultar os comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica antes de escolher o ministro da Defesa. Na Justiça, alguém que tenha especial sensibilidade para o tema dos Direitos Humanos. Carlos Ayres Britto, ex-ministro do STF, se encaixa no perfil e, embora não seja o único cogitado, é o preferido de gente influente junto a Michel Temer.
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FALTA POUCO

Num provável afastamento de 180 dias, Dilma vai se empenhar, junto com o naípe destilador de ódio da esquerda, em aniquilar a reputação de Temer.
Ocupando o Palácio do Planalto por poucos dias, Dilma trabalha para entregar uma terra arrasada - aumento de despesas, contas impagáveis.
Com a cansativa retórica petista, Dilma tentará imprimir imagem de imaculada. Junto com sua tropa esquerdopata, tentará se desvincular do governo Temer, seu vice até março passado.
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quinta-feira, 28 de abril de 2016

MANOBRA PETISTA

Do UOL
O bloco de oposição na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (PSDB, PDT, DEM e PTB) acusou o governador Fernando Pimentel (PT) de tentar blindar sua mulher Carolina de Oliveira Pimentel de uma possível prisão por conta das investigações da Operação Acrônimo, da Polícia Federal, nomeando-a secretária do Trabalho e Desenvolvimento Social do Estado.
Poucas horas após a nomeação, publicada no diário oficial do Estado desta quinta-feira (28), os deputados do bloco entraram com um projeto de resolução junto à mesa da Casa com um único artigo: a proibição da nomeação da primeira-dama.
Como o projeto tem que tramitar por comissões e ainda ser votado no plenário da Casa, os deputados informaram ainda que, nesta sexta-feira (29), entrarão com uma ação popular na Justiça para evitar o que consideram "manobra" para evitar a prisão, a exemplo do que a presidente Dilma Rousseff teria feito ao tentar nomear o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ministro chefe da Casa Civil.  Na peça, os deputados pedem a suspensão da nomeação da primeira dama. Caso ela já tenha sido empossada no novo cargo, até esta sexta-feira (29), a ação pede a anulação do ato de Pimentel.
Com a nomeação, as acusações contra a mulher de Pimentel passam a ser remetidos para o TJ-MG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais). O objetivo de Pimentel, segundo os deputados de oposição, é evitar o julgamento pela Justiça Federal, que estão avançadas, inclusive com possível pedido de prisão.
"A nomeação tenta retirar da alçada da Justiça Federal o processo e o julgamento por crimes comuns, seja no STJ (Superior Tribunal de Justiça), em caso de crime conexo aos atribuídos a Pimentel na Operação Acrônimo, seja na Justiça de primeira Instância, se não houver conexão entre os crimes. O governador está tentanto blindar sua mulher, para protegê-la de uma iminente prisão", afirmou o líder da oposição, deputado estadual Gustavo Corrêa (DEM).
O deputado afirmou ainda que outro possível efeito da nomeação seria o de "criar um conflito de competência entre as jurisdições estadual e federal", disse.
"No mínimo o que o governador quer é ganhar tempo para evitar a prisão de sua mulher, atrasando o julgamento da mulher pela Justiça. Assim como fez Dilma ao nomear o ex-presidente Lula como ministro, nomeação que está barrada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), o governador quer fazer o mesmo com sua mulher. Qual a competência técnica de Carolina para assumir esse cargo? Não há. Mais do que uma indicação política, essa nomeação é claramente uma decisão pessoal do governador", afirmou o parlamentar.
Operação Acrônimo
Carolina de Oliveira Pimenta é alvo da operação Acrônimo que investiga o recebimento de vantagens indevidas por Pimentel, sob suspeita de ter recebido por meio de sua empresa, a Oli Comunicação, valores que teriam sido transferidos para a campanha do governador petista em 2014. A Oli também recebeu pagamentos de empresas que firmaram contratos com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social), entre 2012 e 2014, de acordo com a PF (Polícia Federal). No período, Pimentel era ministro do Desenvolvimento Econômico, pasta à qual o BNDES é ligado.
A primeira dama também é acusada pela PF de ser sócia oculta da agência Pepper, ligada ao PT. A sócia majoritária da Pepper, Danielle Fonteles, fez recentemente um acordo de delação premiada.
Outro lado
Em nota, a assessoria do petista afirmou nesta quinta-feira (28) que a indicação de Carolina, que permanecerá na Presidência do Servas (Serviço Voluntário de Assistência Social), partiu do próprio atual secretário da pasta, deputado estadual André Quintão (PT).
"Ele (Quintão) vê na presidente do Servas a substituição natural para que não haja descontinuidade nas políticas públicas da pasta, que já vinham sendo tocadas em parceria com a instituição".
"A mudança na Sedese já estava planejada e aguardava apenas o retorno da primeira dama da licença maternidade. Ela ocorre como parte da segunda fase da reorganização administrativa do Estado", diz o informe.
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BOA DE BICO

Charge do Glauco Góes
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quarta-feira, 27 de abril de 2016

DESEMBARQUE DO GOVERNO

O ministro da Saúde, Marcelo Castro, entregará ainda nesta quarta-feira (27) sua carta de demissão para a presidente Dilma Rousseff. A informação foi confirmada pelo Ministério da Saúde. Ainda não está definido quem ficará no lugar do ministro.
Mais cedo, o líder do PMDB na Câmara dos Deputados, Leonardo Picciani (RJ), afirmou à reportagem que Castro deixaria o cargo antes da votação da admissibilidade do impeachment da presidente Dilma Rousseff pelo Senado, prevista para 11 de maio.
Procurado pela reportagem, Castro, que votou contra o impeachment na Câmara, se mostrou surpreso com a divulgação da informação por Picciani. O ministro evitou confirmar diretamente quando vai deixar o posto. "Vou conversar com Picciani e com o governo nos próximos dias antes para ver como faço", afirmou.
Marcelo Castro chegou ao comando do Ministério da Saúde em outubro do ano passado por indicação do líder do PMDB. Na época, Picciani também indicou o deputado Celso Pansera (RJ) para o Ministério da Ciência e Tecnologia. Com sua saída, Castro deve retomar seu mandato de deputado federal.
O ministro é o sexto do PMDB a deixar o governo Dilma após o partido deixar a base aliada. Já tinham deixado os cargos os peemedebistas Henrique Eduardo Alves (Turismo), Helder Barbalho (Portos), Mauro Lopes (Aviação Civil), Eduardo Braga (Minas e Energia) e Pansera. Apenas Kátia Abreu (Agricultura) segue no cargo.
Estadão Conteúdo, via UOL
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OPINIÃO TOLHIDA

Do UOL
Por 18 votos a oito, os deputados estaduais de Alagoas decidiram, em votação no fim da tarde desta terça-feira (26), derrubar o veto do governador Renan Filho (PMDB) ao projeto Escola Livre. Agora, os professores são obrigados a manter "neutralidade" em sala de aula e estão impedidos de "doutrinar" e "induzir" alunos em assuntos políticos, religiosos e ideológicos, sob pena até de demissão.
A votação foi marcada por confusão no lado de fora, onde manifestantes contrários e a favor do projeto assistiam à sessão. Logo no início da discussão, o telão que apresentava a votação teve problemas e foi desligado. Manifestantes tentaram invadir o plenário da Assembleia para assistir à votação, mas a galeria já estava lotada. A polícia precisou conter os manifestantes. O portão do legislativo foi destruído na confusão, mas não houve relato de feridos.
O projeto Escola Livre, de autoria do deputado Ricardo Nezinho (PMDB), foi aprovado em primeira e segunda votações, por unanimidade, no dia 17 de novembro. Dois meses depois, em janeiro, o governador vetou integralmente a lei, alegando inconstitucionalidade.
O veto à lei foi defendido pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação. Segundo a instituição, Alagoas passa a ser o primeiro Estado do país a ter uma lei nesse sentido que pune professores por opiniões em sala de aula.
O veto do governador foi defendido pelo líder do governo, deputado Ronaldo Medeiros (PMDB). "O professor, com essa lei, não vai poder falar sobre a teoria de Darwin, pois, como se sabe ele, era ateu. E não vai poder falar sobre a Reforma Protestante porque um católico pode reclamar", afirmou.
Em sua fala, o deputado Ricardo Nezinho rebateu e garantiu que o projeto não censura professores. "Fiquei pasmo ao saber que, após sete meses tramitando aqui, passando por várias comissões, ninguém chegou para discordar da proposição. É inadmissível, quase um ano depois, haver discussão de censura, de mordaça de professor. O projeto vai em busca do bom professor, que é 99% da rede", disse.
O deputado Bruno Toledo (Pros), um dos maiores defensores do projeto, criticou a repercussão contrária e pediu a derrubada do voto em "nome dos costumes." "Ninguém quer criminalizar aqui professor, e rogo pela honestidade intelectual de quem está falando sobre o tema, que discuta, que sugira que a gente tenta melhorar", disse.
O projeto
Segundo a lei que será promulgada, o professor deve manter "neutralidade política, ideológica e religiosa do Estado"; e fica "vedada a prática de doutrinação política e ideológica em sala de aula, bem como a veiculação, em disciplina obrigatória, de conteúdos que possam induzir aos alunos a um único pensamento religioso, político ou ideológico."
O professor também ficaria proibido de fazer "propaganda religiosa, ideológica ou político-partidária em sala de aula" e incitar "seus alunos a participar de manifestações, atos públicos ou passeatas".
Além disso, determina ainda que, nas questões políticas, socioculturais e econômicas, o professor deve apresentar aos alunos, "de forma justa, com a mesma profundidade e seriedade, as principais versões, teorias, opiniões e perspectivas das várias concorrentes a respeito, concordando ou não com elas."
A lei também condiciona a frequência dos estudantes em disciplinas optativas à "expressa autorização dos seus pais ou responsáveis."
Para garantir a efetividade da lei, o projeto prevê punições previstas no Código de Ética e no regimento único dos servidores, que estipula até demissão.
A lei foi vetada integralmente pelo governador sob argumento de que era inconstitucional. Para Renan Filho, ela prevê gastos com cursos de capacitação, e é vedado aos deputados apresentarem projetos que criem novas despesas ao Executivo.
Também foi contrária à ideia dos deputados. "A partir do momento que se proíbe o professor de tecer qualquer consideração de natureza filosófica, política e ideológica, sem qualquer parâmetro adequado, acaba-se por tolher o amplo espectro de atuação do profissional da educação", diz o veto do governador.
Repercussão
Segundo o doutor e professor em direito constitucional, Othoniel Pinheiro, a lei é "totalmente inconstitucional" e pode ser derrubada por meio de ações no STF (Supremo Tribunal Federal) ou TJ-AL (Tribunal de Justiça de Alagoas).
"Essa lei tem vícios de iniciativa, porque mexeu na atribuição da Secretaria da Educação de criar gastos. Já existe precedente nesse sentido no STF, inclusive com uma lei de Alagoas. Na questão material, ela é uma que restringe em demasia a liberdade de ensinar do professor, que é prevista na Constituição. Ela fala que o professor não pode induzir um aluno a um pensamento. O que seria induzir? Qualquer aluno ou pai vai poder dizer que o professor está induzindo, e vai criar um problema desnecessário ao professor, mesmo. Lei não deve ter conteúdo muito aberto, as definições devem ser taxativas, e não é o caso dessa lei absurda", afirma.
Procurada, a assessoria do governador Renan Filho afirmou que ele está em viagem, mas disse que ainda não há definição sobre se o governo vai recorrer da aprovação da lei no judiciário.
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REQUINTES DE PIADA

Não dá para mentir e ao mesmo tempo ser honesto. Mentira e honestidade são termos antagônicos entre si, quem faz uso da mentira acaba indo na contramão do significado de honestidade.
A bola da vez é romancear o processo de impedimento da nossa chefe de estado dizendo "A presidenta é honesta".  No que diz respeito as pedaladas fiscais, ela pode ter as cometido por inúmeros motivos, até mesmo por ingenuidade (o que eu não acredito) mas seja lá por quais motivos foram, há base jurídica para tal, independente da conduta de seus autores e dos que dele compactuam. Se não há consenso dos juristas é porque o mesmo é factível e portanto, passível de continuidade. Sobretudo visto que o rito fora alterado para atender aos próprios anseios da presidente, que teve direito a ampla defesa.
Sendo assim, independentemente das razões que justificou, a tal honestidade de Dilma não está inteiramente ameaçada com esse processo em especial, visto que o mesmo não tem por finalidade analisar a conduta ética da presidente, sequer entender a fundo suas motivações, mas o fato de que se aproveitou da administração pública para adquirir recursos inerentes aos anseios da sociedade e que atendia demandas muito específicas que mais refletiam o interesse do governo em manter suas alianças e alterar forçadamente a trágica situação em que colocou nossa economia do que para pagar os programas sociais como fora dito.
Mas voltando ao primeiro parágrafo, a mentira vai na contramão da honestidade e não há outra palavra que defina melhor a campanha eleitoral de Dilma de 2014 do que essa, mentira! E das grandes. Basta rever o paraíso tropical televiso (que culminou com a prisão do marqueteiro) e comparar com a nossa desastrosa realidade para perceber que a discrepância do que fora falado e do que fora feito é abissal. E não se trata aqui de prometer uma coisa e não cumprir em tempo hábil, mas de fazer exatamente o que disse que o outro faria.
Não só pela mentira, mas aqui me atenho somente a ela, mas eu não faria o uso excessivo da palavra "honestidade" e derivadas para defender este governo, na boa, tem requintes de piada.
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terça-feira, 26 de abril de 2016

PLACAR DO IMPEACHMENT NO SENADO

O jornal O Estado de S.Paulo faz levantamento diariamente e publica as intenções declaradas de voto dos senadores em relação à abertura de processo por crime de responsabilidade contra a presidente Dilma Rousseff.
O placar está aberto a mudanças, caso o senador mude seu posicionamento ou decida divulgar seu voto. Clique aqui e confira como está o placar do impeachment.
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TURISMO NO MINISTÉRIO

A voluptuosa Milena Santos, mulher do novo ministro do Turismo, Alessandro Teixeira, provocou um certo alvoroço ao visitar o marido, quando produziu praticamente um ensaio fotográfico em seu gabinete, ao lado do marido. Miss Bumbum dos Estados Unidos, em 2013, ela publicou várias fotos em seu perfil do Facebook.
Ligado a Dilma e conhecido pela arrogância inversamente proporcional a sua estatatura física, Teixeira substituiu no Ministério do Turismo ao ex-presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, que deixou o cargo após determinação do seu partido. O novo ministro deve permanecer no cargo por apenas 15 dias, até a conclusão do processo de impeachment da presidente, que avança no Senado.
Teixeira foi assessor de Dilma na Presidência e chegou até a integrar a coordenação da campanha dela à reeleição. Antes de assumir o comando do ministério, estava presidindo a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial.
Quando foi secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Alessandro Teixeira protagonizou vários embates com seu chefe, ministro Fernando Pimentel, atual governador de Minas Gerais. Nessa época, o atual ministro do Turismo foi fotografado descendo de carro oficial, em pleno horário do expediente, vestido a caráter, para malhar em uma academia de Brasília.
Em seu pefil, Milena publicou várias fotos e um texto que maltrata o vernáculo e ignora a modéstia: "Compartilhando com meus amigos meu primeiro dia como Primeira Dama do Ministério do Turismo do Brasil. Te amo meu amor, juntos somos mais fortes! Não é atoa (sic) que ao lado de um grande homem, existe sempre uma linda e poderosa mulher".
Intimidade exposta
Em nota, o ministro explicou que "sua mulher, a ex-vereadora de Salvador Milena Santos publicou fotos com seu marido sem imaginar que iria despertar o interesse da mídia". O ministro também "repudiou a exposição da intimidade do casal" e "lamentou" que tenham sido "resgatadas fotos antigas para denegrir a imagem dos dois".
Olha o nível
Em sua página, Milena Santos critica as manifestações que estão sendo feitas no País contra a presidente Dilma. "Se o que querem é dizer não à corrupção, ela não será resolvida com a queda da presidenta e seu partido... Infelizmente corrupção existe dêsde (sic) que o Brasil é Brasil, Ou esquecemos que o futebol e o nosso carnaval são comandados por criminosos e golpistas??? Se fosse para acabar com a corrupção hoje, todos os partidos deveriam ser banidos e seus líderes também", prossegue ela.
"E emendou: "Deveríamos parar com a hipocrisia do quem não mama chora e refazer algumas leis, tais como: Ficha limpa , Foro privilegiado, Quebra de cigilo (sic) bancário para políticos... Desculpem os ignorantes, mais o que vejo claramente é um grupo que não está no poder querendo derrubar o outro que está! No final das contas , só existe um perdedor ....nós, que vamos pagar mais essa conta!!!"
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segunda-feira, 25 de abril de 2016

EU FUI PT


Esse texto sintetiza o que tenho falado (sem cuspir) há muito tempo para aqueles que sofrem de petistite crônica.
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PALOCCI, O "ITALIANO"

O ex-ministro Guido Mantega não foi o único integrante de alta cúpula do PT a intermediar pagamento de caixa dois para campanhas presidenciais do partido, segundo Monica Moura, mulher do marqueteiro João Santana. Em depoimento a procuradores federais de Brasília para tentar fechar um acordo de delação premiada, ela disse que o ex-ministro da Casa Civil Antonio Palocci e o ex-tesoureiro petista João Vaccari Neto teriam desempenhado o mesmo papel nas últimas campanhas presidenciais. Os dois teriam indicado a ela executivos de empresas para contribuir em dinheiro. São recursos que não passaram por contas oficiais do PT, sem serem declarados à Justiça Eleitoral.
As empresas do casal Santana prestaram serviços na campanha à reeleição de Lula, em 2006, e nas disputas vencidas por Dilma Rousseff, em 2010 e 2014. Nas três eleições, eles receberam, em contas oficiais, cerca de R$ 110 milhões. Monica diz ter registrado numa agenda, não apreendida pela PF, detalhes de encontros em hotéis e restaurantes para obter recursos adicionais, entregues em malas de dinheiro por interlocutores de executivos indicados pelos três petistas.
TABELA INCLUIRIA DIRCEU
A mulher de Santana também diz ser capaz de ajudar a PF a esclarecer informações da planilha nomeada “posição-italiano”, apreendida na caixa de e-mail do então diretor da Odebrecht Fernando Migliaccio. O italiano citado como referência para os pagamentos da tabela seria Antonio Palocci. O documento é considerado um prova contundente sobre o pagamento de propina a agentes políticos pela empreiteira. Migliaccio era lotado no Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, área responsável por operacionalizar repasses ilegais no Brasil e no exterior.
A tabela traz a indicação de fontes para pagamentos e siglas de destinatários, como o casal Santana e o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. Em depoimento prestado logo após ser presa, em fevereiro, Monica foi perguntada se sabia dizer quem era o “italiano”; na época, disse que não.
A relação de proximidade com Migliaccio, o autor da tabela, já era admitida por Monica neste mesmo depoimento. Na ocasião, reconheceu ter sido orientada a procurar Migliaccio para receber colaborações não contabilizadas de campanhas feitas no exterior. E confirmou ter mantido contato com ele entre 2011 e 2014. Em março, a ex-secretária da Odebrecht Maria Lúcia Guimarães Tavares reforçou o vínculo do dirigente da empreiteira com Monica. Segundo ela, a mulher de Santana indicava a ele e a outros dirigentes suas contas para receber pagamentos ilegais.
A tabela traz um balanço de como foram repassados, entre 2008 e 2012, cerca de R$ 200 milhões a projetos como as eleições municipais de 2008, a disputa presidencial em El Salvador e valores pagos a JD, que a PF acredita ser Dirceu, e Santana. A planilha termina indicando haver, em 2012, um saldo de R$ 79 milhões. A curto prazo, R$ 6 milhões estariam comprometidos com “Itália” e R$ 23 milhões com o “amigo”, não identificado na tabela. Os demais R$ 50 milhões iriam para o “pós-Itália”.
Em nota ao GLOBO, Palocci nega “com veemência” as acusações, “feitas contra ele por uma pessoa submetida ao constrangimento da prisão”. O ex-ministro afirmou não ter participado da arrecadação de campanhas em 2006, 2010 ou 2014 e “jamais” ter indicado “a qualquer pessoa meios pelos quais pudessem ser arrecadadas contribuições ilegais”. Vaccari também negou a acusação.
Palocci disse que não tem “qualquer relação com a tabela” de Migliaccio. Segundo a nota, o petista “vê com muita estranheza que seja atribuído a si o codinome ‘italiano’, já que este apelido foi vinculado a várias outras pessoas em materiais apreendidos pela PF”. O ex-presidente da Odebrecht Marcelo Odebrecht também cita um “italiano” em e-mails a executivos, mas não é possível saber se é o mesmo citado por Migliaccio.
Palocci já é investigado na Lava-Jato desde junho de 2015, em inquérito que apura denúncia de que ele teria pedido ao ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa R$ 2 milhões para a campanha de Dilma, em 2010. Seu nome foi citado pelo doleiro Alberto Youssef e pelo operador Fernando Baiano. Este mês, o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou pedido da defesa de Palocci para anular as duas delações.
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REAL NO CINEMA

Da coluna Direto da Fonte, O Estado de S.Paulo
FHC fez rasante, esta semana, no set de filmagens de 3.000 Dias no Bunker, longa de ficção sobe o Plano Real, dirigido por Rodrigo Bittencourt. Recebido pelo produtor Ricardo Fadel Rihan, na antiga mansão de Edmar Cid Ferreira — que serve de cenário como o Palácio do Alvorada — o ex-presidente ficou cara a cara e trocou breves palavras com o ator Norival Rizzo, que vai interpretá-lo no longa. Ao assistir, in loco, uma cena na qual Rizzo discute com o ator que faz José Serra, sobre os rumos do País, afirmou, satisfeito: “É, temos alguma similitude”, o que deixou alegre o produtor.
Nesse trecho do filme, o ex-presidente viu ainda uma cena em que José Serra faz críticas a Gustavo Franco. ‘Só essa aí já vai dar briga”, comentou ao final, abrindo um sorriso tímido.  Ainda assim, ele considerou “muito importante” os fatos estarem sendo retratados, ainda que em uma obra ficcional.
Rihan relatou à coluna que começou a produzir o filme em 2013. Na época, ainda sem a Lei das Biografias, era necessário coletar autorizações para a filmagem. Segundo o produtor, FHC autorizou sem nenhuma resistência e tampouco fez qualquer indagação sobre o tom do filme ou restrição.  À coluna, o presidente ponderou: “É assim que tem que ser”.
Nem todos os personagens, no entanto, mostraram o mesmo espírito de colaboração, lembra o produtor, que define o trabalho como “um thriller político não ideológico”. Ele acrescenta: “A companhei o desenvolvimento do Plano Real. Queríamos contar essa história, que é muito impressionante, muita gente desconhece os bastidores ou não se lembra do que era ter uma inflação de 40% ao mês”. Ele informou, também, que Cacá Diegues, consultor artístico e produtor associado, lembrou que esse filme é o primeiro do gênero a ser feito no Brasil.
O timing do filme também acabou sendo propício, pelo momento do País e a discussão do papel de um vice-presidente. “A figura de Itamar é pouco comentada. No filme mostramos como ele foi essencial para que se desenvolvesse o Plano Real”, completou Rihan. O longa foi aprovado pela Ancine e a Secretaria de Cultura de SP e tem ainda a Globo Filmes como produtora associada. A previsão é que ele entre em cartaz no ano que vem.
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LHAMA ESCARLATE

E o lhama José de Abreu usou a velha e cansada retórica petista. Deve ter deixado muitos companheiros indignados porque não chamou a Globo de golpista.
O ator comportou-se como um lord, não cuspiu no Faustão, nem na plateia. Aquela irascibilidade nas postagens de seu twitter - excluído logo após as bravatas - deu lugar a um Zé vitimizado pela intolerância.
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domingo, 24 de abril de 2016

FEIO, MAS NECESSÁRIO

Artigo de Fernando Gabeira
Se fosse catapultado a essa longa sessão da Câmara, sem saber o que estava sendo votado, eu diria com tristeza: eles estão vencendo, os velhos adversários. E se o cansaço da longa sessão me valesse um cochilo, acordar com o voto de Jair Bolsonaro me faria sentir num templo satânico. Sabia muito bem onde estava. Quatro mandatos e 16 anos naquele mundo subterrâneo me fizeram prever na semana anterior, no programa da CBN, a enxurrada de votos pela família, por filhos, netos, a avó que está doente.
Não era o primeiro impeachment que via. Foi assim na queda de Collor. Na verdade, o nível naquela época era um pouco mais alto. Enrolados em bandeiras, detonando bombas de papel picado, os deputados de hoje estão mais inseridos no espetáculo. Falam com imagens. É como se colocassem uma letra retrógrada na canção do impeachment, vitória da sociedade, de algumas instituições e da própria transparência.
A cabeça dos deputados passou por um raio X diante de 100 milhões de espectadores. Cerca de 90 deles são investigados no Supremo. Agora que todos sabem o que temos, certamente vão compreender a urgência de mudanças.
Com tanta coisa acontecendo, naquelas longas horas, procurei não me esquecer das tarefas principais: a reconstrução econômica e ampla transparência sobre o gigantesco processo de corrupção que devastou nosso país.
Os generais da esquerda levaram suas tropas para um combate que sabiam perdido. Refugiaram-se na tese do golpe, para mascarar as graves acusações que pesam contra eles. O que para os líderes era apenas uma boia no oceano, para muitos foi uma ilusão de que havia um golpe em marcha, e ele seria detido.
A insensatez se prolonga com a viagem de Dilma Rousseff ao exterior onde foi se dizer, para a mídia, vítima de um golpe aplicado pelo Congresso e pelo Supremo. Minha senhora, no seu país não há Constituição? Quem dá a palavra final quando ela não está sendo cumprida?
Os jornalistas internacionais não são tão ingênuos. Sabem que, quando se apela para eles, é porque já se perdeu a batalha no seu próprio território. Só uma presidente enlouquecida poderia sonhar em transferir a guarda da Constituição brasileira do Supremo Federal para a ONU. Ainda bem que não o fez.
Esse espetáculo decadente me entristece, apenas isso. Um jovem senador do PT disse que não dará sossego ao novo governo. O país terá de trabalhar muito para sair da crise e deve se concentrar nisso. Mesmo porque a própria Lava-Jato vai se encarregar de não dar sossego aos petistas, inclusive ao jovem senador.
Dilma foi cassada por crime de responsabilidade fiscal, decretos secretos para financiar um rombo de milhões, criar uma ilusão de prosperidade e vencer as eleições. Repetiu o erro em 2015. Se não fosse cassada por isso, seria pelos fatos de Curitiba: campanha com dinheiro do Petrolão, tentativa de obstruir a Justiça. O que vem de Curitiba não resulta apenas em impeachment, mas possivelmente em anos de cadeia. E cadeia, jovem senador, é um lugar que sintetizo numa frase que vi em várias celas onde estive preso e dezenas que visitei: “aqui, o filho chora, e mãe não ouve”.
Se olhamos para o futuro, pela ótica da transparência, a derrota de domingo será difícil de explicar para milhares de pessoas que acreditaram mesmo que havia um golpe em curso. Elas vão perceber que foram usadas como um álibi porque seus líderes tratavam mesmo de escapar da polícia, como aliás já ficou provado no áudio Lula-Dilma.
Essa tática do PT serve apenas para deixar mais arrasado o lado esquerdo do espectro político. As forças conservadoras que já eram fortes tornaram-se mais articuladas, milhares de jovens foram confrontados com a ideia de uma esquerda cínica, corrupta, autoritária.
De uma certa maneira, os discursos contra o PT foram um bálsamo para o partido. Olhem quem está nos derrubando. Mas todos sabemos que não foram derrubados pela Câmara, e sim pela sociedade. Nas ruas, era o discurso de Brasil moderno, contra a corrupção, pela transparência, por serviços públicos decentes, a rejeição do populismo bolivariano. Na rua, havia famílias sonhando com um projeto mais amplo; na Câmara, os deputados reduziram os destinos do país às suas próprias famílias. Isso marca uma distância, mas no essencial cumpriu-se o desejo da maioria.
Era o instrumento legal que a sociedade tinha para se defender, por mais repugnantes que sejam algumas ideias que circulam ali. Tenho repetido isso, como um privilégio da idade. Os impeachments ocorrem num período de cerca de 20 anos. Se a frequência for mantida, este foi o último a que assisti na Câmara. Reste o do Senado, onde se toma muito chá, e espero uma elevação do nível. Se vierem com essa história de Deus, família, filhos e netos, saco da arma que uso sempre que me entediam: um bom livro.
Artigo publicado no Segundo Caderno do Globo em 24/04/2016
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DEBANDADA PETISTA

A janela de filiação partidária aberta no mês de março e a possibilidade de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) impulsionaram o movimento de debandada de prefeitos petistas para outros partidos políticos.
A seis meses das eleições municipais, levantamento feito pela Folha no sistema de filiação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aponta que, de cada cinco prefeitos do PT eleitos em 2012, um deixou o partido. Os dados mostram filiações e desligamentos concluídos até 15 de abril.
Ao todo, 135 dos 638 prefeitos eleitos pelo PT pediram desfiliação ou foram expulsos do partido. Essa conta inclui gestores que renunciaram ou foram cassados.
O maior desgaste da legenda está concentrado em São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro, governados pelo PSDB e pelo PMDB, mas o movimento também atingiu Estados comandados por petistas, como a Bahia e Minas Gerais.
Em São Paulo, 35 dos 73 prefeitos eleitos migraram. No Paraná, foram 18 baixas entre 40 gestores. No Rio de Janeiro, mantiveram-se fiéis ao PT só quatro dos 11 prefeitos eleitos há quatro anos.
Em Mato Grosso do Sul, oito dos 13 prefeitos saíram da legenda. Está nesse grupo Paulo Duarte, gestor de Corumbá, município com mais de 100 mil habitantes. A maior parte das desfiliações ocorreu neste ano, após a prisão do senador Delcídio do Amaral, tido até então como a estrela do partido no Estado.
As baixas atingiram ainda cidades com mais de 500 mil habitantes, próximas de grandes metrópoles, como Osasco (SP) e Niterói (RJ).
Leia a reportagem completa de João Pedro Pitombo e Rodrigo Russo, da Folha de S.Paulo
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